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quarta-feira, 21 de março de 2012

A certeza da desconfiança (Capítulo 5 - Parte 2)

Na semana do Festival decidi ir primeiro que o Luan, ele estranhou a minha decisão repentina, mas eu precisava ver a Milena e ver a casa de praia, em Salvador. Tudo tinha que ser decidido o quanto antes. Inventei que meus pais só estariam em casa naquele dia, quando na verdade, eles estavam viajando tinha uma semana, ele cedeu, e eu fui.

Quando cheguei a Salvador fui convidada a ver a estrutura do Festival. Seria a segunda noite de festa e o Luan viria no dia seguinte. Fui para casa, depois de me impressionar, mais uma vez, com a estrutura do evento.

Abri a porta de casa, da sala, e dar de cara com a vista, espetacular, do mar era incrível. Esse era um dos motivos que me faziam senti falta, querer morar e amar minha cidade. O novo apartamento dos meus pais era enorme e muito aconchegante, me fazia sonhar. Tinha sido todo decorado, pelo bom gosto, da minha tia, que era arquiteta, e totalmente aprovado por mim e pela minha mãe, quando meu pai nos fez essa surpresa. Era uma cobertura duplex, ou seja, de dois andares, e que se localizava em um dos melhores bairros da cidade. Liguei para o Luan e avisei que já tinha chegado e que estava tudo bem.

“Amiga preciso de você!”

Mandei a mensagem para a Milena, logo depois de falar com o Luan e de chamar a Maria. A Maria era uma pessoa maravilhosa. Era a mais nova empregada da casa, minha mãe a contratou, por que só ela não dava conta de arrumar aquele apartamento enorme.

“Depois da facul amiga, passo ai!”

Depois de ter recebido a resposta dela, fui tomar banho e descansar um pouco, sabia que era importante. A Maria chegaria pela tarde, e ficaria comigo até quando fosse embora, meus pais só chegariam na semana seguinte.

-Amiga? A Milena me chamava, ela estava sentada ao meu lado.

-Oi! A Maria já chegou? Sorri, ao vê-la.

-Cheguei com ela! Mais o que foi? Ela sorriu.

-Eu preciso te falar uma coisa que está na minha cabeça há algumas semanas. É uma coisa estranha por que eu tenho certeza disso. Sabe quando a gente fica com uma sensação que algo vai acontecer? Me sentei na cama.

-Sei! Ela me olhou sem entender.

-Então?! É assim que eu estou me sentindo, esses dias.

-E o que é? Ela perguntou curiosa e assustada ao mesmo tempo.

-Tá! Vou te contar! É que... Eu a contei o que estava ocupando minha mente.

-Nossa Senhora! O Lú vai ficar tão feliz! Ela sorriu, quando terminei de contar.

-Não fala nada! Pelo menos por enquanto,... Nem pro Jú! Promete?

-Claro! Prometo!

-Ah! Eu estava querendo ver algumas casas de praia. Eu e o Luan queríamos uma aqui! Sorri.

-O meu tio está vendendo a dele, e você sabe o quanto é espaçosa e linda! Depois de uma reforma, pra deixar com a cara de vocês, vai ficar linda! Mais me conta, e o casório vai ser quando? Ela sorriu.

-Massa! A casa do seu tio é perfeita! Fala pra ele que a gente vai querer, pra ele não vender pra ninguém! Ah! Só pra Dezembro eu acho. Se bem que depois de tudo... Acho que vai ser antes, sei lá, depois a gente ver isso! Sorri.

-Imagino! Ah! Vou ligar pro meu tio agora! Ela pegou o celular e avisou ao tio, que aceitou a proposta prontamente.

-Mor tem cinco segundos? Liguei para o Luan.

-Pra você a eternidade! Diz! Aconteceu algo?

-Não! Tudo bem! Então... eu estava conversando com a Milena e ela acabou comentando que o tio dela está vendendo aquela casa dele, lá na praia lembra?

-Você está muito apressada...!

-Você reclama de tudo! Me irritei.

-Desculpa amor! Lembro, sim, da casa, como esquecer? Por mim tá fechado! Ver os papeis e me diz onde eu tenho que assinar e quando mando o dinheiro,...

-E depois a apressada sou eu! Ri.

-Sério! Você não quer?

-Quero!

-Então?! Ah! Por falar em casa, o meu pai já mandou construir a casa, o mestre de obras deu um prazo de dois meses.

-Rápido!

-É, né? Rimos.

-Sim... A Milena disse que amanhã mesmo eu posso falar com o tio dela. A Milena fazia gestos.

