Total de visualizações de página

sábado, 24 de março de 2012

Uma incrível surpresa (Capítulo 12 - Parte 2)

No primeiro dia de Março, ele e eu fomos até a casa conferir os últimos detalhes da decoração. No caminho ele veio comentando algumas coisas do CD, mas eu não estava prestando, muita atenção, eu lia uns papeis relacionados ao que eu faria no Diário, durante o mês, e a agenda dele de shows. Ele se irritou, parando o carro.

-O que foi? Perguntei assustada.

-Nada! Eu só estou falando com o carro, só isso! Ele me olhou irritado.

-Desculpa! Eu ouvi que era sobre o lançamento do CD, ok?!

-Tá! Não vou brigar!

-Nem to vendo motivos pra isso! Se fosse assim, eu teria todo o motivo do mundo pra brigar com você, né?!

-Como assim?

-Você e esse CD! Mais tudo bem, não estou reclamando por que eu sei que esse é seu trabalho, sei que isso é importante pra você, enfim, a gente pode ir ver a casa agora?

-Desculpa to estressado! Ele respirou fundo.

-E eu enjoada! Sorri.

-Enjoada de que? Da gente? Nem brinca com isso! Ele me olhou assustado.

-Não! Enjoada mesmo, de verdade! Ri.

-Quer que eu faça o que?

-Vai logo pra nossa casa, por favor! Ri.

-Tá! Ele ligou o carro, novamente.

Durante o caminho o Luan ficou me olhando preocupado, ele se enrolou ao passar a marcha do carro algumas vezes, por está preocupado comigo. Quando ele estacionou o carro, nem dei chance dele me perguntar se eu estava bem, saí rápido do carro e fui direto para o banheiro. Ele ficou assustado, vindo atrás de mim.

-Mor o que é isso agora em? Tá mais frequente é? Ele me olhou preocupado.

-É! Sorri.

-E você ri? A gente tem que ir ao médico pra ver o que é isso!

-Vem comigo! Puxei-o e o levei até o escritório, dele, que estava pronto.

O coloquei sentado na cadeira e na frente dela, sobre a mesa, estavam alguns exames que eu havia feito. Ele me olhou, como se não entendesse e eu fiz um sinal pra que ele lesse os exames. Ele olhou um por um, sem entender ao certo o que cada um dizia, mas quando abriu o ultimo ele logo percebeu o que estava acontecendo. Era um ultrassom, que indicava onde estava o bebê. Ele ficou um bom tempo com os olhos fixados no exame, parecia que ele não estava acreditando.

-O que foi papai? Coloquei um par de sapatinhos, vermelhos, sobre o exame que ele observava.

Ele me olhou e começou a chorar, abrindo um sorriso, tão encantador que eu ainda não tinha visto ele dar, que me surpreendeu e me contagiou para fazer o mesmo. Ele levantou e se ajoelhou diante de mim dando um beijo em minha barriga e me abraçando em seguida, ainda ajoelhado.

-Amor sério, quer que eu chame uma ambulância? Você está me deixando preocupada, e eu não posso ficar...

-Obrigado! Eu não sei o que falar! Só que eu te amo e eu não queria que fosse com outra... Amor eu te amo! Brigado mesmo! Ele sorriu levantando-se e me beijando.

-Não precisa falar nada, nem agradecer seu bobo! Sorri o olhando e acariciando seu rosto.

-Preciso sim! Te agradeço por cada luta que enfrentou pra está ao meu lado, por todos os momentos que você sempre esteve ao meu lado, por sempre me entender e compreender. Agradeço por esse amor que sente por mim, e que só faz crescer, por essa paciência incrível que você tem. E principalmente por ter me dado à chance de compartilhar com você esse momento tão especial, por ter me dado à chance de te fazer mulher... A mulher da minha vida e agora mãe do meu filho! Ele me abraçou forte.

-Seu? Quem vai carregar o menino nove meses na barriga não é você ok? Ri.

-Nosso! Nosso! Sempre vai ser nosso! Sempre vai ser nós! Ele me beijou.

-Ainda não acabou não! -Eu sorri o puxando para a porta do quarto, que ficava ao lado do nosso. – Abre! Indiquei a ele a maçaneta da porta.

Ele me olhou e, por um momento, pareceu não querer abrir a porta, quando ele abriu ele fechou os olhos, eu permaneci ao lado dele, aos poucos ele foi abrindo os olhos. A porta revelou um quarto de bebê, mas ainda não tinha nada que dissesse se era menino ou menina, tinham os móveis; berço, guarda-roupa, prateleiras, cômoda, poltrona, e alguns ursos de pelúcia e um tapete ao centro do quarto. Ele entrou encantado com o que viu.

-Gostou? Ainda não sei se é menino ou menina, mas a gente decora do nosso jeito depois, né? Olhei pra ele.

