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sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Meu presente, passado e futuro..." (Capítulo 158 - Parte 2)


Eu senti que estávamos em movimento, logo constatei que estávamos no carro. Lutei com todas as forças que eu tinha para abrir meus olhos e o tranquilizar. Ele alisava a minha mão, e suas lágrimas insistam em molhar meu rosto. Finalmente consegui abrir meus olhos, devagar, e os abri por completo. Olhei em volta e apertei a mão dele, a dor tinha voltado. Me olhei e o medo aumentou, toda a minha roupa estava manchada de sangue.

-Mô o nosso filho! Mô ajuda ele! Pedi a ele chorando.

-Mô não faz assim, comigo! Ele me abraçou forte, o choro dele tinha aumentado.

-Luan ele vai ficar bem, não vai? O perguntei.

-Vai! Eu prometo! Fica quietinha! Ele pediu ainda chorando.

Chegamos ao hospital e a minha médica já esperava por nós, com alguns enfermeiros, para me levarem de maca para fazer os exames, para saber o que tinha acontecido comigo.

-Andreia ela vai ficar bem? Minha mãe perguntou a Doutora.

-Não sei! –Ela olhou para o Luan. –Ela tinha que ficar quieta!

Ela me levou com os enfermeiros para uma sala, onde trocaram a minha roupa e começaram a fazer alguns exames. Eu ficava olhando para a cara que a médica fazia para tentar extrair dela alguma informação. Ela não falava nada, apenas observava o resultado de alguns exames. Meu medo só aumentava.

-Doutora, por favor, me fala alguma coisa! Pedi ao segurar a mão dela.

-Vou falar, daqui a cinco minutos, e não vai ser só pra você! Ela me deu as costas cochichando algo no ouvido de uma enfermeira.

Me levaram para o quarto, e quando eu entrei vi o Luan, ele veio em minha direção e ficou ao meu lado até me colocarem na cama do quarto.

-Ela te falou alguma coisa? Ele me perguntou.

-Nada! Nos olhamos com o mesmo medo, no olhar.

-Pronto! Agora vocês vão me ouvir! A médica entrou no quarto fechando a porta.

-O nosso filho está bem? O Luan perguntou.

-Está! Está tudo ótimo!

O Luan me beijou. Nunca sentir um alívio tão grande, mesmo estando dentro de mim, ele já era responsável por um amor inexplicável. O nosso filho era a coisa mais importante, para nós.

-Agora eu só digo uma coisa a vocês! Vocês têm que tomar cuidado! Você colocou em risco a vida do seu filho, mocinha! Você fez coisa demais! E nem adianta falar que está seguindo todas as prescrições que eu e a sua médica de Londrina, a Daniela, mandamos. Por que se tivesse não iria fazer tanto esforço! Sangramento no quinto mês apresenta risco! Agora a senhorita vai ficar em casa, durante uma semana sem fazer nada, absolutamente, nada! Está me ouvindo? Ela falou sério com nós dois.

-Ela não vai fazer nada! O Luan me olhou.

-Ok! Doutora! Não faço, mesmo, nada!

-Espero que vocês tenham aprendido! A médica saiu do quarto.

-Espero que você tenha ouvido a médica! Ele me olhou sério.

-Ouvi!

-Por que eu nunca vi uma pessoa tão teimosa!

-Luan, me erra! Me estressei.

-Não! Não vou! Quantas vezes eu te disse que...

-Sério! Eu quase perdi meu filho e você, realmente, quer brigar? Se for assim, pode sair daqui! Apontei pra porta e meus pais nos olhavam.

-Desculpa! Eu... Fiquei com medo de perder vocês! Te amo muito! Amo vocês demais, não me vejo mais sem vocês! Vocês são meu presente, passado e futuro, entende isso amor! Ele chegou mais perto.

-Eu sei! Mais não fala assim, também!

-Não falo mais nada! Ele me beijou.

O medo ocupa o espaço... (Capítulo 157 - Parte 2)


A gente chegou, em minha casa e as dores insistiam. Eu fui tomar banho e a dor aumentou, eu demorei mais que o normal no banheiro, por que eu não queria que ele ficasse preocupado. Na verdade, eu estava querendo me acalmar e acreditar que isso era passageiro e que nada de ruim iria acontecer, queria demonstrar que estava bem, para não preocupar ninguém.

-Mô você demorou, que foi? Ele me perguntou.

-Nada! Sorri.

-Vou tomar banho! Ele falou, assim que saiu do twitter.

Eu me arrumei, com dificuldade, por conta da dor, e deitei na cama fechando os olhos na esperança da dor diminuir ou passar. A dor só fazia aumentar, e o meu medo aumentava junto a ela, eu estava com medo de perder o nosso filho. Os pensamentos, juntamente a dor me dominaram e eu deixei lágrimas caírem. Fechei os olhos, apertados, e pedi a Deus que me livrasse daquelas dores horríveis. Abri os olhos, e fui fraca demais para sustentá-los abertos, vi tudo ficar escuro.

-Mô eu... Mô?

O Luan me chamava e parecia desesperado, ele começou a chorar e pareceu atrapalhado para colocar a roupa. Eu o ouvi me chamar, mas não consegui abrir os olhos, a dor tinha passado, mas eu sentia que algo estava errado, o Luan tinha desespero em sua fala. Ele saiu do meu quarto, se batendo em alguma coisa, que caiu no chão, e voltou com minha mãe.

-Eu vou ligar pra médica! Minha mãe falou pra ele.

Minha mãe parecia firme, ela sabia que ela iria acalmar meu pai e o Luan, então segurou a emoção de me ver daquele jeito. O Luan sentou ao meu lado, me colocou em seus braços e eu pudi perceber o quando meu corpo estava mole. Ele me embalava em seus braços e parecia agoniado, querer fazer algo. Sentia o carinho dele em meu cabelo e um beijo molhado, devido as suas lágrimas, em minha testa.

