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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Lar doce, lar!

Outubro chegou e eu estava muito animada. O Luan faria três shows, seguidos, em Salvador e região (cidades próximas). Eu estava louca pra chegar os dias dos shows.


-Mor já pensou no que vai fazer em Salvador? Perguntei.


-Vou fazer o show mor, o que mais? Ele riu.


-Poxa! Faz uma coisinha diferente! Fiz bico.


-Bebê não faz assim! Falei com a Veveta. Ele sorriu e me abraçou.


-Jura? E ela? 


-Ela ficou de me dá a resposta, logo! 


-Tomara que ela vá! Já pensou? Show de Luan Santana e Ivete, que tudo!


Ele sorriu e me beijou.


Fizemos shows em Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Rio de Janeiro, mas nenhum deles me empolgou tanto quanto os que estavam por vir. Em minha cidade eu me sentia, literalmente, em casa. 


A Nanda, namorada do Peixe, estava empolgada, também. Ela me contava que já tinha feito muitas loucuras pelo Luan e banda, antes dela namorar o Peixe. Rimos de umas histórias dela e de outras meninas que eram fãs e a acompanhava.


-Seria legal conhecer... Nanda junta essas meninas, tive uma ideia! Quero e preciso da sua ajuda! Posso contar com você?


-Claro! Ela sorriu.


Dois dias antes do show eu separei uma parte meninas, de Salvador, e sorteei, junto com a Nanda, algumas para jantar com o Luan, uma noite antes do show.


-Mor como você conseguiu convencer a gente a fazer isso? O Luan perguntou.


Era de tarde e sobrevoávamos Salvador, estávamos prestes a pousar.


-Não sei! Sorri.


Assim que descemos, do bicuço, fui recebida pela Nanda e pelo Arnaldo, que já estavam organizando tudo. Foi tanta coisa pra ver e fazer, que não sobrou tempo de me despedir do Luan, que foi para o hotel e do Ju e da Mi que tinham ido me receber. 


Passei no restaurante para ver como estavam os preparativos e depois que conferir tudo fui para o hotel. Cheguei e ele estava dormindo, porém, já, pronto. Fui me arrumar sem fazer muito barulho e depois, que eu estava arrumada, fui acordá-lo.


-Mor? Chamei-o dando leves beijos em seu pescoço.


-Hã?


-Vem! Ta na hora. 


-Sério? Esses beijinhos estam bons demais! Ele sorriu e abriu os olhos.


-Vem, seu bobo! Puxei-o.


Entramos no carro e fomos ao jantar. No caminho o Luan foi observando a cidade, ficou distraído e eu resolvendo algumas coisas de última hora.


Algumas meninas nunca tinham chegado perto do Luan antes, então fomos recebidos por choros, gritos e alguns abraços bem apertados. O Luan recebeu presentes e cartas e duas delas me presentearam com o gosto da Bahia. Uma levou um acarajé, que comi na mesma hora, e a outra levou uma fruta que eu sempre gostei muito, carambola. 


-Nossa! Esse acarajé ta muito boa amor! Brigada minha linda! Abracei-a.


-Quero um pedaço! O Luan pediu. 


-Só um pedacinho que seu estomago não aguenta tanto dendê! Ri.


Depois de tirarmos fotos, fomos jantar.


-Chamei vocês aqui primeiro por que o último show do Luan, ele passou mal. Segundo por que o mês das fãs eu fiz isso, acho que vocês souberam, mas nenhum show passou por Salvador ou região. Então decidi, fazer! Claro, que contei com a ajuda de uma parte da equipe, da Nanda e do Luan. Terceiro por que essa é mais uma oportunidade de vocês realizarem o sonho de vocês, que é chegar perto do Luan, abraçá-lo, beijá-lo, enfim, tirar uma casquinha do Luan. Só vocês eu deixo! (As meninas sorriram). Bom, o jantar foi filmado e fotografado, acho que perceberam, e vai ser tudo postado no Diário de Bordo. Depois vocês podem ver no site. Espero que tenham gostado! Sorri.


-Eu não vou negar que eu gosto disso! Ah! Brigada pelo carinho que vocês sempre dão a gente! O Luan agradeceu.


Depois do jantar o Luan tocou músicas que as meninas pediram, além de dar autografo, tirar mais fotos e batemos um papo com a s meninas.


-Foi bom demais da conta o jantar! A comida estava gostosa! O Luan comentou.


Estávamos deitados na cama, prontos para dormir. 


-Foi, mesmo, to cheia! Ri.


-Olha amor! O Luan apontou pra varanda, do quarto.