-Vou chegar na hora do show...

-Eu sei! Não se preocupa que o Jú leva a gente!

-Vão devagar tá?

Mesmo depois de muito tempo, do meu acidente, de carro, com o Jú e a Milena o Luan ainda se sentia inseguro, quando eu ficava em Salvador e saía com os dois. Ele tinha medo de outra coisa acontecer, ele sentiu muito medo de me perder.

-Relaxa!

-Te amo muito!

-Também! Amo do tamanho do infinito! Ri.

Depois de combinar alguns detalhes com o Luan, eu e a Milena passamos à tarde juntas, organizando como seria o nosso dia, na manhã seguinte. Ficamos falando besteira com a Maria, na cozinha. A Milena não resistiu e comeu pipoca com brigadeiro, como a gente sempre fazia, eu enjoei rápido com o brigadeiro e preferi um sanduíche maravilhoso, que a Maria fez pra mim.

Dormir sozinha no meu quarto, olhando o mar. Meu, novo, quarto tinha uma varanda, toda de vidro, onde se avistava o mar. Pensei nele durante um tempo, e logo coloquei as músicas dele para ouvir, no MP4. O celular estava ao meu lado, porém não o ouvi tocar, por que estava apenas vibrando. Ele ligou, pra mim, durante um tempo. Sem perceber dormir com uma das mãos, sobre minha barriga...

No dia seguinte acordei com a Maria me chamando, por que a Milena tinha pedido pra eu me arrumar. Quando sentei, na cama, depois de um banho caprichado, vi as ligações, perdidas, e as mensagens, não lidas. Quando eu estava lendo as mensagens, ele me ligou.

-Mor foi mal! Dormir e não ouvi e nem vi, suas ligações e as mensagens! Desculpas! Pedi antes que ele me desse uma bronca.

-Eu imaginei! Me espera? To chegando, pra ver com você a casa. Foi por isso que te liguei e mandei as mensagens, ontem!

-Ah! Esperarei sempre! Sorri.

Desci, para tomar café, depois de ter me arrumado, cheguei e a mesa estava posta, com tudo o que eu mais gostava de comer. A Milena e o Jú comiam, enquanto conversavam com a Maria.

-Bom dia, né?! Maria como você deixa essas pessoas folgadas comerem meu café da manhã, assim? Brinquei sentando a mesa.

-Claro você demorou, e não dá pra resistir à comida da Maria né? O Jú logo respondeu.

-Verdade! Ri.

-E o Luan, te deu carta branca mesmo amiga? A Milena me perguntou.

-Deu! Ele também gosta da casa. – A campainha tocou e a Maria foi atender. – Ah! Ele está...

-Aqui! O Luan apareceu na cozinha.

-Então, vamo né galera! O Jú chamou, se levantando.

-Vai pegar o carro de quem mor? Sua mãe ou do seu pai? O Luan perguntou.

-Gosto mais do da minha mãe!

Eu e o Luan, seguimos o carro do Jú, que nos guiava pelo caminho. Chegamos e o tio da Milena já nos esperava, com os papeis, da casa, e o do contrato. Minha tia, que era arquiteta, chegou e começamos a ver as mudanças que eu e o Luan queríamos. Eu tinha falado com ela no dia anterior e ela aceitou prontamente o meu pedido.

-Esse aqui, você só amplia, ele já tem banheiro, é perfeito! Ah! O deixa vazio, tá tia? Puxei a minha tia para um quarto, que era ao lado, do que iria ser meu e do Luan.

-Tá aprontando o que mocinha? Ela perguntou desconfiada.

-Nada! Não conta pra ele tá?

-Ok! Deixa comigo! Ela piscou.

terça-feira, 20 de março de 2012

É incondicional... (Capítulo 4 - Parte 2)

-Oi meus amores! Estam preparadas? Hoje dia dezenove de janeiro, vai acontecer a balada mais esperada do Brasil, e hoje também começamos os trabalhos no estúdio para o novo CD que vai vir com tudo! Estou aqui no local da balada, está tudo certinho, as ganhadoras estam todas aqui, em São Paulo, mas nem elas, nem vocês saberão onde é que eu estou. Surpresa! –Ri- Judiação com vocês né? Ah! O Luan vai chegar e fazer um show particular para as meninas e vocês vão conferir pequenos vídeos, que a Dada cedeu, e eu vou colocar aqui no site do Diário. Então se preparem que essa balada vai bomba, e as negas vão amar! Até de noite, com vídeos, do trecho do show. Beijos!