-Vai ficar tudo bem, eu prometo! Você vai ficar bem, e o Rafa, também! Eu prometo, meu amor, prometo! -Ele falava tentando controlar o choro. -Well! Ele chamou.

-Que foi...? Meu Deus! O que você quer que eu faça cara? O Well apareceu, depois de um tempo.

-Pega o carro!

Senti o Luan me carregar no colo, às lágrimas dele caíam sobre meu rosto. Eu não sabia o porquê de tudo aquilo, minha dor tinha parado. Eu estava incomodada não conseguia abrir meus olhos.

-Vai dá tudo certo Luan, calma! Minha mãe o acalmava.

-Quando ela acordar o que eu digo? Ele falou com uma voz de choro.

-Vai dá tudo certo, calma! Eu vou, logo, atrás de vocês, no meu carro! Ouvi a voz do meu pai.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Do incomodo ao medo (Capítulo 156 - Parte 2)


Acordamos, um pouco tarde, e fomos tomar banho. Depois que nos arrumamos descemos e encontramos com meus pais na sala. Eu e ele fomos tomar café e sorríamos a todo o momento e meus pais nos olhavam desconfiados. Mais eu o Luan estávamos em um clima de romance, que a nossa noite nos proporcionou, me fazendo ter uma ideia.

-Vamo pra Amargosa agora amor? Olhei pra ele.

-Quer fazer o que?

-Quero andar pela cidade, ver como estam as coisas tem um tempo que eu não vou lá!

-Verdade filha! Tem um tempo que a gente não vai! Meu pai nos olhou.

-Vamo amor, vai! Por favor! Olhei pra ele.

-Se você quer... Mais eu vou ter que falar com a galera da equipe que tá lá!

O Luan levantou pegando o celular e começou a conversar com algumas pessoas, enquanto meu pai se levantou e começou a brincar comigo, pegando as coisas que eu tentava comer. Sorria das brincadeiras do meu pai, quando o Luan voltou e disse que era para eu separar algumas roupas que já íamos para ficar para o show. Subi sorrindo, com ele abraçado a mim, entramos no meu quarto e eu comecei a separar as nossas roupas. Senti uma tontura e sentei na cama, fazendo o Luan se assustar e sentar ao meu lado.

-Amor tudo bem? Ele alisava meu cabelo.

-Só a tontura de novo!

-É melhor a gente ficar e ver se você melhora!

-Não! Lá eu vou me sentir bem, eu me sinto bem só em saber que eu vou está lá, em algumas horas! Sorri.

-Tem certeza? Ele me olhou.

-Tenho! Sorri.

Ele colocou nossas roupas em sua mochila e seguimos viagem em uma van que já nos esperava na garagem do prédio, dos meus pais. Quando saímos o Luan viu algumas fãs e fez questão de sair e atender aos pedidos das meninas, eu não saí, fiquei na van, por que a tontura estava sendo acompanhada por uma pequena dor, então resolvi ficar quieta. A viagem foi tranquila, o Luan foi abraçado a mim e eu fui lhe mostrando a paisagem, vista da serra que subíamos. Quando chegamos eu abri um sorriso enorme.


Passeamos pela cidade, o Luan com boné e óculos tentando se esconder dos olhares curiosos. Fui lhe mostrando o jardim que tinha na cidade, era lindo, os arbustos tinham formatos diferentes e a cada passo que eu dava uma felicidade preenchia meu coração, está ali com o Luan era incrível. Fomos a feira da cidade e experimentamos alguns doces e bebemos caldo de cana, era um dos melhores caldos que eu já havia bebido.

Estava com saudade de andar por Amargosa, era uma cidade que me fazia bem. A cidade me fazia lembrar momentos bons da minha infância. Eu e minha família íamos para lá na época de São João e todos nós entrávamos no clima dos festejos juninos. Por onde passávamos víamos fogueiras, crianças brincando soltando bomba, as casa enfeitadas e os habitantes da cidade recebiam os visitantes como se fossem da família. Era desse clima que eu estava com saudade, um clima que só o interior podia proporcionar.

Depois de visitarmos a cidade e dar boas risadas com o Luan, seguimos para a o local do show para vermos como tudo estava. Algumas meninas já estavam na grade e quando  me viram logo perceberam que o Luan, também, estava lá. Elas começaram a gritar chamando por ele, então o Luan, como estava um pequeno grupo, desceu e atendeu cada uma delas. Quando chegou o horário do show, nos arrumamos em uma pousada  e  seguimos para a praça (local do show). 

O show foi, mais uma vez perfeito, mas dessa vez foi completo com toda a estrutura, diferentemente de Camaçari, o show. O show seguiu bem, quem não estava bem era eu; a dor aumentou e minha tontura piorou, fazendo com que eu deixasse o palco e fosse para o camarim. Assim que o Luan saiu do palco veio ao meu encontro e fomos direto para a casa dos meus pais.

O Luan demonstrava preocupação e eu não conseguia entender o por que aquilo estava acontecendo; o Rafa estava bem, a médica tinha me garantido. Eu tinha diminuído meu ritmo no trabalho, cuidava bem da minha alimentação e, sempre, descansava. A preocupação estava começando a me dar medo. Eu alisava minha barriga e o Luan me olhava preocupado.

-Vai ficar tudo bem, tá? Eu prometo! Você vai descansar e vai passar! Ele colocou a mão dele sobre a minha e me olhou.

Matando a saudade... (Capítulo 155 - Parte 2)

Ele cheirava meu pescoço, enquanto beijava e por algumas vezes passava a ponta da língua. Ele me fazia arrepiar e eu sorria, eu sabia o que ele queria, mas ele parecia preocupado com minha barriga, com o filho, por que não tirava a mão da minha barriga. Ele sentou na cama me olhando e sorriu.

-Amor vem cá,vem! Senta aqui! Ele deu leves tapas em sua coxa.

-Luan...?! Olhei pra ele sorrindo.

-Vem amor, vem! Vem fazer amor, comigo?! Ele falava dengoso.