-É! –Ele parecia bobo. – Quer saber? Vai ser com você então está tudo bem! Ele sorriu.

Ficamos o resto do dia deitados sobre o tapete, ao centro do quarto, e o Luan planejava o futuro. Eu ria da cara de bobo que ele fazia quando imaginava algumas cenas. Nunca imaginei ver ele daquele jeito, ele estava radiante. Era outro brilho no olhar, outro sorriso e com certeza outro “Rafa” que iria surgir. Eu não poderia está mais feliz, mas sabia que eu teria que cuidar de duas crianças, do Luan e do nosso filho, e estava muito feliz por isso.

-Quando é o próximo exame? Quero ir com você! Ele me olhou.

-Na semana do seu aniversário! Passei muito tempo planejando tudo,... Eu iria te levar comigo pra ver sem você saber o que era! Ri.

-Ai eu ia morrer do coração muié! Ele riu.

-Amor, espera um pouco pra contar as meninas, por que a gente tem que esperar pra ver se está tudo 
certo mesmo,... Eu to na pior fase que é os primeiros três meses, onde tudo pode acontecer, sabe?!

-Se você quer assim, tudo bem! Mais vai dá tudo certo! Ele me abraçou.

-Tá na hora da gente voltar né? To com fome e aqui não tem nada pra comer, ainda! Esfregava a mão na barriga.

-Vamo que eu vou cuidar das minhas vidas, agora! Ele sorriu, me ajudando, com cuidado, a levantar.

Quando chegamos, ele descobriu que os pais dele já sabiam e os meus também. Ele e eu resolvemos contar a Bruna, que ainda não sabia. Ele subiu e colocou ao lado dela o par de sapatinhos vermelhos que eu o havia mostrado mais cedo, ela estava dormindo. Quando a Bruna acordou ela desceu com os sapatinhos na mão e parou em nossa frente, que estávamos assistindo TV, com os braços cruzados.

-E só agora eu fico sabendo?!

-Não gostou cunha? Perguntei.

-Claro! Sou a tia mais feliz desse mundo! Ela sorriu, sentando ao nosso lado.

O sexto sentido de mãe (Capítulo 11 - Parte 2)

No inicio da semana, seguinte, no final do mês, passei o dia em Londrina, recebendo os móveis novos, junto com a Bruna e a Dona Marizete. O Luan estava na correria, por conta do novo CD, estava tudo, quase, pronto o que o deixava mais ainda nervoso e concentrado no trabalho. No inicio do mês, ele não pode está presente no aniversário da mãe, por conta dos compromissos com o CD.

Estava um dia quente, em Londrina, o que me causou irritação, enjoou e tonturas. Eu sabia que nossas mães só esperavam que eu contasse a elas, da novidade, por que as duas já haviam percebido, mas eu queria contar pra ele primeiro. A Bruna estranhou a mãe ter me privado de algumas coisas, de muito esforço e ela me fazia a todo o momento beber água e comer coisas, mais saudáveis possíveis.

-Cunha o que você tem? A Bruna sentou ao meu lado, no sofá, após eu, finalmente, ter decidido à posição dele.

-Nada demais! Acho que essa movimentação, essas preocupações estam me deixando assim. Não se preocupa estou bem! Sorri.

-B acho que por hoje chega pra você né?! A Dona Marizete me orientou.

-Mais eu ainda tenho que ver como vai ficar o quarto,...

-Não! Ficou aqui o dia todo, não vai fazer mais nada! Já chega né? Vamos!

Quando chegamos, eu fui direto para o quarto do Luan, eu estava muito enjoada e tive que vomitar. Após eu ter tomado banho fiquei deitada na cama, e ouvi a Dona Marizete passar, para o quarto dela, falando ao telefone com minha mãe. Eu fui ver o que elas tanto conversavam, elas tinham passado a semana conversando em segredo.

-Eu também estou muito feliz, minha vontade é falar, mas a gente tem que respeitar o tempo deles... Se bem que eu acho que ela ainda não falou com ele, acho que está esperando o momento certo! A Dona Marizete falava.

Eu escutava tudo por trás da porta, o que não foi muito educado da minha parte, mas eu precisava saber se elas já tinham certeza e tudo foi confirmado. Depois que ela desligou o celular eu tive que ir falar com ela.

-Sogrinha? Posso entrar? Bati na porta.

-Pode sim B! Está melhor? Ela perguntou.

-Estou! Mais eu vim aqui só pra te pedir, na verdade falar, que eu sei que a senhora sabe de tudo... Vim agradecer por respeitar isso, agradecer por não ter comentado nada com ninguém. Eu queria falar pra o Luan primeiro antes de falar pra todos, sabe? Expliquei pra ela um pouco tímida.