-Que foi?


-Vem cá! Ele me puxou.


A lua estava iluminando a varanda e estava cheia. Parecia o sol de tão iluminada que estava. Ele me abraçou e ficamos observando o céu, por instantes. 


-Te amo! Ele sussurrou em meu ouvido. 


-Ama mesmo? 


-Amo!


-Ama quanto? 


-Assim, como o horizonte é infinito, como o céu é azul. Como a lua depende do sol pra brilhar, como o peixe precisa da água pra viver. Assim, como precisamos do ar! Ta, bom pra você? 


Eu virei pra ele e o abracei com força. 


-Que lindo amor! Eu te amo mais que tudo, meu bebê! 


Nos beijamos com todo o amor e o carinho que tínhamos um pelo outro. Depois dormimos abraçados.


O dia seguinte acordei empolgada. O Luan começou dando uma entrevista em um jornal, local, e em seguida para as rádios. As fãs sempre presentes em todos esses lugares. Eu filmava tudo e o Max aproveitou pra tirar um dia de folga, e dizendo ele, foi conhecer Salvador. 


Fomos para o local do show pela tarde e a Ivete estava lá pra ensaiar com o Luan. Ela levou o marido e o filho, que por sinal aprendeu comigo como mexer na câmera. O Luan observou eu brincar com o filho da Ivete. Ele ficou observando o tempo todo. 


-Tchau Marcelinho! Dava tchau ao filho da Ivete. 


A Ivete foi embora uma hora depois de ter chegado. O Luan pediu uma pausa no ensaio, logo depois que ela saiu. 


-Que foi que você estava tão aéreo? Perguntei ao Luan.


-Nada! 


-Nada? Como nada Luan?


-Eu fiquei te olhando brincar com o Marcelinho. Ele riu.


-Lá vem! Nem inventa! 


-Nem inventa o que?


-O que está ai na sua cabeça! O que você está pensando, nem começa que eu até já decifrei! Vai demorar ok?


-Mais amor...?


-Nenhum mais Luan! Volta pra ensaiar, meu amor! Ri.


Depois dos shows em Salvador e nas cidades próximas a imprensa presenteou o Luan com vários elogios. Os shows foram maravilhosos e as meninas que estavam no jantar foram para todos e elas ficaram na grade, dos shows. Elas perseguiram o Luan.


(Esclarecimento: O show em Salvador e região não aconteceram)

Criticas não interessam!

-Amor você ta melhor? Eu perguntei a ele.

Estávamos no carro, ele dirigia, indo para a casa dos pais dele.

-To! Por que essa pergunta? Ele me olhou.

-Por que eu te achei nervoso na reunião.

-Tava sem paciência, só isso!

-Por quê?

-Por umas coisas ai, deixa pra lá! Quer ir à piscina? Ele prestava atenção no caminho.

-Pode ser!

Assim que o Luan estacionou o carro, eu saí do carro e fui cumprimentar uma amiga da Bru que estava com ela. O Luan passou pela gente sem falar nada.

-O que foi? Brigaram cunha? A Bruna me perguntou.

-Não. Reunião chata e ele esta estressado! Querem ir á piscina com a gente?

-Não brigada B a gente vai estudar, prova essa semana! A amiga da Bruna respondeu.

-Então, ta! Estudem muito que eu quero ver um dez! Sorri.

Subimos juntas e elas foram para o quarto da Bruna e eu entrei no quarto do Luan. Assim que fechei a porta o Luan estava deitado na cama, já trocado me esperando.

-Vou vesti meu biquíni. Ta, bom? Avisei.

Ele só confirmou com a cabeça. Assim que saí do banheiro, já com o biquíni, eu deitei na cama ao lado dele.

-Quer conversar? Perguntei.

-Quero relaxar! Ele sorriu.

-Por que esse estresse todo?

-Por nada! Eu só pensei em umas coisas que estavam dando errado, ai fiquei chateado.

-Então vamos pra piscina! Levantei e puxei-o.

Ficamos na piscina uma parte da tarde. Os pais dele haviam saído juntos, só estávamos eu, ele, a Bruna e a amiga dela.

-Quer creme de abacate amor?

O Luan estava na cozinha e eu assistindo TV.

-Não! E ver se não mela a cozinha da sua mãe.

-Ta, bom!

Ele fez o creme de abacate e sentou do meu lado. A Bruna desceu e levou a amiga até a porta e se juntou a nós.

-Luan me dá um pouco? A Bruna pediu.

 -Não!

-Poxa! Luan me dá só um pouco!

-Não!