O olhei e me ajoelhei na cama, indo em sua direção, ele me segurou pela cintura e me puxou pra ele. Ele, também, ficou de joelhos e me beijou segurando firme minha nuca. Ele sentou, novamente e eu sentei, de frente pra ele me encaixando nele. Levantei meus braços e ele tirou, delicadamente, minha camisola, enquanto me dizia que me amava,  me olhando fixamente, nos olhos. Eu sorri e o beijei, novamente. 

Nunca mais tínhamos feito amor daquela maneira, estávamos concentrados em nossa família, em nos organizar em Londrina, na nossa casa e no nosso casamento. Estávamos totalmente ligados em outros pensamentos, em outras coisas que nos esquecemos de nós. Mais ele fez com que tudo fosse especial, novamente, do nosso jeito. 

Ele alisava minhas costas de uma foma delicada, segurando firme em minha cintura ajudando no movimento do meu corpo, sobre o dele. Nossos corpos se queriam, nós nos queríamos, queríamos matar aquele desejo que nos dominava. Aquela noite me fez lembrar de tantas outras, que tivemos me fazendo sorrir. Eu e ele nos olhávamos, por algumas vezes e sorríamos; era muito bom está nos braços dele, mais uma vez, daquela maneira.

Depois que nossos corpos se deram por satisfeitos, ainda na mesma posição, ele me abraçou, forte. Nossos corpos estavam, completamente, suados; nosso suor se misturou nos mostrando, mais uma vez, nossa química perfeita. Ainda respirávamos rápido, mas eu não resistir a cheirar o pescoço dele, queria sentir nosso cheiro, e parecia que ele queria o mesmo, por que não parava de beijar meu pescoço.

-Estava com saudade de você, assim! Ele sussurrou em meu ouvido.

-E eu estava, morrendo! Como é bom ser sua! Sorri o olhando.

-Como é bom saber que você é minha, assim como eu sou seu! Ele me dei um selinho.

Deitamos na cama um de frente para o outro e sorríamos feito bobos. Nos fazíamos carinhos, enquanto o Luan conversava com o Rafa e ele respondia chutando, onde a mão do Luan estava. O Luan queria ninar o filho, cantando uma música mais acabou me fazendo dormir. Ele, logo, me abraçou e ficou fazendo carinho em minha barriga, até que dormiu, também.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O primeiro do São João... (Capítulo 154 - Parte 2)

O Luan me acordou para eu me arrumar, para irmos ao show. Eu estranhei, mas ele disse que indo ao show eu iria ficar menos agitada e menos ansiosa; ele tinha razão. Se eu ficasse em casa eu iria ficar com o pensamento no show e iria ficar de um lado a outro, em casa, preocupada com ele e toda a equipe. 

Seguimos viagem, na van, era uma viagem curta e tranquila, eu já conhecia o caminho, então fiquei tranquila. Meu pai foi de carro, na frente da van, parecia nos guiar. Chegamos na cidade, era uma cidade muito próxima a Salvador, então não demoramos muito para chegar, mas pegamos, um pouco, de transito; muita gente ainda estava começando a viagem, para curtir o São João.

Chegamos e depois que eu falei com todos da equipe e banda, tive que resolver algumas coisas para o Diário. A equipe do Diário estava trabalhando mais que o normal, devido ao projeto do filme/documentário que estávamos começando a nos dedicar. Era um projeto que o Luan ainda não sabia, exatamente, dizer o que era, mas eu costumava brincar com ele dizendo que ele amava o Diário e que iria fazer dele um filme.

O projeto era basicamente o que o Diário fazia; iríamos mostrar o Luan dentro e fora da rotina dele de shows a única diferença é que o Diário não funcionava vinte e quatro horas e nem nos mostrava em determinados momentos particulares. O filme era da rotina do Luan e a intensão era mostrar tudo, mesmo. As fãs, assim que o Luan anunciou, ficaram empolgadas por que era mais uma maneira de elas descobrirem mais coisas dele, da banda e da família; curiosidades que talvez elas não sabiam. 

Tive que aparecer no palco, enquanto o Luan atendia as fãs. Fui para o palco com a blusa da equipe, me misturando a eles. O Max apareceu com a blusa da equipe do Diário, ao eu lado, o que fez com que as fãs prestassem mais atenção em quem estava organizando as câmeras e a equipe. Percebi os fleches aumentarem e constatei que elas tinham percebido que eu estava ali. Algumas começaram a me chamar e gritar o nome do Rafa, eu acenava e fazia poses para as fotos, brincando com elas.

-E olha as "Meteoras", ali! Sorri acenando para as meninas. Peguei um papel, que estava em minha mão, e escrevi o nome do fã clube delas, mostrando-as. 

-B você é doida! Se você faz isso pra um o resto vai querer também! O Max me olhou.

-Você tem razão, mas é um dos primeiros fã clube de Salvador! Ah! Elas merecem! Sorri acenando para as meninas que estavam na frente do palco. 

Passeei pelo palco, indo de um lado a outro, pegando presentes cartas e pousando para fotos, que algumas pediam. Depois saí do palco e fui até o camarim, tirando a blusa da equipe, que estava sobre minha blusa. Fui ver o Luan e quando entrei o vi conversando com o Roberval, eles riam.

-Acho que você fez o show de abertura para o Luan, B! A Dagmar chegou ao meu lado e riu.

-Como assim? O Luan me olhou.

-Eu fui lá no palco e as meninas me reconheceram! Sorri.

-Amor era pra você ficar quieta, sabia? 

-Sabia, mas eu não resisti! E meus pais cadê?

-Estam ao lado do palco, esperando o Luan começar o show! Dagmar me avisou.

-Então, cara eu vou ter que começar logo por que eu não posso deixar meu sogrão esperando, não posso perder a moral! Rimos.

-Então vou pra lá, também! Mô, boa sorte! Dei um selinho nele e fui me encontrar com meus pais.