-Tudo bem! Agora eu queria que você conversasse com sua mãe, tudo bem?

-Tudo! Sorri.

-Agora me dá um abraço aqui, por que eu estou feliz demais! Ela sorriu e abriu os braços.

-Eu também estou e demais! Sorri a abraçando.

Quando conversei com minha mãe, pensei que ela iria me dá uma bronca por eu não ter falado com ela, mas eu me surpreendi com a empolgação dela, quando eu confirmei o que ela desconfiava. Ela ficou me recomendando milhões de coisas, e me dando dicas pra enjoou e tonturas. Ela, praticamente, me obrigou a contar logo para o Luan, para que ela pudesse dividir a felicidade dela com todos. Foi difícil desligar o telefone.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A dúvida vira certeza (Capítulo 10 - Parte 2)

Começamos fevereiro com dois shows, mas logo fomos embalados no ritmo do novo CD. Mesclávamos reuniões e gravações, o Luan estava tão concentrado no novo CD que em uma das reuniões decidiu transferir a turnê nos EUA para o final do ano. Quando falava de trabalho ele se empolgava tanto que, até, esquecia o mundo, ele estava muito entretido e concentrando nesse novo trabalho.

Eu e ele aproveitamos que o mês estava “livre”, para vermos a decoração da casa com a minha tia, mas a maioria das vezes eu ia sozinha, por que ele estava no estúdio. As obras da casa estavam rápidas e a imprensa logo soube, por que o Luan comentou no twitter, para as meninas.

“Dia agitado, hoje, meus amores! Vou ver a decoração da casa com a muié da minha vida! Ah! É, não tinha falado pra vocês! A casa já esta ficando pronta, mas o casório só depois, primeiro eu tenho que fazer as shows e o CD pra vocês! Mais quem está ligando? Ninguém! Estamos bem, mas meu bolso, hoje, ele vai sofrer... Hoje vai ser puxado! haha”

Essa foi à notícia da semana, todos queriam saber mais sobre a nossa nova fase. O assunto não saia da boca de ninguém, nem das fãs. Elas colocavam hastags todos os dias, no twitter, e eu fui embalada a dá um pouco mais de informações a elas.

“Oi amorzinhos! Vocês são curiosas, viu?! Então... a gente vai morar lá na pequena Londres, mesmo, por que o Luan não pode ficar longe do escritório. O casamento vai ter que esperar, por que ele tem que cumprir os votos de casamento com vocês... Fazer os shows e o CD que, esse, vai vir com tudo! Ah! Estamos em estúdio preparando muitas surpresas pra vocês... o CD está ficando PERFEITO, aguardem!”

O mês também foi marcado por pequenas tonturas e muito sono. Meu corpo estava mudando, aos poucos, e no meio do mês decidi ir a Salvador, acabar com essa dúvida que insistia em meus pensamentos.

-Finalmente você decidiu isso! A Milena reclamava, no caminho para o médico.

-Vai ficar enchendo? Eu volto! Você está mais ansiosa e aflita que eu! Ri.

-Claro! E quando você vai contar pra todo mundo? Falar que a gente ia ao shopping pra sua mãe foi demais!

-Calma! Relaxa que minha mãe já está desconfiada, assim como Dona Marizete, mas tudo á seu tempo! Sorri.

Chegamos ao consultório e a médica nos recebeu com um sorriso no rosto. O exame foi tranquilo, fiquei imaginando a reação do Luan se estivesse ao meu lado, a minha foi chorar. Na volta pra casa eu não ouvia a Milena falar comigo, eu a deixei em casa.

-Pensei que iria querer que eu ficasse com você! A Milena comentou quando chegamos á casa dela.

-Vai ficar tudo bem! Pisquei pra ela.

Eu precisava ficar sozinha naquele momento, eu estava precisando pensar em tudo, e como seria daquele momento pra frente. Eu queria fazer uma surpresa pra ele, mas eu teria que me controlar, por que minha vontade era de gritar aos quatro ventos a novidade, a minha felicidade.

Planos futuros (Capítulo 9 - Parte 2)

No meio da noite senti alguém beijar minha barriga. Abri os olhos assustada e vi que era o Luan, estranhei a atitude dele, mas me assustei, mesmo, foi com o tamanho da minha barriga. Não estava tão grande, mas dava pra perceber que ela crescia. O Luan me olhava de um jeito tão carinhoso e amoroso que me encantava. Ele foi desaparecendo aos poucos e eu o chamei, mas ele sumiu como se fosse fumaça. Sentei assustada na cama, e vi que tudo tinha sido um sonho.

Levantei e fiquei em frente ao guarda-roupa dele, as portas eram grandes espelhos. Eu me olhei e sorri ao levantar minha blusa, e deixei a mostra minha barriga a alisando. “Será?”, pensei. Logo minha atenção foi desviada, pelo barulho da porta se batendo. Estranhei por que a porta estava, antes, fechada, e eu tinha certeza, fiquei confusa e voltei a deitar na cama, na esperança de que ninguém tivesse me visto em frente ao espelho.