-Luan Rafael, o que é que custa você da um pouco pra sua irmã?
Os dois me olharam e a gente começou a ri.

-Você falou que nem a Dona Marizete agora! O Luan comentava e ria.

Ao final o Luan deu um pouco a Bruna e ficamos assistindo TV.

-Luan e Beatriz, pra cima, agora, tomar banho antes que vocês fiquem doentes! Bruna já estudou?  A Dona Marizete chegou botando ordem.

-Mamusca... O Luan tentou falar.

-Luan borá! Tomar banho anda! Eu vou bater na...

-Ta já vou!

-Bruna...?

-Já estudei! A Bruna respondeu.

Eu e o Luan subimos e tomamos banho. Enquanto nos vestíamos o Luan me dava beijos e me abraçava, ele brincava.

-Luan Rafael! A mãe dele chamou.

-Você esqueceu de lavar o liquidificador não foi? Perguntei.

-Foi! Ele riu.

-Luan...!

-Já vou! Ele saiu do quarto, correndo.

Assim que ele saiu do quarto me deitei na cama, abracei um travesseiro e o cheiro dele me embalou para um sono leve.

Ouvi ele bater a porta com cuidado para não me acordar. Ele deitou ao meu lado e começou a acariciar meu cabelo. Ele estava deitado, de lado, mas de frente pra mim.

-Mor ta com sono? Ele perguntou.

Apenas confirmei com a cabeça.

-Vem cá, bebê!

Ele me puxou e me deitou em seu peito. Começou a cantar uma música do Zezé di Camargo e Luciano, uma das suas músicas favoritas bem baixinho para me ninar. Ele ainda estava chateado e nervoso com umas críticas que havia saído, ele dizia que não, mas eu sabia que sim.

Eu acordei e ele estava sorrindo, lendo algo no notebook. Era de manhã e eu me assustei com o Luan acordado as dez.

-Que foi amor? Perguntei.

-Estou lendo o que meus amores estam mandando pra mim e me defendendo. Ele continuava a sorrir.

Sentei-me na cama e encostei a cabeça no ombro dele e observei.

-Está vendo? Elas não ligam! Não há motivo para que você fique desse jeito, preocupado. Olha pra mim?

Ele me olhou.

-Onde está aquele Luan Santana que me ensinou e as ensinou a lutar? Você sabe que eu e elas iremos estar pra sempre com você!

-Eu quero colo e carinho mor! Ele deitou em meu colo.

-Meu bebê ta dengoso hoje! Comecei a fazer carinho nele e a dar selinhos nele.

Passamos o dia em casa. O Luan estava sendo mimado por mim e pela mãe, ele precisava disso. Ele amava isso!

No período da tarde eu convidei alguns amigos dele e uma parte da banda que estava por perto de Londrina, para jogarem bola com ele. Quando eles chegaram o Luan se surpreendeu e ficou feliz, com a surpresa.

Passaram um bom tempo jogando bola e logo depois, que foram embora, depois de tomarem um banho de piscina, o Luan foi tomar banho. Eu estava arrumando a cozinha com a mãe dele, que logo subiu por que estava cansada.

-Você é incrível sabia? Ele me abraçou por trás, enquanto eu secava alguns copos.

-Sou? Virei-me pra ele e passei meu braço por trás da nuca dele, em um abraço.

-É! Já te disse que te amo, hoje?

-Hoje, já! Mais, agora, de noite não! Sorri.

-E te amo! Te amo, amo, amo e amo. Ele falava com os lábios junto aos meus.

-Casal, libera um copo ai pra mim? A Bruna pediu, sentando no balcão em frente a pia.

Eu e o Luan rimos. Entreguei um copo a ela e logo depois e o Luan a abraçou e depois fez cócegas nela. 

Não estamos de brincadeira

Chegou o dia da premiação do Diário, eu estava mais nervosa que nunca. O Luan estava sorridente e todo orgulhoso.

-Você vai ver! É bom demais sair com o troféu na mão.

-Se eu ganhar! Eu respondi.

-Você vai ganhar!

Quando chegamos ao local, parecia que eu era “Dona Flor e seus dois maridos”, chegamos de mãos dadas, eu, o Luan e o Max. Eu estava com um vestido azul, tomara-que-caia e eles trajavam paletó e gravata, a gravata deles era azul, do mesmo tom do meu vestido, o Luan que teve essa idéia.

Quando entramos tivemos que esperar três entregas, na nossa frente e apresentações musicais, e o meu nervosismo só crescia. Eu suava frio e o Max não parava de ri.