O Max desligou a câmera e eu fui checar algumas coisas da balada. As meninas tinham participado de mais uma promoção, da Central de fãs. As meninas tinham que pedir a música “Nega” nas rádios das cidades e mandar um link para o twitter da Central de fãs, para participarem do sorteio. Foram sorteadas trinta e cinco meninas e meninos, de diferentes estados do Brasil. Eu estava mega empolgada com essa balada, coisa que ocupou uma parte das minhas férias.

Quando deu sete da noite as meninas chegaram ao local da balada e eu as recebi, juntamente com o Junior, na frente da boate. Todas estavam animadas e lindas, para aproveitarem ao máximo a noite que era delas. Tiramos fotos e entramos, o Dj já as esperava e quando entraram, estouradores de confete cobriram elas de muito brilho.

O Luan chegou com o pai, e foi receber as meninas, enquanto a banda se posicionava no palco. Eu conduzi o seu Amarildo ao local onde ele ficaria como um camarote, no caminho, fomos parados por algumas meninas, para tirarem fotos com o “sogrinho”. Depois de conduzir o sogro ao camarote, eu desci para ajudar a Dada e ao Junior a organizar as meninas para tirar fotos com o Luan. Subimos ao palco, eu e o Luan, para agradecermos a presença delas.

-Beija, beija, beija... As meninas pediam.

-Vocês estam demais hoje! O Luan sorriu e me deu um selinho.

-B você está linda! Um dos fãs gritou.

-Brigada! Vocês estam, lindos, também! Sorri.

-Vamo começar minhas negas? O Luan começou o show e eu fui gravar os vídeos para publica-los no site do Diário.

A balada durou um tempo, pra nós, por que o Luan e a banda tiveram que ir, depois do show para o estúdio, para começarem a gravar o CD. Depois de o Luan agradecer, mais uma vez, a presença das meninas na balada, fomos para o estúdio. Estava meio sonolenta, no carro, e deitei minha cabeça, no ombro dele. O pai dele nos acompanhou.

-Que foi B? O Rober me perguntou, ele estava no banco da frente.

-To com sono! Sorri.

-Quer ir pro hotel? O Luan perguntou.

-Não precisa! Sorri e peguei a mão dele e coloquei sobre a minha barriga, foi involuntário.

O Luan segurou minha mão, e assim como eu, não entendeu minha atitude. Nos olhamos e ele beijou minha testa, segui com os olhos fechados e com Luan fazendo carinho, em minha barriga. Talvez ele e eu estivéssemos nos acostumando com o que estava por vir...

Chegamos ao estúdio e a banda já estava reunida. Seu Amarildo e o Anderson conversavam a todo instante. O Luan resolvia algumas coisas com a banda e eu fiquei sentada em um sofá, vendo algumas fotos, nossas. Ele começou a passar algumas canções e outras tantas melodias pra ver qual iria se encaixar melhor em uma canção. Eu o observava e me lembrava de tudo o que a gente já tinha passado juntos, e sabia que muita coisa viria, ainda. Talvez uma das maiores e melhores coisas estariam por vir.

-B tem um brilho diferente em seu olhar... Então a gente pode constatar que entre vocês está tudo bem, né? Seu Amarildo chegou e sentou ao meu lado.

-Está sim sogrinho! Só um pouco cansada, mas bem sim! Sorri.

-Mor vem cá! Quero te mostrar uma coisa! O Luan me chamou, da sala onde ele e a banda gravavam.

-Diz! Entrei, na sala.

-Senta aí! - Ele me indicou um banco, e eu me sentei – Preciso que diga se gostou tá? Ele pegou o violão.

Quando ele começou a tocar, a canção, eu a reconheci, por ele ter tocado a melodia várias vezes, durante algumas noites. A banda olhava de mim para ele, quando ele começou a cantar:

-Eu vou pedir ao sol, pra iluminar nosso caminho, e todas as estrelas, pra enfeitar nosso destino. Me leve onde for, segure a minha mão, pois sei que você vai ser a minha direção. A gente é assim; temos tanta coisa em comum. Você tem marca em mim, e pra você não sou mais um. Assim é nosso amor: tão forte como a noite, perfeito como o dia. Eu vou subir nas nuvens pra desenhar o teu sorriso. E no azul do céu, vou ver os seus olhos brilhando. Em meio às estrelas, fico flutuando. Em minhas digitais já tem um pouco de você. Eu sigo seus sinais, assim nunca vou te perder. É incondicional, você tem a forma exata pra me prender em você.