O show foi perfeito, como sempre. Eu adorava quando na agenda de shows tinha algo na Bahia, me sentia em casa e mais segura, não gostava de ficar muito tempo longe, eu sentia falta da energia, do povo, do meu sotaque, da minha cidade, do tempero, da comida, sentia falta de tudo, um pouco. O Luan também gostava e eu já tinha notado, até por que ele ficava mais alegre, brincava mais no palco e rebolava muito mais, também. 

As fãs, novamente, compareceram e marcaram presença; foram mais de oitenta mil pessoas no show e isso nos deixou contente. Acompanhei o show, enquanto postava fotos, para a galera do twitter nos acompanhar. Meus pais cantavam as músicas e quando o Luan cantou as músicas que ele tinha feito pra mim, minha mãe ficou emocionada, eu e meu pai nos olhamos e rimos. Durante o show, quando o Luan cantou "Coladinho" ele me puxou pra dançar, também, me fazendo ficar sem graça. 

Quando o show terminou fomos para a casa dos meus pais, no carro do meu pai. Assim que chegamos meus pais foram dormir. Eu e o Luan subimos para o meu quarto e, depois que toamos banho deitamos e ficamos conversando sobre o show. Ele me abraçou e ficou beijando meu pescoço.

-Amo seu cheirinho! Ele me beijou.  

Matando a saudade... (Capítulo 153 - Parte 2)

Depois de passarmos alguns dias em casa seguimos viagem, até Salvador. O São João já havia chegado, e era a época do ano que eu mais gostava. Eu estava mais empolgada por que o Luan iria se apresentar em uma das cidades que me trazia boas lembranças da minha infância. 

A viagem foi tranquila, mas eu senti uma leve tontura, chegamos pela tarde para que fossemos no consultório, vermos como o Rafa estava. Assim que chegamos no aeroporto entramos no carro, não tinham fãs a espera dele, então seguimos para a casa dos meus pais, ver eles e pois iríamos para a médica.

-Filha que saudade! Meu pai me abraçou forte, me tirando do chão.

-Saudade é pouco! Sorri.

-E o meu neto? Ele alisou minha barriga.

-Tá chutando! Ri.

-Luan, acho que vai ser jogador de futebol. Ele não vai seguir a carreira do pai não! Meu pai brincou com o Luan.

-Por mim, nenhuma das duas! Abracei minha mãe.

-Morrer do coração né filha?! Minha mãe riu.

-Cantor viaja muito é muito risco que passa, a mídia em cima, não tem privacidade... O que não é muito diferente de jogador! 

-Ah! Mais o que ele quiser ser, a gente vai apoiar e muito! O Luan sorriu.

-É o jeito, né?! Ri. 

Depois que conversarmos um pouco, minha mãe me acompanhou até meu quarto e nós ficamos conversando, sobre tudo. Eu estava morrendo de saudade dela, de casa, do meu pai, queria poder vê-los com a mesma frequência que eu via os pais do Luan. Tomei banho, me vesti e organizei minhas coisas conversando com minha mãe. 

-Filha você esqueceu umas roupas aqui, da ultima vez que você veio aqui! 

-É! Eu sei! Achei melhor, assim eu tinha alguma coisa aqui, ainda, quando eu viesse! 

-Amor viu o carregador do meu celular? O Luan entrou no quarto.

-Tá na sua... Ai! Sentei respirando fundo, na cama. 

-Mô que foi! O Luan chegou rápido ao meu lado.

-Só tontura! Olhei pra ele.

-Filha descansa um pouco! 

-Não! Vamo na médica, logo, vai! O Luan me ajudou a levantar.

O Luan me levou para o consultório, depois que ligou para a médica a avisando da minha tontura. Quando chegamos, chamamos a atenção de todos que estavam lá, o que era já era normal, mas o Luan seguiu comigo para o consultório, ele estava muito preocupado comigo. Entramos na sala da médica e ela, como sempre, nos atendeu com bastante atenção e carinho. 

A médica fez alguns exames, vimos o Rafa na ultrassom; já dava para ver ele perfeitinho e lindo. Toda vez que ouvíamos o coração dele pulsar, parecia uma música que acalmava, tanto eu quanto o Luan ficávamos quietos para ouvir. O Rafa se mexeu, durante a ultrassom, parecia incomodado com o aparelho que a médica passava na minha barriga. 

-Acho que o Rafa está com frio! A médica sorriu, enquanto tirava o aparelho da minha barriga.

-É! Sorri, enquanto eu e o Luan limpávamos o gel da minha barriga.

-Doutora e essa tontura que ela tá sentindo? O Luan perguntou.

-Olha, eu não vi nada de anormal. Deve ter sido, por causa da viagem por ela ter ficado em casa esses dias. A altitude vai começar a fazer uns efeitos, não muito bons, mas nada para se preocupar. Ela tem que descansar, por que daqui há quatro meses uma pessoinha tá chegando! Ela sorriu.

Fomos para casa e o Luan ficou comigo no quarto, para ele ter certeza que eu iria descansar. Ele deitou comigo e eu coloquei minha cabeça em seu peito, escutando seu coração. Acabei dormindo e já esperava que ele me privasse de ir ao show, daquele noite.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Um momento a três... (Capítulo 152 - Parte 2)


-Amor dirige pra mim? Ele me deu a chave do carro.

Terminamos de almoçar e depois que nos despedimos de todos seguimos para o carro. Ele ainda estava dengoso, parecia ter sido efeito da entrevista. Saímos de mãos dadas, do restaurante, e quando chegamos perto do carro ele parou e me entregou a chave.

-Por que isso, agora? Olhei ele entrando no carro.

-Não quero! Ele falou dengoso e entrou no carro.

Entrei no carro e coloquei o sinto, depois de mandar ele colocar o dele. Dei a partida e segui para a nossa casa. Ele foi o caminho inteiro me olhando e cantarolando algumas músicas. Eu estava concentrada prestando atenção no caminho, quando ele encostou a cabeça no banco e olhando pra mim começou a alisar meu rosto, delicadamente. Olhei pra ele e sorri.