-Amor pára! Você vai ganhar! Vocês merecem e a família Luan Santana, também. O Luan sorriu.

Até que chega o grande momento. Eu comecei a tremer mais ainda e segurei forte a mão dos dois. “Os apresentadores enrolam para falar o ganhador” pensei.

-E o ganhador é: Diário de Bordo LS! Pela sua irreverência e por sua dinâmica. Fazendo valer as opiniões de quem realmente ver.

Quando a apresentadora falou isso eu levantei e abracei o Max. Olhei pro Luan sorri e falei:

-Por você! Se não fosse você nem existiria! Dei um selinho nele e fui receber o prêmio com o Max.

-Como você está se sentindo? A apresentadora me perguntou.

-Feliz e realizada! Isso é a prova que nosso trabalho não foi em vão e que não estamos aqui de brincadeira.

Ela me deu o troféu e eu e o Max o levantamos.

-Quer agradecer a quem? Ela me perguntou.

-Ao Luan, sem ele nem existiria o Diário. Foi idéia dele! A toda equipe LS pela paciência e por nos deixar invadir a privacidade deles. Ao Anderson e a Dagmar por abraçarem a idéia e cederam um pouco, mais, da vida do Luan pra mostrarmos para os fãs. Aos fãs do Luan que se tornaram nossos. Sem os fãs não teria, não existiria! É tudo pelos fãs e para os fãs! A opinião deles importa e muito pra gente. Brigada, mesmo, pelo carinho que sempre recebemos e por me aceitarem nessa família linda! Obrigada!

Saímos e deixamos o palco voltamos para os nossos lugares, ainda faltava um prêmio. O ultimo prêmio não recebemos ficou para outro site, mas ter ganhado o que nos premiou pelos vídeos e pela dinâmica do site, foi maravilhoso. Saímos e eu estranhei e muito, não queriam entrevistar o Luan e sim a mim e ao Max.

Demos entrevista coletiva e fizemos questão de fazer uma transmissão ao vivo de dentro do carro que estávamos indo a um jantar comemorar o prêmio.

-Estam vendo isso aqui? (eu mostrava o troféu) É pra vocês amores! Ganhamos mais um pra Família LS! É só pra vocês e de vocês! Brigada! Vocês sabem que não foi votação aberta e com isso mostramos que ganhamos por reconhecimento e qualidade, ninguém vai ter como abrir a boca e falar: “Só ganharam por causa dos votos das fãs.” Isso está mostrando que toda a equipe LS e o Luan não estam aqui de brincadeira nem de passagem! É tudo nosso!
Estamos indo comemorar com um jantar, depois postamos fotos no site pra vocês. É o trabalho continua! Desligando a transmissão, beijos! E o Max desliga a câmera. 

Fotógrafos de revistas e jornais descobriram o restaurante e a todo instante víamos fleches direcionados a nós. Alguns fãs marcaram presença na frente do restaurante e quando saímos demos toda a atenção a eles, como sempre. Recebi elogios quanto ao Diário e todo apoio das meninas.

Quando chegamos ao hotel eu e o Luan fomos direto tomar banho. Logo depois deitamos na cama, ele ligou pra mãe dele e eu estava conversando com meus pais pela webcam.

-Minha mãe só fazia gritar! Comentei, rindo, para o Luan.

-A minha só fazia elogios!

-E você? Perguntei.

-Eu o que? Ele me olhou sem entender.

-Não vou ganhar nem um elogio?

-Claro que sim! Não só um elogio, mas vários beijos, abraços e muitas declarações! Ta, bom assim?

-Não! Quero mais! Sorri.

-Mais? Ele deitou em cima de mim.

-Mais...?

Ele me dava selinhos.

Eu e o Luan curtimos a noite toda. O desejo tomou conta de nós por um tempo, mas logo depois fizemos até uma música juntos. Nunca pensei que iria fazer uma música junto com ele, mas fizemos. Rimos, conversamos e arranjamos um tempo pra admirar a lua, que estava cheia em meio ao céu estrelado. Fomos dormir quase seis da manhã, sabia que só iríamos acordar umas três da tarde.

Acordei e o Luan estava dedilhando o violão em busca de uma melodia para a música que compomos juntos. Eu levantei dei um beijo nele e fui tomar um banho.

-Pedi um macarrão pra gente. Ta, bom? O Luan perguntou.

-É o que a personal mandou você comer? Você malhou hoje? Secava o cabelo.

-Foi! Malhei, acordei, umas duas, ai desci e malhei! Fiquei com pena de te acordar. Ele sorriu.