Eu o olhei e sorri, na verdade, logo quando reconheci a música o sorriso não saia do meu rosto. Estava feito boba sorrindo, alguma coisa me dizia que aquela dedicação por aquela música, durante dias, era pra me fazer uma surpresa. Meus olhos estavam inundados de lágrimas, não conseguia falar nada. Tudo foi misturado naquele momento. Tudo o que eu estava pensando, antes de ouvir a canção, invadiu minha cabeça e me fez me emocionar, mas eu segurei as lágrimas.

-E ai? Ele me perguntou com os olhos brilhando.

-É linda! Muito linda mesmo! Sorri.

-Sério?

-Sério!

-É pra você e...

-Não precisa falar mais nada! -O abracei e o beijei. –Brigada meu amor! Mais você que é minha direção! Te amo!

Depois do estúdio, me lembrei que o Festival de Verão estava próximo, mas antes, a semana, enfrentaríamos mais ensaios e reuniões no estúdio e fora dele.

-Está animada, pro Festival? Ele perguntou no hotel.

-To! Sorri.

-Quer ir antes?

-Não, tudo bem! To evitando muito tumulto! Sorri deitando na cama, para dormir.

-Tá doente? Ele estranhou.

-Não! Pode ter certeza que não! Ri.

-Você está muito misteriosa esses dias! Ele deitou ao meu lado.

-Já mandou fazerem a casa? Perguntei o abraçando.

-Não! Você não disse nada?!

-Então manda uai! Tá esperando o que? O filho nascer? Ri.

-Que história é essa? Você tá muito estranha! Tá escondendo alguma coisa de mim? Ele se sentou na cama me olhando.

-Não! Vai mandar fazer? Desviei o foco dele.

-Mando! Eu vou falar com meu pai!

-Tá! Mais faz isso logo! Virei fechando os olhos.

-Por quê? Ele deitou ao meu lado, novamente, me olhando.

-Por que to curiosa pra ver nosso cantinho construído, só isso! O abracei.

Um outro alguém (Capítulo 3 - Parte 2)

Quando chegamos ao local do show fomos para o camarim. O Luan e eu passamos, rodeados por seguranças, de mãos dadas, mas dando toda a atenção as fãs. Quando entramos no camarim o Rober e a Dagmar estavam a nossa espera, pra nos dá algumas instruções. Eu e o Luan trocamos de roupa, para recebermos a imprensa e para eu gravar o primeiro Diário de Bordo do ano.

-Oi minhas coisas gostosas! Como vocês estão amores? Eu estou mega feliz e espero que vocês também! Esse é o primeiro Diário de Bordo do ano, na verdade primeira transmissão ao vivo, desse ano, por que o site já estava sendo atualizado. Ah! Lembrando a vocês que eu vou vistoriar o site, mas como vocês sabem, a equipe cresceu e eu não mexo lá direto agora. Mais continuo lendo o que vocês colocam no mural! Minha parte e a parte do Max é essa aqui; entrevistar o Luan e mandar a ver nas broncas quando fizerem algo de errado nas edições. Nós virou patrão! –Ri- Vamos lá para a entrevista, antes que a Dada me dê um puxão de orelha, aqui!

Fiz a entrevista com o Luan, era sempre a primeira a fazer a entrevista com ele, e depois atendemos a imprensa que nos esperava lá fora.

-B e os planos para o casamento como andam? A repórter me perguntou.

-Ta tudo, certo! Pisquei pra ela, não queria dá muitos detalhes, até por que tinham poucos.

Nós atendemos a todos da imprensa e logo o Luan receberia as fãs. Eu fiquei sentada no sofá, olhando como tinha ficado o vídeo, da entrevista com o Luan, no site do Diário, enquanto as meninas entravam.

-Lú a B pode parar um pouco e vir tirar foto comigo? Uma fã perguntou.

Nesse tempo, juntos, os fãs perceberam que eu e o Luan não misturávamos trabalho com a nossa vida pessoal, e pra tirar foto comigo algumas começaram a pedir, coisa que não seria, nunca, negada nem por mim nem pelo Luan.

-Claro que ela pode! Chama ela lá amor! O Luan apontou pra mim.

-Você tem que sair! O Rober a pegou pelo braço.

-B? Tira foto comigo? Ela ignorou o Rober.

-Hã? Claro amor! Cadê? Despertei, por que estava distraída lendo os comentários das meninas no site.

-B rápido o Luan está atrasado! O Rober me alertou.