-O que você tem, em? Perguntei.

-Eu te amo! Ele sorriu.

-Eu também amo e muito!

-Você falando sobre nós dois me fez lembrar tanta coisa...!

-Percebi pelo seu olhar! Sorri.

-Quer mesmo viver a vida toda com esse branquelo chato, feio e insuportável?

-Quero! Sabe por que? Parei no sinal.

-Por quê?

-Por que o amor é cego! Ri.

-É sério amor!

-Eu quero meu bebê! E não me importo com seus defeitos, que eu não concordo com o que você falou, pra mim até seus defeitos são perfeitos! Sorri e segui com o carro.

-E a ultrassom? Ele alisou minha barriga.

-Vai ser semana que vem, lá em Salvador, por causa do São João!

-Assim que a gente pousar?

-Quando a gente chegar, por que?

-Quero ficar lá na casa de praia depois dos shows, o que você acha?

-Por mim, tudo ótimo! Estacionei o carro.

-Vem cá! Ele me puxou e me deu um beijo, demorado e bem suave.

Depois que entramos o Luan e eu resolvemos ficar no quarto, por que eu estava com muito sono. Ele deitou ao meu lado e colocou a cabeça sobre minha barriga. Ele ficou quieto parecia querer escutar o Rafa ou sentir algo do filho. Eu alisava seu cabelo, enquanto meus olhos estavam fechados, por estarem cansados.

-Ai! O Luan sentou e eu me assustei.

-Que foi amor? Perguntei.

-O Rafa chutou minha cara! 

-Besta Luan! Ri e joguei uma almofada nele.

Um pouquinho mais de carinho (Capítulo 151 - Parte 2)


Depois da entrevista fomos todos almoçar, no restaurante que o Luan gostava, nos acompanharam a Dagmar, o Rober, o Max e o Anderson. Chegamos todos conversando e  sorrindo das brincadeiras dos meninos. Quando sentei, um cheiro bom despertou a fome e eu fiz, logo, meu pedido. O Luan sentou ao meu lado e, depois de fazer o pedido, me pediu uma caneta e pegou um guardanapo, para escrever algo.

-Vai mandar o número pra quem, gatinho? Brinquei com ele.

Ele me olhou e sorrindo me passou o guardanapo:

"Posso te fazer uma pergunta?"

-Amor o que é isso? Olhei pra ele sem entender.

-Escreve! Ele me passou a caneta.

Peguei a caneta e, ainda sem entender, escrevi.

"Pode!" Entreguei a ele rindo.

"Você vai me amar amanhã?" Ele escreveu e me passou.

"Eu te amo todos os dias da minha vida, mas a cada novo dia mais que o que passou!" Sorri o olhando.

"E eu penso em você a cada segundo, mesmo estando ao meu lado..." Ele sorriu.

"Tá dengoso?" Escrevi e sorri.

"To!" Ele riu.

"Quer beijinho?" Sorri o olhando, passando o papel.

"Quero!" Ele fez bico.

-Vem cá, bebê! O puxei e dei nele um selinho.

-Te amo, te amo, te amo...! Falava enquanto me dava beijos.

-Ah! Casal não vai ficar ai se beijando não, né?! O Max jogou uma bolinha de papel, na gente.

-Deixa Max! O Lú tá dengoso, poxa! Né amor? Dei um beijo na bochecha do Luan.

-To, sim! O Luan falou dengoso e colocou o rosto no meu pescoço.

-Que fofo! O Rober riu.

-Deixem meu bebê, em paz, por favor! Joguei uma bolinha de papel no Rober.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Um pouco mais de detalhes... (Capítulo 150 - Parte 2)



-Tudo entre vocês foi surpresa; o noivado, o casamento e o filho de vocês. Como faz pra manter o coração em ordem? Ela sorriu.

-Cara, boa pergunta! -Ri. -Mais foi tudo na hora certa, na hora que tinha que acontecer e a gente é muito feliz, pode ter certeza! Sorri.

-Vamos falar do pedido de namoro. Onde e quando aconteceu, e vocês já tinham se beijado antes? 

-Bom, foi um dia antes da gravação do DVD ao vivo no Rio, no aeroporto em uma surpresa... -Ri. -que eu fiz pra ele junto com minha cunhadinha linda! A gente já tinha se beijado antes, sim. E eu até namorava na época, mas essas coisas a gente pula né?! Até por que o menino é meu melhor amigo e namorado da minha melhor amiga. São amigos nossos, sem nenhum recentimento! Ri.

-Nossa! Ok! -Ela riu. -Vamos para o noivado! Onde e quando?

-Nossa! Foi em uma crise que eu tive, em que eu não sabia se continuava com essa rotina ou não e foi em um momento tenso, pra gente. Mais foi, se não me engano, em Santa Catarina,...foi no sul eu sei disso! -Ri. -E ele já tava me escondendo esse anel até que eu vi e ele me pedio! Foi surpresa, também! Sorri.

-Então, aproveitando essa ponga, você já pensou em desistir?

-Já! Por que é complicado você ficar longe da família, dos amigos, de tudo o que você gosta. E eu sentia uma falta imensa, apesar de um tempo de namoro, faz falta! E não é fácil você ter que ficar sempre bonita, por que vão te criticar, te olhar, falar de você, por que você é namorada do Luan Santana, sabe? É complicado você ficar exposta, mas eu não ia conseguir por muito tempo, ficar longe! Ri.

-Casamento; onde e quando?

-O casamento foi uma longa história! Ele sempre falava em casar, comigo, e eu sempre enrolava, até por que ele tem muita coisa ainda pra descobri e eu achava que um casamento iria atrapalhar e que não era tão urgente! Mais aí final de 2011, ano novo, na casa dos pais dele, família toda reunida, amigos, enfim, todo mundo, ele me jogou na piscina com ele, depois dos fogos, então primeiros minutos de 2012, eu disse que "sim", queria casar! Daí foi aquela agonia, Luan comemorando e eu na minha. Só que veio o gaiato do Rafael o que fez os planos adiantarem. Ele preparou um casamento surpresa e casamos inicio desse mês! Sorri.