Acordei, cedo, com a barriga roncando, de fome. Tomei banho e desci. Me surpreendi ao vê-lo, logo cedo, cochilando no sofá, enquanto a mãe o embalava com carinhos.

-Oi mor! Ele olhou e logo sorriu.

-Oi! Sorri.

-Está com fome B? Dona Marizete me perguntou.

-Muita! Ri.

-Lembrei-me de quando eu estava grávida do Luan, eu sempre acordava com muita fome! Ela passou por mim, me olhando desconfiada.

Eu fiquei calada, meu coração gelou juntamente com o resto do meu corpo. Ela tinha me visto em frente ao espelho, pela noite. Fui tomar café, tentei disfarçar, mas ela me fazia comer quase tudo que estava na mesa. Ela parou nos observando, eu e o Luan, comermos.

-Vocês estam escondendo alguma coisa?

-O que? O Luan perguntou sem entender e eu permaneci calada.

-Nada! Ela me olhou fixamente.

-Ta, muito, bom esse bolo sogrinha! Desviei o assusto.

-É mesmo mamusca! O Luan concordou.

-A gente vai lá na casa que horas amor? Perguntei a ele.

-Quer ir lá agora? Ele perguntou.

-Tanto faz! Sorri.

-Quer ir com a gente mamusca?

-Não! É a primeira vez que vocês vão lá juntos, não quero atrapalhar esse momento! Ela sorriu, com lágrimas nos olhos.

Depois do café fomos para a nossa casa. O Luan colocou umas músicas do Zezé di Camargo e Luciano, para ouvir, e eu ri quando ele imitou o Zezé cantando. Quando chegamos à obra, ele parou em frente e os olhos dele brilharam ao olhar a casa.

-Caramba cara! O trem ta rápido demais, cara! Ele saiu do carro.

-E vai ficar linda! Saí do carro.

Ele ficou um tempo olhando a casa, mas logo fomos guiados, pelo mestre de obras, que nos explicou algumas coisas.

-Mor nosso quarto, vai ser massa! Ele se empolgou.

-Tem que ser né?! Ri.

-Vão ter quatro quartos, contando com o nosso, um eu vou fazer de escritório e o resto? Ele me olhou.

-Escritório, Luan Rafael? Trabalho aqui não entra, está me ouvindo?! Reclamei.

-Calma mor! É pra guardar os presentes e os prêmios! Ele me abraçou sorrindo.

-Ah! Sim! Acho bom! Sorri.

-O resto vai ser de hospedes, até por que seus pais vão dormir aqui quando vierem nos visitar né? Ele comentou pensativo.

-É! Mais um é especial e eu já tenho planos para ele! Sorri e saí andando.

-Vai fazer o que? Ele me seguiu curioso.

-Calma! Você vai saber logo, logo! Sorri.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O começo de uma nova fase (Capítulo 8 - Parte 2)

No outro dia eu segui para Londrina, e fui recebida, no aeroporto, pela Bruna e o pai. Seguimos, para casa, e seu Amarildo me falou o que estava acontecendo na obra e como estava a casa. A Bruna nos observava falar, sobre a minha casa e a casa do Luan com um olhar que mesclava felicidade e um pouco de tristeza.

-Vai ter um quarto lá pra cunhada mais linda do mundo! Olhei para o banco de trás e sorri pra ela.

-Tem que ter mesmo! E a casa de praia B? O Luan falou que vocês já compraram!

-Ah! É mesmo! A gente comprou e é enorme! Foi fácil por que o tio da Milena estava vendendo a dele, a casa já é perfeita, e a gente não vai precisar mudar muita coisa não. – Sorri pra ela - Sogrinho, minha tia mandou perguntar quando ela vai poder vir, aqui, pra ver a casa, ela vai decorar e ela precisa ver... Continuei a conversar com ele sobre a casa e a Bruna continuou calada nos observando.

Quando cheguei fui recebida pelo abraço apertado de Dona Marizete, que me esperava na sala. Subi com minhas coisas para o quarto do Luan, e a Bruna veio logo atrás.

-Cunha, pode entrar? Ela bateu na porta.

Eu estava deitada na cama, sentei fazendo um sinal para que ela se sentasse ao meu lado.

-Que foi? Perguntei.

-É que eu...

-Vai senti falta do irmão? É aqui do lado, Bubu, vai ficar tudo bem! Sorri.

-É eu sei! Mais é estranho... Eu to mega animada com o casamento de vocês, mas às vezes eu entro aqui, no quarto do Lú, e sinto um vazio. Eu estava acostumada, sabe, mas agora é diferente, ele vai voltar e não vai ficar aqui! Entende? Ela me olhou, com lágrimas nos olhos.