-Faz assim eu vou lá fora e tiro foto com as meninas que quiserem. –Avisei ao Rober- Mais antes me dá a sua meu amor! Peguei a câmera da mão dela e tirei a foto com ela.

Quando ia saindo o Luan pegou no meu braço.

-Amor vai dá confusão lá fora... As meninas vão querer tirar foto com você, e você sabe disso! Fica aqui e tira as fotos aqui! Não quero você se arriscando não! Ele falou preocupado.

-Tá, bom! Sorri.

Fiz o que ele me pediu, fiquei no camarim e tirava foto com as meninas que pediam, a maior parte delas quiseram foto comigo, também. Quando terminou o Luan fez o show, que por sinal foi maravilhoso. Eu tirava fotos e postava no site e no twitter do Diário a cada música. Ele me surpreendeu quando incluiu no show, antes da mais nova música “Nega” o seguinte discurso:

-Eu sei que muitas aqui queriam ser minha “nega”, mas eu tenho que confessar que eu já tenho uma, ela está ali trabalhando, no canto do palco, e eu não sei como ela não enjoa de mim! –Ele sorriu e olhou pra mim. –Mais ela disse que não se importa de dividir o meu coração com vocês! Então fica assim; ela é minha primeira nega e vocês são minhas segundas tá bom assim? Ele riu e começou a cantar a música.

Depois do show fomos para o hotel. Ele foi direto tomar banho e eu fui para a varanda, do quarto, vi que a noite estava linda, com um luar que mais parecia o sol, de tão iluminado que estava. Saí da varanda e separei a roupa, dele, que estava suja e deitei na cama, com as penas pra fora, fechando os olhos, deixei os pensamentos me dominarem.

-Que foi bebê? Ele sentou ao meu lado.

-Com a nossa casa a gente vai ter um pouco de privacidade? Abri somente um olho.

-Acho que sim por quê? Ele sorriu.

-Por que eu preciso! Sorri.

-Já vi que hoje vou ter que cuidar desse bebê! Ele levantou e me puxou pela mão, me fazendo levantar.

-E o bebê aqui, vai ficar muito feliz! Sorri, passando os braços por trás da cabeça dele.

-Então vem que eu vou te dá um banho!

Durante o banho, trocamos beijos e carinhos. Estávamos cansados, mas quando ficávamos juntos o cansaço parecia ir embora. Quando saímos do banho, o Luan não deixou eu me secar por completo, ele me beijou me guiando até a cama.

-Espera amor! Me deixa secar meu cabelo, pelo menos! Ele beijava meu pescoço.

-Não! Eu quero você, assim, de cabelo molhado mesmo! Ele sorriu e me fez deitar na cama.

Ele começou a beijar minha boca e, logo, desceu para meu pescoço, as mãos dele acariciavam minhas pernas, e as mesmas, logo tiraram a toalha que me enrolava. Eu beijava o pescoço dele enquanto ele ajeitava o corpo sobre mim. Os nossos corpos estavam inteiramente entregues um ao outro, o calor entre nós era intenso. A cada movimento e caricia produzia, em nós, arrepios que percorriam o nosso corpo inteiro. Falávamos besteiras um no ouvido do outro, que nos faziam ficar, ainda mais, com vontade de prolongar aquele momento.

-Te amo! Já te disse isso? Ele falava, ainda, um pouco, sem ar.

-Já! Mais eu adoro ouvir de novo, e de novo, e de novo! O beijei.

Ele ainda estava em cima de mim, e nossos corpos estavam suados e cansados, porém saciados.

-Vamo tomar banho? Ele chamou.

-Vai você primeiro! To cansada ainda! Sorri.

-Vou! Porca! Ele sorriu e levantou.

Eu estava tão cansada que não percebi quando meus olhos fecharam, e me rendi ao sono. Senti os lábios dele, meio gélidos, beijar meu ombro, e aos poucos ele foi subindo.

-Seu corpo fica lindo a luz do luar! Ele mordeu minha orelha, enquanto fazia carinho em minha cintura.

-Besta! Me virei e cobri meu corpo de novo, com o lençol.

-Vai tomar banho muié! Ele riu.

-To indo! Levantei.