-Ta, bom! Ta fazendo o que?

-Tentando encaixar uma melodia na nossa música. Vem cá! Ele me chamou.

Eu sentei no colo dele e ele me ensinou, por um tempo, tocar violão e me mostrou como estava a música. Cantamos juntos, confesso que o Luan, cantando, sozinho era bem melhor.

-Mor quando eu contar às meninas que a gente fez um modão junto elas vão falar o que? Ele perguntou enquanto almoçávamos.

-Sei lá! Coloca ai! Empurrei o tablete pra ele.

Ele postou e as meninas gostaram. Perguntavam se eu era compositora também e eu e o Luan riamos. Ficamos no twitter por um tempo respondendo as fãs e seguindo fã clubes.

-Já, estava na hora de voltar pra Salvador, né? Falei lendo a agenda de outubro.

-Você viu B! Só reclama! O Anderson brincou.

-Você não acha? Ri.

-Eu acho que essa parte da reunião a senhorita não deveria nem ficar! Essa parte de shows e cachê não é sua parte. Ele apertou meu nariz.

-Mais eu quis que ela ficasse hoje! O Luan olhou para o Anderson sério.

Eu olhei para o Luan sem entender o porquê daquela cara, mas deixei quieto. O Anderson na mesma hora parou de brincar.

-Então, já falamos todos os pontos, da reunião?

Estávamos em Londrina no escritório.

-Ainda não! O Luan falou.

-O que você quer discutir mais Luan? O Anderson perguntou.

-É sobre o salário da B e do Max e sobre aumentar a equipe do Diário, eles ganharam o prêmio e eu quero que melhorem, ainda mais, para continuarem no mesmo caminho.

-Luan a gente conversa sobre isso depois! Isso envolve muito...

-Anderson tem que ser agora! Não temos mais tempo, a agenda ta cheia demais, só tem data pra ano que vem e a gente já está perto do final do ano.

-Tudo bem Luan! O Anderson concordou.

Passamos o dia discutindo sobre a nova equipe do Diário, o Luan só queria os melhores. O Luan não estava preocupado, naquele momento, com os prêmios que estava prestes a receber e sim em aperfeiçoar sua equipe. Eu concordava com ele, ele tinha que mostrar que não era mais o “Gurizinho” e que já tinha deixado, a muito tempo, de ser um “Meteoro”. 

Todos merecem um susto

Quando voltamos para a rotina às fãs nos receberam muito felizes. Elas diziam que não era pra gente dá mais um susto desses nelas. Eu e o Luan riamos. O Luan ficava todo besta quando via as meninas cuidar da nossa relação e quando via que elas faziam questão disso.

Nos shows voltamos à mesma rotina, mas o nosso namoro o Luan aprontava uma surpresa a cada dia. Ele sempre fazia questão de me dá um presente, a música que eu pedi a ele saiu e eu a amei. Toda relação merece um susto, um suspense ou uma surpresa, assim o amor fortalece. Era o que eu tinha percebido com meus pais e comigo e o Luan.

Eu e ele estávamos prestes a recebermos prêmios. Ele estava concorrendo a oito prêmios diferentes, sendo seis em uma única premiação. Eu concorrendo a dois por causa do Diário, estava muito nervosa. O Luan se mostrava mais nervoso com os meus do que com os dele.

-Escolhi os vestidos quer ver? Sentei ao lado dele no chão. Ele estava jogando vídeo game.

Nós estávamos no quarto, do hotel, eu pesquisava os modelos, dos vestidos, e ele jogava os jogos favoritos.

-Espera! To acabando aqui! Ele nem olhou pra mim.

-Acabando o que? Luan você ainda está no primeiro tempo desse negocio ai! Reclamei.

-Ta, amor, fala! Ele pausou o jogo e pegou o notebook pra ver os vestidos.

-E ai?

-Bonitos! Entregou-me o notebook e voltou a jogar.

-Bonitos? Só isso? Luan Rafael que empolgação! Poxa! Eu escolho o vestido pra ficar bonita pra você e você nem olha direito e ainda vira e fala “bonito” com uma cara de quem não está nem ai! Agora pro jogo olha! Eu levantei e comecei a andar em direção a mesinha do quarto. Fazia drama pra ele prestar atenção.

-E você? Ontem, mesmo, eu estava falando com você e você jogando aquele jogo de carro.  Estava tão vidrada na corrida, do jogo, que nem escutou o que eu estava falando! Ele envolveu os braços dele em minha cintura, me abraçando por trás.

-Isso não vem ao caso! Ri.