-Não faz assim, se não eu choro! Bubu a gente vai está bem pertinho, e quando você quiser ele vem dormir com você tá bom? A abracei.

-Você está diferente! Ela me olhou.

-Eu? Estranhei.

-É! Engordou cunha? Ela sorriu.

-É né?! Preciso parar de comer! Sorri.

-Vai lá ver a casa? Ela perguntou.

-Vou! Mais eu to meio cansada...

-Então descansa! O Luan me mandou ficar de olho na senhorita! E eu sei que você precisa descansar, ele me contou de ontem! A Dona Marizete entrou no quarto.

-Não foi nada demais! Só uma tontura! O Luan preocupando a senhora de novo?!

-Tem que ver o que é isso, se continuar... Mais deve ser por causa do cansaço né?

-É! Esses dias estão agitados pra gente!

-Vamos Bruna, deixa a B descansar! A Marizete chamou.

A Bruna me deu um último abraço e saiu com a mãe. Eu deitei na cama dele, e peguei um dos travesseiros, e o abracei. Por mais que ele ficasse longe, o cheiro dele insistia em ficar em cada canto do quarto, inclusive no travesseiro. Fui embalada pelo cheiro dele a um sono, gostoso, que me fez sonhar como ficaria a casa nova, como seria nós dois morando juntos. Acordei, depois de um tempo, quando uma mensagem dele chegou:

“Cheguei ao Rio e daqui vou direto pra casa! Meu pai contou que vai te levar pra ver a casa, mas amanhã a gente vai junto, tá? To doido pra que fique logo tudo pronto, quero entrar em casa e senti teu cheiro em cada canto! To morrendo de saudades já, e você sabe! Te amo e se cuida minha vida! Rafa.”

Sorri lendo a mensagem e me empolguei pra ir até a obra, da casa. Puxei o sogrão e a Bruna para irem comigo e chegando lá, vi que o Luan não estava brincando quando falou que o terreno era grande.

-Caramba cara! O terreno é grande mesmo! Sorri.

-B esse é o mestre de obras! O Amarildo nos apresentou.

-Tá cuidando direitinho da minha casa? Brinquei.

-Claro! Ele sorriu.

-Me mostra onde vai ficar cada coisa? Perguntei.

Ele me mostrou onde estava cada, marcação, e pra que cada uma dela servia. Elas serviam para orientá-los a construir as coisas nos lugares certos. A casa iria ter piscina e um lugar para churrasqueira, o espaço ficou maior do que na casa dos pais dele. A casa seria de dois andares, largos e bem ventilados. No térreo as paredes já estavam sendo erguidas, e já dava pra ver como, mais ou menos, seria a sala e a cozinha.

-O andar de cima vai ser todo revestido de vidro, ou só o quarto de vocês que irá ter? O mestre da obra perguntou.

-O nosso quarto vai ter mais é o único acoplado a varanda, do andar, que ela, sim, vai ser revestida de vidro! Expliquei.

-Só pra a gente se orientar mesmo! Ele sorriu.

-Vão demorar muito tempo? Perguntei, enquanto cumprimentava os outros homens que trabalhavam.

-Olha... Acho que menos do que eu falei, em um mês, mas ai vai depender de como vocês vão decorar, às vezes a decoração demora mais que a obra!

-Não vai demorar não! Brigada! Não vou mais atrapalhar vocês, bom trabalho! Sorri.

-Está tudo certo pra você B? Se quiser eu os apresso! O seu Amarildo perguntou.

-Não! Tudo bem! Nem vai demorar tanto assim... Quero ver o resto do condomínio! Andava de mãos dadas com a Bruna.

-Eu te mostro! Vim aqui umas mil vezes com o Luan pra ele decidi se seria aqui, se você iria gostar, se isso, se aquilo! A Bruna riu.

-Vou ficar esperando vocês na obra então! O seu Amarildo voltou.

-Aqui tem o lago pra ele pescar Bubu? Perguntei.

-Tem sim, B! Ela sorriu.

Fomos ver o lago, que eu tinha achado um pouco menor do que tinha no condomínio dos pais dele, e a academia que era enorme, como a Bruna tinha falado. A área de lazer para crianças era enorme, também, com parquinho e duas quadras de esporte infantil. Sorri passando ao ver algumas crianças brincarem, e fiquei um pouco boba. Mais seguimos para ver as outras três quadras, duas de esporte para adultos e uma de tênis.

-Meio doido você ir assistir um jogo de tênis! A cabeça fica de um lado pro outro, deve ficar tonta né? Falei rindo com a Bruna, que se contagiou e não segurou o riso.

-Gostou cunha? Ela perguntou quando voltávamos para o carro.