Depois do banho, percebi que ele dormia, mas não resisti em ir observar a noite, novamente, da varanda. Fiquei durante, um tempo, hipnotizada, pela lua. O Luan chegou, por trás, devagar, me envolvendo em seus braços, nos cobrindo com o lençol. Eu encostei a minha cabeça no seu ombro e ficamos, durante um tempo, abraçados. Alguma coisa dentro de mim me dizia que depois daquela noite, tudo iria mudar. Alguma coisa muito especial iria acontecer. Não seria mais, eu e ele, existiria outro alguém. Fomos para a cama e deixamos o sono nos embalar, dormindo abraçados.

segunda-feira, 19 de março de 2012

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Os primeiros passos (Capítulo 2 - Parte 2)

Muitas entrevistas e mais cobranças, eu estava me sentindo sufocada. Estava dormindo no bicuço, ele lia um livro, estávamos indo gravar algumas entrevistas e uma participação em um programa.

-Tá tudo bem com vocês Luan? O Rober perguntou a ele, durante a viagem.

-Tá! Por quê? Ele o olhou.

-É que eu vi a B conversar com a Milena no telefone e ela comentou algumas coisas... Mais foi, então, coisa da minha cabeça, já que você disse que está tudo bem!

-Foi sobre o casamento?

-Foi cara!

-A gente ta mal com isso, ela mais ainda! Estão pressionado a gente demais cara! O Luan me olhou dormir.

-Entendo! Mais se preparem que...

-É só o começo! Complementei a frase e abri os olhos.

-Perdeu o sono mor?

-Perdi! Sorri.

-Chegando lá à gente vai direto gravar a entrevista e...

-No hotel a gente pode conversar? Perguntei.

-Pode! Ele piscou.

Quando chegamos ao aeroporto fomos dá toda a atenção às fãs que nos esperavam, e mais cobranças vieram. Elas não tinham culpa, não sabiam, o quanto isso nos incomodava, naquele momento. Queríamos casar mais tínhamos que conversar direito sobre o assunto, já que não tivemos tempo para isso. Era um assunto pendente, porém não cancelado, e eu estava disposta a conversar, naquele, mesmo, dia.

Fomos para a gravação da entrevista, estávamos querendo mais do que nunca, naquele momento, ficar a sós. Depois de muitas perguntas, sobre o trabalho e shows, mescladas com a nossa vida pessoal, que não respondemos a nenhuma, fomos gravar o programa de TV. Saímos de mãos dadas, do local da entrevista, trocamos carinhos e sorrisos, fáceis, brotavam do nosso rosto, quando escutamos o silêncio que nos rodeava, na garagem do estúdio que estávamos.

-B, Luan! Uma menina gritou.

Eu e ele na mesma hora viramos e procuramos de onde vinha aquele grito. Era uma fã que havia conseguido burlar a segurança e entrar. Nos olhamos e sorrimos, fomos na direção dela. O Wellington a soltou e a deixou tirar fotos com a gente e pegar alguns autógrafos, em seguida fomos para o estúdio gravar o programa.

-Cansei! Sentei na cama do quarto.

Chegamos ao hotel depois de um agitado dia, e pela noite ainda teria um show. Ele entrou, logo depois de mim, e trancou a porta. Tirando o tênis ele sentou de vez na cama, e eu o ajudei a tirar a blusa xadrez que estava sobre uma branca.

-Quer conversar agora? Aproveita que estamos sozinhos! Ele riu.

-Espera!

Levantei e sentei no colo dele, de frente pra ele, e comecei a beija-lo. Ele deitou na cama, me fazendo ficar por cima dele, e logo fez em mim cosegas. Rimos um pouco e logo deitamos um ao lado do outro olhando para o teto.

-Mor se a gente for casar, temos que decidir quando eu mando fazer a casa! Ele começou.

-É eu sei! Mais você não acha que vai ser muito cedo? Sei lá!

-Você tem que concordar comigo, esse um ano juntos parece mais dez anos! A gente vive intensamente um dia após o outro... Concorda? Ele me olhou.

-Concordo! Mais então concorde comigo, também, que é você estalar o dedo que a casa vai tá pronta! Ri.

-Verdade! Ele riu.

-Poder! Deitei sobre o peito dele.

-Amor serve em Dezembro?

-Serve? É assim que você fala?

-Ah! Você entendeu! Ele sorriu, enquanto afagava meu cabelo.

-Por mim tudo bem!

-E a lua de mel? Ele sorriu.

-Vamo pra Cancun? Sorri.

-Por mim tudo ótimo! Ele me abraçou.

-Sim... Que estado à gente casa? Essa é uma grande questão! Sentei na cama.

-Londrina tem uma igreja...

-Salvador é a cidade das igrejas! Ri.

Nos olhamos e parecemos pensar na mesma coisa.

-Casamos em uma fazenda, no Mato Grosso do Sul! Falamos ao mesmo tempo.

-Churrascão depois mor, pode? Ele pediu.