-Vem sim! Estão bonitos amor, o que mais que você quer que eu fale? Da cor, do corte, do tipo de tecido? Se e falasse isso você ia estranhar e eu também! Ele riu.

-Seu besta!

-Vai falar com a Dada pra ela ver os vestidos?

-Vou, ela vai mandar buscar uns parecidos e você vai ir ver comigo?

-Vou, onde?

-Semana que vem, no quarto do hotel, besta! Sorri.

-Muié chique a minha, as roupa vem até ela. Rimos.

Nada melhor do que uma boa pescaria

-Pena que não deu pra gente ir ao parque do Harry né mor?

-É!

Comentávamos a viagem a caminho da fazenda, de um amigo do pai dele, que emprestou ao seu Amarildo, por esses dias.

-Caramba cara! Cheio de mosquito, esqueci disso! O Luan reclamava.

-Nem parece que você vive pescando! Eu disse pra você passar o repelente. Avisei.

-A B ta certa Luan! A Marizete falou.

-E precisava esses bicho existir?

Eu e a Bruna rimos.

Entramos na casa e ajeitamos tudo. A casa era enorme.
O Luan e eu tiramos o resto do dia para descansarmos. A viagem até o Brasil tinha sido longa e estávamos cansados. O Luan passou a fazer questão de dormir abraçado comigo e se eu me mexesse ele acordava e esperava eu me ajeitar e voltava a me abraçar. Acho que ele estava com medo ainda.

-Lú, meu amor, tem como me deixar respirar só um pouquinho? Acordei e ri.

-Desculpa amor! Ele ficou vermelho.

-Amor eu não vou sair correndo não! Sentei na cama.

-Eu sei!

-Então? Levantei.

-Vai onde? Ele perguntou.

-Tomar água!

-Eu vou buscar, fica aqui!

-Você tem certeza que vai me deixar sozinha no quarto? Eu posso sair correndo! Dei risada.

-Não brinca! Ele me olhou sério.

-Amor raciocina comigo, dois minutos. Pra que eu voltaria se eu fugiria depois? E mesmo que eu quisesse, eu ia pra que lugar? Esse lugar é uma fazenda e fica bem longe de alguma coisa! Amor você está de paranóia à toa! 

-É né?! Ele passou a mão no cabelo.

-É! Ri.

Depois de a gente ter ido à cozinha beber água, nós voltamos a dormir. O outro dia seria cheio, o Luan iria acordar cedo pra pescar e voltaríamos tarde.

-Amor vem acorda!

O Luan estava me puxando, eu não queria acordar.

-Não mor, me deixa!

-Te deixar? Não mesmo! Vem!

-Me deixa dormir só mais um pouco.

-Você não vai levantar não?

-Quero não!

O Luan me carregou no colo.

-Luan pára! Não amor é sério!

Ele ria e me levou até o banheiro. Ele abriu o chuveiro quando eu estava em baixo.

-Que por...

-Êpa! Óia a língua muié! Ele ria.

-Eu vou te bater! Eu o puxei pra debaixo do chuveiro.

A gente tomou banho e logo depois descemos para tomarmos café. Eram quase sete horas, da manhã.

-Que confusão foi essa no quarto de vocês, agora de manhã? A Bruna perguntou.

-Seu irmão me carregou até o banheiro e abriu o chuveiro!

A Bruna começou a ri.

Saímos e fomos andando alguns metros até o rio. Eu e o Luan fomos juntos em um barco e o seu Amarildo e a Bruna foram em outro. Eles levaram terere pra tomarem, eu, particularmente, preferia um refrigerante. Ficamos um bom tempo sem pescar nada. Pescar exigia paciência.

-To com sono! Comentei.

-Olha amor! O Luan apontou para o rio.

-O que foi?

Quando eu cheguei mais perto o Luan me molhou. Eu dei uma tapa no braço dele e o molhei também.

-Pára! Pesquei um! O Luan avisou.

Ele começou a puxar e o peixe era grande.

-Me tira daqui! Esse bicho é grande demais! Ou eu ou ele dentro desse barco! Comentei.

-Me ajuda amor, sério! O Luan riu.

A gente puxou o peixe e ele acabou em cima do Luan, eu ri muito.

-Vou ficar fedendo a peixe! O Luan fez uma cara de nojo.

-E não vai dormir comigo! Eu dava muita risada.

Ele chegou perto de mim, depois de brigar por espaço com o peixe.
-Socorro! O Luan quer me bater! Dava risada.

-Não sua besta! Sério amor olha pra mim e pára de ri! Ele sorriu.