-Gostei, sim! Sorri.

-Vocês já estam pensando em filho? Ela perguntou, por que me viu desviar a minha atenção para o parque, quando voltávamos.

-Quando a gente pensa em casar automaticamente, vem isso na cabeça! E você sabe que seu irmão é louco pra ter um filho né? Sorri.

-Dois filhos! Ela riu.

-Isso é uma coisa a se pensar, depois do primeiro! Eu ri.

Não foi difícil dormir aquela noite. O cheiro dele, na cama, e nos lençóis me embalou. Demorei a pregar o olho, por que milhares de pensamentos invadiram minha mente. Os pensamentos eram sobre nós dois, a casa, o casamento e o novo CD... Eram muitos, pensamentos, mas felizmente o sono foi mais forte.

Precauções... (Capítulo 7 - Parte 2)

Assim que saiu do palco ele, agradeceu a banda e me ajudou a levantar.

-Wellington! Quero a B fora daqui! Ele falou ao Wellington, dando minha mão a ele.

-Para carro ou camarim? O Well perguntou.

-Carro! Se possível quero na casa dela! O Luan o orientou.

-Mor não precisa! Falei.

-Milena vai com ela! O Luan não me deu ouvidos.

-Luan Rafael! Eu o chamei enquanto o Wellington me levava.

-B desculpas! O Wellington me pediu, me fazendo passar em sua frente.

-Culpa sua! Olhei pra Milena.

-Você ainda reclama? Eu estou cuidando de você e do seu...

-Cala a boca! Olhei séria pra ela e ela se calou.

Entrei no carro com a cara fechada, e cruzei os braços. Eu e a Milena não trocamos palavras o caminho todo. O Wellington me levava pra casa, onde eu iria ficar esperando o Luan. Quando entramos, na minha casa, a Milena e o Well me ajudaram a subir as escadas, até meu quarto. Sentei na cama e respirei fundo.

-Estou lá em baixo se precisar de alguma coisa! O Wellington avisou e saiu.

-Amiga desculpa! Você estava certa o tempo todo, eu que sou cabeça dura! Eu estou muito mal, pela grosseria que fiz com você! Olhei pra Milena.

-Tudo bem! Eu sei o quanto era importante pra vocês esse show, mas você tem que pensar melhor, agora. Você tem que tomar cuidados maiores... Quando você vai ao médico?

-Eu quero esperar mais um pouco, quando eu for, te aviso! Sorri.

Ficamos conversando um pouco, eu deitei na cama, e a tontura melhorou, um pouco. O Luan entrou no, meu quarto, feito um meteoro me assustando, me fazendo sentar na cama.

-Vem! O Luan abriu a porta e na mesma hora me levou para o banheiro.

-Luan, calma! O olhei assustada.

-Me ajuda aqui! Ele chamou a Milena, e ela logo apareceu.

-Quer me olhar dois segundos? Falei alto, virando o rosto dele pra mim.

-Agora não...!

-Agora sim! Eu estou tonta, não estou morrendo! Quer parar de tanto drama? Eu tomo banho sozinha!

-Mor...!

-Pode ir amiga, eu estou bem e você sabe! Olhei pra Milena.

-Ok! Ela piscou e saiu.

-Você não está bem! O Luan falou firme.

-Nada que uma noite de sono não resolva! Tirava minha roupa.

-Quer parar de ser teimosa?! Ele reclamou, me ajudando.

-Não! Ri.

-Você vai ao médico amanhã!

-Não! Não precisa sério! Eu sei o que eu tenho!

-O que? O que é então? Me fala amor! Você anda muito estranha! Ele me olhou preocupado.

-Relaxa! Na hora certa você vai saber! Entra aqui comigo, vai?! Sorri e o puxei para tomar banho.

Durante a noite o Luan ficou inquieto, e antes de eu ter pegado no sono ele insistia em saber o que eu tinha, eu o enrolei dando beijos e pedindo carinhos, ele não negou a nenhum pedido meu. Ele ficou a noite me olhando, tentando buscar uma explicação para que eu tivesse ficado daquele jeito. No meio da noite acordei para mudar a posição que eu dormia, e o vi acordado, o abracei.

-O que você tem? Perguntei.

-Eu quero que você me fale o que você tem! Ele me olhou.

-Amor sério, esquece tá tudo bem agora!

-Esquecer? Como eu posso esquecer você passando mal? Amor eu estou preocupado com você!

-Já estou melhor, juro! O show foi ótimo, perfeito! Sorri.

-É as meninas falaram isso! Fiquei super feliz... Não muda de assunto!

-Calma! Ri.

-Sério! Amanhã você não vai para o show...

-Claro, que vou!

-Claro que não! Vai ficar me esperando lá em casa, e eu já decidi!