-Por mim tudo bem! Ah! Não vou casar com aqueles vestidos que parece bolo, não!

-Ok! Ele riu.

-O bolo vai ser de chocolate! Sorri.

-É? Ele me puxou e quando foi me dá um beijo alguém bateu na porta.

-Quem deve ser? Eu perguntei.

-Alguém chato; o testa! O Luan riu e levantou para abrir a porta.

Quando viu quem era ele abriu e voltou a sentar na cama ao meu lado. O Roberval entrou com um papel e nos olhou como se estivesse desconfiando de algo. Eu e o Luan nos olhamos e sorrimos, voltando o olhar para o Rober.

-Atrapalhei né? Ele falou sem graça.

-Um pouco! Mor me ajuda aqui! O Luan tirava a camisa.

-Que foi Rober? Ajudava o Luan com a blusa.

-Só vim avisar quando vamos sair pra ir ao show...

-Rober senta aqui! Bati, na cama, indicando o lugar ao meu lado quando o Luan levantou.

-Que foi? Ele desconfiou.

-Sério! Sem perturbação, senta!

-Que foi? Ele sentou.

-Eu e o Luan estávamos falando sobre o casamento e planejando alguns detalhes e... a gente pensou a mesma coisa, né mor?

-É! O Luan respondeu do banheiro.

-O que? O Rober me olhava, ainda sem entender.

-Quer ser nosso padrinho? Sorri.

-Sério? Ele abriu um sorriso enorme.

-Sério! Aceita? Sorri.

-Claro! É uma honra!

-É para a gente, uma honra! Como se a gente estivesse agradecendo por tudo; sua lealdade e sua fidelidade, tanto na amizade quanto no trabalho. Sorri.

-Meu padrinho agora testa! O Luan bateu na mão dele.

A gente sorriu e o Rober ficou sem acreditar no nosso convite.

A primeira reunião (Capítulo 1- Parte 2)

-Oi, oi galera! Bom dia pra vocês! Junior e a reunião? Passei pelo escritório cumprimentando todos.

-Tem meia hora que começou B! O Junior me entregava à pauta da reunião.

-Nossa! O avião atrasou quinze minutos! Expliquei.

-Mais tudo bem! Agora é sobre o CD! Ele me tranquilizava.

-Mais eu não podia chegar tarde à minha primeira reunião do ano! Esses dias em Salvador me deixaram com uma preguiça! Sorri e pisquei pra ele entrando silenciosamente na reunião.

Entrei e todos olharam pra mim, o Luan estava sentado na ponta da mesa analisando alguns papeis. Ele apenas levantou o olhar piscando pra mim, enquanto eu sentava ao lado da Dagmar.

-O que ta rolando? Perguntei baixo pra Dagmar, enquanto o Anderson falava algumas coisas.

-Sobre o CD! Decidindo quando começam as gravações e a turnê nos Estados Unidos!

-O que você acha Luan? Acho que vai dar tempo de fazer o CD, pelo menos a metade, até o final de fevereiro, já que a agenda está tranquila.

-Pelo menos a metade? Eu acho que se for pra começar tem que terminar! As meninas estam esperando esse CD desde o meio do ano passado, Anderson! Dei minha opinião.

-Concordo! O Luan olhou pro Anderson.

-Mais acho que vai dá tempo!

-Vamos ver daqui até lá! Preciso de certezas! E o Diário, Bia? O Luan se virou pra mim.

-Pensei em só mudar o site quando o CD chegar. Ir atualizando ele com trechos das músicas novas, frases delas, fora as outras coisas de sempre. Ah! Pensei em criar uma página pra você escrever pra as meninas, o que você acha?

-Acho massa! Mais quanto às músicas... Só frases mesmo!

-Eu sei! Será que eu teria carta branca pra fazer um especial pro Festival de Verão? Pedi disfarçando minha empolgação.

-Se for fazer pro Festival tem que fazer pra todos os shows! O Anderson falou, antes que o Luan pudesse me responder.

-Ele está certo! O Luan me olhou com um meio sorriso nos lábios.

-Ah! Tenho que contar uma coisa pra vocês! Eu fui convidada pra fazer o site de outro artista,...

-Como assim? O Luan se assustou.

-Fui convidada...

-E você aceitou, sem me dizer nada?

-Eu to falando agora! Eu ainda...

-Depois de tomar a decisão?