-E o Rafa?

-O Rafa? O Rafa é tudo! Simplesmente tudo! Ele é fruto de um amor lindo, que eu sinceramente não sei de onde veio, mas quero que todos sintam e vivam! O Rafa é o presente mais lindo que ele poderia me dar, na verdade que a gente se deu! Veio de gaiato e é bem apressado que nem o pai! -Sorri emocionada. -É um anjo que nos fez crescer, nos fez amadurecer, nos ensinou... É nosso filho! 

-E a B mãe?

-A B mãe? Vai ser babona, mas com moderação! Vou cuidar de duas crianças, né?! Ri.

-Tinham preferencia, por menino ou menina?

-O Luan não, mas eu sim! Eu queria um menino, desde que eu me entendo por gente, cara! 

-Só o Rafa?

-O Luan quer outros, mas por mim acabava no gaiato do Rafa! Um assunto a se pensar depois! Sorri.

-Mais, enfim, mudando, totalmente, de assunto. O Diário de Bordo, um dos maiores projetos de entretenimento que um cantor já fez. Premiado e muito bem criticado por especialistas. O que ele é e quando foi criado? Foi ideia de quem?

-O Diário é meu mundo, é meu chão, é meu tudo! O Diário foi criado para o maior contato das fãs com o Luan, pra elas saberem de tudo, não só do Luan mais da equipe inteira! Surgiu por uma brincadeira que eu fazia, por que no ínicio do nosso namoro eu só acompanhava o Luan em tudo, então eu fotografava, ou com meu celular ou com o dele, e armazenava tudo em uma pasta; Diário de Bordo! Um dia o Luan viu e ficou mega empolgado, com aquilo, e me colocou pra fazer! Eu tinha acabado de ser aceita pelas meninas e, cara, o Luan me colocou uma responsabilidade imensa nas mãos, por que as meninas tinham amado a idéia. E passou de um link, no site, pra um site, que agora é idependente, é meu e soa como uma empresa que a LS Music contrata pra cobrir os eventos do Luan! Sorri.

-Contrata? Você nunca falou sobre muitas coisas aqui, na verdade, vocês nunca falaram. Mais conta como funciona isso. Você é paga pelo Luan?

-Então, eu recebo, claro, pra fazer o que eu faço. Mais o Diário, sempre foi meu, porém agora ele tá mais independente, depois que eu fechei contrato com a 9nine. E não gostamos de misturar trabalho com nosso relacionamento! 

-Ok! Resuma a sua "rotina maluca", como você, mesma, entitula!

-É minha vida! Não me vejo mais fora dessa rotina, já faz parte de mim! Sorri.

-Mais com o Rafael você vai ter que se afastar. Vai voltar?

-Claro! Vou me dedicar ao meu filho, porém trabalhando! 

-Então, gente temos que acabar a entrevista, mas a última pergunta acho que ninguém nunca te fez!

-Manda! Sorri.

-E o Luan Santana é o que pra você?

-Nossa! Nunca me fizeram, mesmo! -Sorri. -O Luan Santana é um ídolo admirável e muito humilde, em cada detalhe! Sou fã, de quem dá exemplo, e ele faz isso! Ele sabe que é ídolo e sabe a responsabilidade que carrega e tira tudo de letra! Mais o Luan Rafael, esse é o amor da minha vida, a pessoa que eu quero viver o resto da vida! É meu menino, meu moleque, brincalhão, sorridente, chato, lerdo, com seus defeitos, perfeitos, até por que ele é humano! É meu, meu amor, bebê, dengo, neném...! Sorri o olhando e ele retribuiu.

-E com isso nos despedimos! B brigada! Adorei vir conversar com você, você é uma menina encantadora e bom parto pra você! A reporter se despedio.

-Brigada você e toda a equipe, que te acompanhou! Brigada por tudo e eu amei conversar com você, também! Sorri.

Terminamos a entevista e ela, junto a equipe, ficaram mais algum tempo conversando com a gente, e foram em bora.

-Ficou linda a entrevista B! A Dagmar me olhou.

-Brigada Dada! Amor...?

-Perfeita! O Luan me abraçou.

-Tem umas coisas que as meninas vão ri!

-Vão mesmo! E tem outras que elas nem sabem! 

-Dessa parte elas vão amar! Sorrimos.

Um pouco mais de nós dois (Capítulo 149 - Parte 2)


Estávamos em casa, depois da sequência de shows, na verdade a casa estava bem agitada. Eu iria gravar uma entrevista para um programa de domingo, bastante assistido, mas iria falar sobre mim. Eu estaria sobre os olhares do Luan e da Dagmar, eu estava nervosa.

-Mô tudo bem, vou está te olhando, vou está do seu lado! O Luan sorriu.

-Eu sei! Sorri e lhe dei um selinho.

-Bia? A repórter chegou ao meu lado.

-Oi! Sorri e a cumprimentei.

-Vamos gravar? Podemos?

-Claro! Fica legal se for na área da piscina, é que a gente não quer divulgar o resto da casa, entende?

-Tudo bem! Onde vocês acharem melhor! Ela sorriu.

Todos fomos para a área da piscina e sentamos, uma ao lado da outra. Eu estava com um vestido floral, solto, bem à vontade, e com uma maquiagem leve. Esperamos alguns minutos e ela começou.

-Bom, estamos aqui com a B. Muitos não a conhecem ou só ouviram falar dela assim; a namorada do Luan Santana, que estava vestida dessa ou daquela maneira, estava naquele lugar, eles noivaram e mais recentemente casaram! Pois é, hoje vamos conversar com ela, saber sobre quem ela é... Mais com os olhos atentos do Luan! -Ela sorriu. -No começo foi difícil isso pra você? Te identificarem como "a namorada do Luan Santana"?