-Não! Por favor, amor! Pedi.

-Não vai! Vai pra Londrina me esperar quietinha!

-Tá, bom! Fiz bico.

-Aproveita e ver como está à obra da casa! Ele sorriu.

-É né?! Sorri.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Festival de mudanças... (Capítulo 6 - Parte 2)

Quando tudo estava resolvido, voltamos para a minha casa, a Milena e o Jú foram pra casa deles. Me encontraria, no Festival, com a Milena por que o Jú teria que acompanhar o pai em uma viagem no outro dia, pela manhã. No final da tarde eu e o Luan vimos algumas notícias das fãs, que chegavam ao parque de exposições (local realizado o Festival de Verão) e logo fomos nos arrumar.

No caminho o Luan estava inquieto e nervoso, ele queria que tudo desse certo dessa vez. E eu sabia que iria dá. Ao chegarmos fomos recebidos por algumas fãs e logo seguimos para o camarim. O Luan trocou de roupa, e logo gravamos para o Diário, as perguntas. Eu e ele comemos algumas coisas, eu estava com fome.

-Vou lá fora gravar o Diário e encontrar com a Milena, tá! Avisei a ele.

-Rober eu quero seguranças com ela! Não quero que você se machuque... Ele me olhou preocupado. Era como ele soubesse de algo.

-Tá! Dei um selinho nele e saí, quando o Wellington me deu um sinal de positivo.

Quando saí às meninas que estavam envolta do camarim, começaram a gritar, eu acenei pra elas, tirei fotos com algumas e fiquei em um local, um pouco alto, onde tinha um degrau. Rodeada de seguranças, junto com o Max, comecei a verificar a câmera.

-Amores eu preciso que vocês façam silêncio tá certo? Avisei para as meninas, que atenderam ao meu pedido.

-Aqui é mais tranquilo do que nos outros estados, por isso que você fica tão à vontade pra fazer as coisas, e o Luan te deixa fazer todas, né? O Max comentou.

-Sim! Aqui as meninas gritam, choram, mas não ficam fazendo confusão, ai dá pra fazer até mais coisas! Sorri.

-Bia tem cinco minutos ai! O Wellington me avisou.

-Ok!

-Pronto! Três, dois, um, foi! O Max começou a gravar.

-Oi amores! Estamos ao vivo direto do Festival de Verão, o maior festival da música brasileira, envolvido no movimento e na mistura! Nessa noite, linda, em uma temperatura perfeita e na cidade mais linda de todas, onde o Brasil surgiu... Desculpem to empolgada! –Ri – Então a gente está aqui, por que eu já gravei as perguntas com o Luan, daqui a pouco eu coloco no site, pra vocês verem... A gente está aqui do lado de fora do camarim com as meninas me olhando, com os olhinhos brilhando, como se eu fosse alguém... Pra fazer uma surpresa pra elas. Vou falar um nome qualquer e se tiver uma meninas com esse nome, que não estiver com a pulseira do camarim, e comprovar, ela vai entrar no camarim e garrar meu homi! Ri e as meninas gritaram.

-A B ta louca gente! O Max virou a câmera pra ele.

-Max quer parar?! As meninas vão se assustar com você! Vira essa câmera pra cá! – Ri –Posso falar o nome?... Alias, Well diz um nome ai! – O Wellington riu, e falou um nome no meu ouvido –Ana Carolina! Tem alguma aqui?

-Eu! Uma das meninas levantou a mão.

-Vem cá amor! Chamei-a.

Ela se aproximou, já com a identidade na mão.

-A muié é apressada! –Ri – Vê se não amassa ele demais tá? Então amores vocês que estam em casa, até uma próxima! O show vai ser transmitido amanhã pela Globo, vai ser bem tarde, mais depois tem vídeo na net! Fiquem grudadinhos no Diário, para maiores informações, e tchau! Soltei um beijo, abraçada a Carol e o Max desligou a câmera.

-B brigada mesmo! A Carol me abraçou.

-Que isso amor! Colocava a pulseirinha nela.

-E quando eu vou entrar? Ela perguntou.

-Você vai entrar agora comigo, antes das meninas... Vai ser rápido por que o Luan está gravando umas entrevistas tá?

-Tudo bem! O importante é eu ver ele, o abraçar!

-Então vem! Voltei para o camarim, e assim que abriu a porta senti a mão da Carol gelar.

-Amiga! A Milena me abraçou.

-Oi! –Retribuí o abraço - Espera ai! Falei com a Carol.

O Luan gravava uma entrevista, e a Dagmar chegou perto de mim, me dando um papel, onde estava escrito que eu gravaria, com ele, a próxima entrevista e que teria que ser breve o momento da Carol. Fiz um sinal de positivo pra ela, enquanto o Roberval conversava, para tentar acalmar a Carol. Quando terminou a entrevista o Luan me olhou e se aproximou.