-Ta! O que foi? Respirava fundo para conter a risada.

-Não me deixa sem você, nunca mais, está me ouvindo?

-Ta me ameaçando? Brinquei.

-To! Ele sorriu.

-E se eu te deixar qual vai ser a vingança?

-Vou atrás de você o resto da vida!

-Ah! Então eu vou te deixar. Pra eu te ter o resto da vida! Sorri e dei um selinho nele.

Eu estava achando tudo do mesmo jeito, tudo igual, mas para o Luan estava tudo muito especial. Claro que pra mim também, eu estava aproveitando pra matar as saudades dele, mas ele estava muito bobo. Tudo o que eu fazia ele observava e sorria feito bobo. Parecia que ele tinha acabado de se apaixonar por mim.

Eu achava muito lindo o jeitinho bobo dele. O Luan passou a fazer mais trapalhadas e esquecia as coisas. Ria das bobagens dele e sempre ficava ligada onde ele deixava as coisas, por que tinha certeza que ele ia esquecer depois. A mãe dele e eu ficávamos, praticamente, apostando o que ele ia procurar, riamos juntas.

O Luan só ficava quieto quando parava e ficava me observando fazer ou falar algo. Ele passou a filmar e tirar fotos da gente e de mim, a todo instante.

-Mor pára de tirar foto, sério! To feia! Coloquei a mão na frente do meu rosto.

-Desde quando a muié mais linda do mundo é feia? Ele tirou minha mão, do meu rosto.

-Onde? Eu olhava pra todas as direções.

-Onde o que? Ele me olhou sem entender.

-Onde está essa mulher mais linda do mundo? Ri.

-Vem cá! Ele me puxou e me deu um beijo.

Estávamos sentados, abraçados, no pé de uma árvore. Olhávamos a Bru andar á cavalo.

-Dali cunhadinha! Eu brincava com a Bruna.

O Luan dava leves beijos em meu pescoço, me arrepiei, encostei minha cabeça no ombro dele e fechei os olhos.

-Me sinto tão bem com você! Falei.

-Eu te amo! Ele sussurrou em meu ouvido.

-Quero música! Pedi.

-Quer que eu faça?

-Quero!

-Ta!

-Mesmo?

-Mesmo! Vou ver se faço hoje quando estiver te olhando dormir. Ele sorriu.

-Rafa, Rafa lindo! Meu só?

-Só seu!

Nos beijamos.

Cada volta é um recomeço

Dormimos em quartos separados e no dia seguinte quase não nos vimos. O Luan acordou um pouco mais tarde e eu muito cedo pra fazer a cobertura especial pro Diário. Fui para o local do show horas antes do Luan e vi que tinham fãs, também, fora do Brasil. Entrevistei algumas fãs, que já viviam ou que viajaram pra ver o Luan, nos Estados Unidos.

Minutos antes da apresentação dele, eu tinha que gravar as perguntas. Ficávamos sozinhos no camarim e eu estava nervosa. Eu entrei no camarim e senti meu coração disparar. Comecei a tremer. Ele estava lindo e mais nervoso que o normal. Assim que abri a porta o assustei, ele se virou pra mim.

-Está pronto, para as perguntas? Perguntei.

-Acho que sim! Ele deu um sorriso sem graça.

Durante as perguntas ele me olhava fixamente. Parecia que nossos corpos eram ímãs, se atraiam. Quando menos esperávamos nossas mãos estavam juntas ou ele estava fazendo carinho em mim. Depois da entrevista levantamos e ficamos de frente, um para o outro, nos olhamos e ele acariciou meu rosto.

-B eu queria que estivesse aqui, você sabe o quanto esse momento é especial e importante pra mim. Eu tive medo que você não estivesse comigo... Eu queria compartilhar ele com você! Ele sorriu.

-Brigada por querer... Comecei.

-Brigada? Não faz assim! Não somos amigos e nem colega de trabalho, neste momento. Você é o meu amor!

-Mais agora não é mais assim... Tentei falar, novamente.

-Esquece o agora e o depois! Faz como você, sempre, fazia antes; me dá um beijo e me deseja boa sorte?

-Luan fazer como antes não dá e você sabe!

-Por favor! Ele insistiu.

Eu queria fazer como antes, mas as mágoas não me deixavam esquecer as brigas, do passado. Eu dei um passo para trás e ele segurou meu braço.

-Esquece, por dois minutos, tudo, por nós... Ele pediu quase sussurrando.

Eu o olhei por alguns segundos e lembrei-me do que a Marla me disse.

-Ta! Respondi.