-Nunca gostei, não queria que pensassem que eu queria aparecer na sombra dele. Poxa! Eu sou a Beatriz, sabe, a menina que veio de Salvador, eu tenho nome! Brinquei.

-E essa fama, como você lida com ela?

-Nossa! No começo foi difícil, mas eu sabia onde eu estava me metendo. O mais difícil, na verdade, o que eu estava mais preocupada foi com as fãs. Eu queria conquistá-las primeiro, queria fazê-las me conhecer. Pra mim, elas me aceitando não teria nenhuma preocupação. E, hoje em dia, elas gostam muito de mim e eu gosto muito delas. As admiro demais, por tudo e agradeço, também, por tudo o que elas fazem por nós!

-Todo mundo é doido pra saber de onde veio esse namoro, de onde você veio. Você já falou que é de Salvador, mas como vocês se encontraram?

-Foi tudo na infância! Meus pais, até hoje, trabalham de lugar em lugar, vivem viajando. Até que mandaram eles para Campo Grande e a gente acabou morando perto da casa dos pais do Luan. Minha mãe criou uma amizade muito forte com a mãe dele, o que contribuiu para nossa aproximação. De uma amizade inocênte surgiu um amor! Mais durou um ano isso tudo, eu tive que voltar para Salvador e quando a gente soube, eu e ele, choramos muito, ele principalmente! Tínhamos 3, 4 anos de idade! Eu queria muito ter ficado por lá e ter acompanhado ele em todas as lutas para chegar onde ele está, queria muito mesmo! Mais depois a gente se reencontrou e tudo deu certo! Sorri.

-Como foi esse reencontro de vocês? Pode falar?

-Posso! -Sorri. -Foi depois de minha mãe ver ele em um programa de TV. Ela correu atrás do número da mãe dele e ai foi uma agonia. Ela queria ir por que queria reencontrar a amiga. Daí começou a me falar do "Luanzinho", como ela chama ele, e foi me enxendo com as nossas histórias, e eu vou confessar; já tava de saco cheio! Ri.


-Mais assim, quando se reencontraram qual foi a reação dos dois?

-Normal! A gente tava mais curioso pra saber sobre nós. A gente só ficou curioso pra descobrir o outro, acho que tentando buscar alguma semelhança ou uma lembrança de antes!

-Mais não rolou nada?

-Não! Não rolou! Na verdade, rolou um renascimento do sentimento. A gente ficou mais próximo e mais curioso pelo outro. Mais eu descobri mesmo que eu ainda sentia uma coisa por ele em um show, que a gente foi, e eu o vi beijando uma menina, ai o ciúme me dominou e me fez perceber que eu ainda gostava dele! Sorri o olhando.

-Nossa! E ele?

-Ele já tinha descoberto, por que depois desse nosso reencontro a gente ficou se falando por telefone, foi mantendo contato. Dái ele me fez esse convite de ir ver o show e aconteceu isso! 

-As fãs sabiam disso?

-Não, não! É inédito! Ri.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pequenos gestos nos ensinam (Capítulo 148 - Parte 2)


Fiquei quieta o observando conversar com a Manu. Me encostei a parede, perto do Roberval que fotografada, cada detalhe, daquele encontro. Ele conversava com ela e eu o admirava e sorria, ele era especial, tinha nascido pra fazer aquelas coisas; ele sabia da sua importância para as milhões de pessoas que o amavam e o acompanhavam.

A mãe da Manu estava emocionada com aquela cena, assim como eu. Ela chorava e eu me aproximei dela, segurei sua mão e sorri, levemente, ela retribuiu e ficamos, uma ao lado da outra, nos dando forças.

Eu a olhei e vi o quanto ela era guerreira, está naquela situação, pra uma mãe, era muito difícil. Passei a mão na minha barriga e pensei no Rafa, agradeci a Deus e pedi a Nossa Senhora que o protegesse, sempre. Não sabia se seria forte o suficiente em passar por aquela situação. Pedi pela Manu, também, sabia que a visita do Luan iria melhorar o quadro dela e que ela estava tendo uma melhora, mas eu queria que ela saísse dali, ela era tão doce e tinha uma vida toda pela frente para aproveitar.

O Luan me olhou e sorriu, eu retribuí e balancei a cabeça positivamente, ele continuava brincando e conversando com a Manu e lhe entregou presentes para ela; camisetas, garrafinhas, chaveiros, fotos, broches, boné, os DVDs e CDs, todos autografados com uma dedicatória especial.

-Amor vem cá! Ele segurou em minha mão.

-Oi Manu! Sorri ao chegar perto dela.

-Olha Manu, me dá sua mãozinha aqui! -Ele pegou a mão da Manu e colocou sobre minha barriga. -Ai dentro está meu filho e eu quero que você coma, fique bastante forte, pra brincar com ele, tá certo? Ele sorriu e meus olhos enxeram de lágrimas.

-Tá! Ela sorriu e alisou minha barriga.

Depois que tiramos fotos com a Manu, saímos nos despedindo de todos. Abracei a mãe dela forte e lhe disse palavras de carinho e de força, o Luan fez o mesmo. Saímos de mãos dadas e no caminho cumprimentamos mais alguns funcionários e entramos na van. Olhei para o Luan e peguei a mão dele, pousei sobre minha barriga, e sorri.

-Ele chutou, pela primeira vez, na mão da Manu! Sorri.

-Sério? Ele sorriu.

-Sério! Ele chutou amor, não mexeu, chutou! E cada isso incomoda! Ri.

-Chuta de novo papai! O Luan olhava pra minha barriga.

-Amor, olha pra mim! Pedi a ele, enquanto o Anderson, o Rober e o Well conversavam.

-Que foi, meu amor?

-Eu te amo, muito e tenho muito orgulho disso! Sorri e ele me deu um selinho.

Manu (Capítulo 137 - Parte 2)


Voltamos da lua de mel, já para shows no Sul, que estava com temperaturas muito baixas. Quando encontramos, todos da equipe todos quiseram saber como foi a lua de mel.