-Está tudo bem? Ele perguntou.

-Tá sim! Mor essa é a Carol! Puxei a Carol.

-Oi coisa linda! Ele sorriu e a puxou, abraçando-a.

Depois de termos tirado fotos, com a Carol, ela conversou um pouco com o Luan, e logo teve que sair. Eu adorava ver o brilho no olhar delas quando entravam e saiam do camarim. Logo eu e o Luan gravamos uma entrevista, e eu sentei, no sofá, ao termino dela. Eu e a Milena conversávamos, quando eu senti uma leve tontura. O Luan recebia as fãs, quando eu resolvi ir antes para o palco.

-Amiga está tudo bem? Você está segurando forte minha mão! A Milena me perguntava, enquanto atravessávamos a passarela, para chegar ao palco.

-To tonta! Olhei pra ela.

-Não é melhor você voltar?

-Não! Eu vou assistir esse show!

O show começou com a mesma abertura do DVD ao vivo no Rio. Ele entrou com Adrenalina e tirou o público do chão, com sua animação. Dava pra ver os olhos dele, brilharem, e o sorriso, fácil, no rosto dele. Ele estava muito feliz. E olhou em minha direção, piscando o olho, como se estivesse dizendo que estava tudo bem.

Eu ainda segurava firme a mão da Milena, até que o Roberval se aproximou e insistiu em me levar para o camarim, ele não queria me deixar ver o show no estado que eu estava.

-Eu vou ficar já disse! Falei firme.

O Luan olhou em nossa direção sem saber o que estava acontecendo e seguiu com o show. Eu não queria deixar de assistir a esse show, era muito importante pra ele, e pra mim também. Eu sabia que a tontura era uma coisa passageira, e que estava tudo bem comigo, tirando ela.

-Amiga você sabe que não pode ficar exposta muito tempo! Você tem que descansar! A Milena reclamava.

-Mais eu vou ficar aqui! Olhei pra ela.

Quando ele cantou chocolate, ele me olhou e fez sinal, eu iria ter que entrar. Eu não esperava por isso, fui pega de surpresa, sabendo disso.

-Eu que vou entrar? Olhei para o Rober.

-Ele que pediu!

Respirei fundo e abri um sorriso, quando ele fez um sinal para que eu fosse até ele. Quando entrei no palco o público gritou, em aprovação a escolha da garota chocolate. Ele brincou antes de colocar o chocolate em minha boca. Dançamos colados, e eu o abracei forte, a tontura tinha piorado, com todas aquelas luzes voltadas para a gente.

-Que foi? Ele perguntou em meu ouvido.

-Nada! Ia caindo! Sorri pra ele.

Voltei ao lugar que eu estava, sabe aplausos.

-Não olhem demais, não, que é minha muié! Ele brincou.

-Amiga você vai agora para o camarim! A Milena falou firme.

-Vou ficar aqui até ele acabar, já falei!

Um imprevisto aconteceu, ao término da música Meteoro, o palco ficou as escuras, e meu coração pulsou nervoso. Mais o Luan conseguiu passar por esse problema com humor e improvisou uma roda de viola, sentando na beira do palco, cantando músicas de sucesso, dele e de outros artistas. Ele estava feliz demais pra um apagão daqueles o atrapalhar:

-Eu não preciso de luz! Vocês são minhas estrelas, e nada vai atrapalhar essa noite hoje! Ele falava com o público.

Quando a luz do palco voltou ele seguiu o show com mais animação, ainda, e foi parar nos braços da galera. Ele desceu do palco, ficou em meio ao público, sob o coro de Amar não é Pecado.


Na hora da troca de roupa, ele veio em minha direção e me viu sentada, olhou preocupado.

-O que você tem amor? Ele falava enquanto trocava a roupa.

-Nada! Respondi na mesma hora, não queria preocupá-lo.

-Luan manda ela ir pro camarim, pelo amor de Deus! Ela esta tonta! A Milena se intrometeu.

-Que merda Milena! Fica quieta que eu não tenho nada! Reclamei.

-Mor...

-Luan agora! A Dagmar o empurrou, para que ele voltasse para o palco.

-Quem mandou você falar pra ele em? Olhei pra Milena.

-Você não está bem...

-Problema é meu! Eu ia falar com ele depois! Agora ele vai ficar preocupado comigo, parabéns! Cruzei os braços, com raiva.

Ele voltou e fazendo uma homenagem à Bahia, mais antes se benzeu para que nada acontecesse novamente. Tinha sido naquele momento, da volta ao palco, que no ano anterior ele tinha passado mal. Ele cantou hits do axé e sucessos do carnaval como; We are carnaval e terminou o show agradecendo, mais uma vez, as fãs, o carinho recebido e a todos da organização do evento.