-O que é que tem? Eu não vou deixar a equipe LS, só vou fazer um trabalho fora! Até por que acho que vai ser muito bom, tanto pra mim quanto pra todo mundo aqui. Vai mostrar que eu sou boa no que eu faço e que o “Luan Santana” não trabalha com pessoas que brincam em serviço!

-Gente vamos parar né? A Dagmar interrompeu.

-Eu concordo com a B! O Anderson deu a opinião.

-Viu? Olhei pro Luan.

-A gente conversa mais tarde! Por mim acabou aqui! Ele levantou.

-Bia a agenda desse mês eu te mando por email. Já vai está toda atualizada pra você! O Anderson me avisou quando a gente levantou.

-Tá! Brigada!

-Vamo to com fome! O Luan passou por mim, saindo da sala.

A reunião durou pouco tempo, por que eu já tinha faltado a do dia anterior, que duraram horas. Eu e ele estávamos há três dias sem se ver, depois das comemorações de fim de ano, eu fui passar uns dias com minha família.

Na virada de ano o que se falava era do nosso noivado, todos cobravam o casamento, mas era um assunto pra depois, tínhamos que achar uma brecha na agenda dele, coisa que ele achou rápido e que eu estava enrolando, como sempre.

-Que história é essa de fazer site pra outra pessoa? Ele começou a conversa, assim que entramos no carro, pra irmos pra casa dele.

-Eu aceitei! Achei que você iria ficar feliz com isso! Falei impaciente.

-Vou ficar feliz quando você aprovar um dos três projetos, das casas, que eu te mandei! Ele prestava atenção no caminho.

-Vai começar?

-Vou! Parece que você não quer!

-Amor eu já falei que antes de eu aprovar alguma coisa a gente tem que decidir onde vai morar. Só isso!

-Você sabe que eu tenho que ficar aqui em Londrina!

-Sei! Mais eu quero em Salvador!

-Eu já disse que a gente pode ter uma casa lá, não já disse?

-Eu não quero brigar!

-Ta fugindo de novo?

-Ok Luan! Eu aprovei o segundo projeto, da casa! Satisfeito? E a casa de praia lá em Salvador eu escolho! Está bom assim pra você?

-Ótimo! Quanto ao site...

-Eu vou fazer e acabou!

-Eu ia dizer isso mesmo!

-Até parece! Olhava a janela.

-Sério! Achei massa! Fiquei com ciúmes, mas isso vai ser bom pra você! Ele segurou minha mão.

-Que bom que concorda! Dei um sorriso falso.

-Sério! Ele parou no semáforo.

-Posso falar? Eu não quero que nossa casa seja no mesmo condomínio dos seus pais! Por que eu vou me sentir... Sei lá! Estranha! A gente casa e fica perto dos seus pais... Não to reclamando mais uma distância ajuda! Virei pra ele.

-Não ia ser lá! Eu sabia que você não ia querer!

-Vai ser onde?

-No outro... A gente vai passar na frente, eu te mostro!

Ele seguiu até o condomínio dos pais. Na rua existiam vários outros condomínios residenciais, com casas incríveis. Ele passou devagar por um que era no inicio da rua.

-É esse! No fim da rua, que tem o terreno! Ele apontou.

-Tem o que nele?

-Tudo o que o dos meus pais tem! Mais a Bruna falou que o terreno é maior e que a academia é melhor! Amor tem uns espaços pra criança massa! Ele comentou.

-Um passo de cada vez ok? Sorri.

Seguimos para a casa dos pais dele, e quando ele estacionou não destrancou o carro.

-Que foi? Vai falar mais o que? O olhei assustada.

-Nada! Vem cá, que eu estava morrendo de saudades! Ele me beijou.

Nossa vida continuava a mesma, talvez a responsabilidade e a pressão por conta do “casamento”, que todos planejavam, inclusive as fãs, estava nos deixando um pouco agitados demais. Tudo o que queríamos era um tempo pra nós dois, o que não aconteceu por que meus pais precisaram da minha ajuda pra se mudarem. O novo apartamento ficava de frente para o mar e quando a noite caía era nele que eu pensava.

-A gente precisa, de um tempo, sozinhos! Ele sorriu, ao finalizar o beijo.

-Precisamos, mesmo! Dei o ultimo selinho nele.

Saímos do carro e fomos para o almoço que a Dona Marizete tinha aprontado pra nós. Nos surpreendemos ao ver amigos e familiares no almoço. Mais uma vez eu e ele fomos vítimas de cobranças e brincadeiras, que tinham fundo de verdade, por parte de algumas pessoas, por causa do casamento. Isso nos deixava desconfortáveis.

quarta-feira, 14 de março de 2012