Chegamos ao hotel e o Luan estava com muito frio, eu nem tanto. Enquanto o Luan usava um casaco com duas camisas, por baixo, eu usava uma blusa e um casaco, com luvas.

-Amor não tá com frio? Ele me olhou.

-Não! 

-É que grávida não costuma sentir muito frio! A Dagmar chegou perto de nós.

-Nossa! Queria tá grávido, agora! Rimos da brincadeira do Luan.

-Bestão, você! Ri e o abracei.

Ele fez o show, antes entrou no twitter e postou uma foto nossa, no camarim, e falou do frio que ele estava sentindo. O show foi ótimo, mas eu preferi ficar no camarim, quando chegou no meio, por está muito frio.

-Mô amanhã a gente vai ver a Manu, aquela fã que tem câncer que as meninas fizeram campanha, pra eu ir lá ver ela, tudo bem? 

-Tudo! Sorri.

-Nossa Senhora! Olha o bicuço! Ele apontou. O bicuço estava coberto, por uma camada fina, de gelo.

-Luan! O Rober chamou ele, pra mostrar o que tinha escrito na asa.

-Ah! Mostrar para as minhas nega, rapaz! O Luan escreveu: "Eu amo vocês!" na asa tirou foto e postou para as meninas. Em seguida, fomos para a outra cidade, do show do dia seguinte.

Chegamos e, também, estava muito frio. O Luan e eu tomamos banho e dormimos abraçados para esquentar um ao outro. Dormimos até tarde, na verdade, eu acordei e ele já estava acordado, assistia TV, enquanto eu estava deitada sobre seu peito e recebia seus carinhos, em meu cabelo. 

-Mô que horas você vai ver a Manu? Perguntei me espreguiçando.

-Quer ir agora? A gente vai! 

-É por que você tem show hoje e não vai ser legal você ir lá rapidinho ver ela, né?!

-Verdade! E eu não quero o Anderson me enchendo o saco! Rimos.

Levantamos e fomos nos arrumar, e dessa vez eu também estava com muito frio. Depois que comemos, nos reunimos com alguns integrantes da equipe e decidimos que só iríamos com o Anderson e o Roberval, com outra pessoa, para auxiliar quanto aos presentes.

Chegamos ao hospital e fomos muito bem recebidos, por todos. O Luan passava de quarto em quarto brincando com as crianças e tirava fotos e distribuía presentes. Eu ia ao lado do Rober, estava abalada emocionalmente. 

Chegamos perto do quarto da Manu e o Luan me olhou, parecia está preocupado.

-Tudo bem mô? 

-Tudo! Acho que eu consigo segurar o choro, relaxa! Sorri e ele segurou em minha mão, entrando no quarto. 

-Oi Manu! Tudo bem com você? Ele cumprimentou todos que estavam com ela, e foi até a cama onde ela estava deitada.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Tudo foi perfeito (Capítulo 136 - Parte 2)

Ficamos o resto do dia quietos e conversávamos, sobre os planos para o nosso futuro e o Luan ficava imaginando o Rafa, já grandinho para ele ensinar a tocar no violão e cantar com o filho. Aproveitamos para combinar tudo, quando o Luan fosse parar para ficar ao meu lado nos últimos momentos da gravidez, ele queria, pelo menos, está ao meu lado para ver o filho nascer.

No fim da tarde, às quatro e meia, o Luan me levou no jardim do hotel, onde tinham plantado girassóis, para fazermos um piquenique. Ele levou a sesta, que ele pediu para um funcionário preparar para nós, com tudo o que a gente gostava. Andamos, não muito, para chegar ao jardim, de mãos dadas, até que ele parou em baixo de uma árvore e estendeu a toalha, xadrez. 

Sentamos e dei boas risadas com o jeito atrapalhado dele, ao querer me agradar, me servindo tudo. O ajudei, em algumas coisas, mas não demonstrei nada para que ele não ficasse mais nervoso e não ficasse chateado... Ele era lindo atrapalhado! Algumas vezes parei e fiquei o observando sorrir ou fazendo algo para mim; era com ele que eu queria ficar o resto da vida. 

-Amor! O chamei, enquanto ele falava algo, mas eu não o ouvia. 

-Oi! Quer alguma coisa, amor? Ele me olhou.

-Te amo! Sorri.

Ele sorriu e me puxou pra mais perto dele me dando um beijo, delicado, na boca. Ele, assim como eu, estava feliz. Era perceptível, nossa felicidade parecia transbordar! Tudo estava claro em nossos olhares, nossos sorrisos, nosso jeito... Ele pegou o violão, depois do beijo, e começou a cantar a música que ele tinha feito para o filho. 

"Não pudi evitar o brilho no olhar. Não pudi conter a felicidade em saber, que nosso amor foi tão forte e se transformou em um anjo. Que nos ensinou o que é o verdadeiro amor! Não sei explicar o quanto eu cresci ao ver você chegar. Senti um amor diferente me invadir. Eu sei que vou te amar até o fim! Eu sei que vou compreender até os teus defeitos, eu sei que vou amar o teu jeito. Quero acompanhar teus passos, quero dividir com você sorrisos. Vou fazer de tudo por você, virar teu fã até morrer! Virar teu anjo, Rafael, para te proteger. Vou te amar, não duvide, eu vou te amar... Você é fruto de um amor que é tão forte e que me faz ver, eu sou dependente de você!"

-Gostou de tudo meu amor? Ele perguntou alisando meu rosto.

-Amei cada detalhe! Sorri.

-Mesmo? Ele sorriu.

-Muito! Tudo foi perfeito! Dei um selinho nele.

Voltamos para o hotel e fomos direto para o nosso quarto, assistindo a um filme. Ficamos quietos, abraçados e trocávamos carinho. Descansamos durante a noite, por que no outro dia já teríamos compromissos e tudo seria bastante puxado. Dormi, nos braços dele, enquanto ele cantava uma música ao pé do meu ouvido, era impossível não dormir, tranquila.