Ele chegou mais perto colocou uma das mãos em minha cintura e a outra em minha nuca, segurando firme meu cabelo. Sua boca encostou-se à minha e não pudemos conter o impulso daquele beijo, que nos deixou sem ar e nos fez sorrir, ao termino dele.

-Boa sorte! Desejei a ele sorrindo.

-Brigada! Ele sorriu.

Quando a porta se fechou atrás dele, eu sabia que aquele iria ser o melhor show do Luan. Sentei-me no sofá, do camarim, e ri daquele momento, depois fui assistir ao primeiro de muitos shows dele fora do Brasil. O Luan tinha rompido as barreiras da fronteira entre os países.

Aquela noite parecia um sonho de tão incrível. Toda vez que ele me tocava a minha pele, parecia queimar pedindo a pele e o calor dele. Quando ele me beijava a minha boca queria, cada vez mais, sentir o gosto dele. Ele sempre dava um jeito de beijar o meu corpo.

O mundo não importava, aliás, ele podia acabar que a gente não sentiria. Nunca pensei em está com tanta vontade dele. O Luan deixava tudo de um jeito mais incrível e intenso. Eu sentia a sua pele arrepiar a cada segundo. Como eu pude ter tido a coragem de tê-lo deixado? Só ele me fazia bem.

Ele conhecia cada parte do meu corpo e todos os meus gostos. Parecia que ele tinha lido um manual, sobre mim. Eu fazia todas as suas vontades.

Acordar olhando pra ele era renovador. Ele estava me olhando, parecia que fazia um tempo. O olhar dele estava mais brilhante e vivo. O sorriso que ele abriu, assim que eu o olhei, estava transmitindo o que eu estava acostumada a decifrar; felicidade.

-Se for sonho eu não quero acordar! Ele sorriu.

Sentei-me na cama acariciei aquele rosto de anjo e dei um selinho na sua boca macia.

-Não deixa ninguém te acordar, por que eu também estou nele! Sorri.

-Fala que me ama e que a gente está junto de novo, fala?

-Eu te amo! Por que a gente voltaria? Me da um motivo!

-Por que eu estou disposto a esquecer todos os meus erros e recomeçar. Eu aprendi que te machuquei demais com todas aquelas brigas, até eu terminaria comigo! Eu te amo e eu vou com você pra qualquer lugar! Eu faço o que você quiser, até desistir de tudo!

-Eu pedi um motivo e você me deu uma lista! Eu não disse que te amo?

Ele sorriu e confirmou com a cabeça.

-Então eu nunca pediria pra você largar o seu sonho, no melhor momento. Logo agora que você saiu das fronteiras do Brasil? Não eu não pediria isso! Quero conhecer o mundo do seu lado! Sorri.

Ele me beijou.

-Sabe o que o Rober me disse? Ele me perguntou.

-Não. O que?

-Que você tinha, realmente, levado a sério a separação. No início ele não dava meia hora pra você voltar e nós ficamos separados quase um mês. Ele fez bico.

-Eu também não estava acreditando que eu estava conseguindo. Ri.

Levantamos e nos arrumamos para tomarmos café juntos. Enquanto nos arrumávamos tudo se resumia a carinhos e beijos, regados a muitos “eu te amo”. Quando descemos, de mãos dadas, vimos muitos curiosos olhando e alguns, prevenidos, tirando fotos, rimos e sentamos em uma mesa. Era de manhã, bem cedo, o fuso horário atrapalhava a gente, ninguém da banda, nem os pais e a Bruna haviam acordado ainda, nós estávamos, a sós.

-Quando ficamos sozinhos, no camarim, nem notei sabia? Comentei.

-Eu mandei todo mundo sair! Ele riu.

-Sabia que você tinha mandado.

-E quando eu te beijei, eu pensei que você ia me bater! A gente riu.

Alguns fotógrafos aproveitaram do nosso clima romântico. Notícias saíram na internet com fotos nossas de mãos dadas e tomando café juntos; “Depois do turbilhão de emoções nada como um mar de calmaria”, “B e Luan mostram que eles estam mais fortes que nunca!”, “Casal que não mistura amor com profissão”, “B e Luan curtem café juntinhos”, “Depois de cumprirem a agenda de trabalho, casal curte calmaria”. Depois que essas notícias invadiram a internet foi felicidade geral das fãs. Elas colocaram tag e mandaram várias mensagens de carinho para nós dois.

Quando chegamos ao Brasil fomos direto para o bicuço e voamos para Londrina, o Luan queria passar os três dias, de folga, no Mato Grosso do Sul, pescando.