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quarta-feira, 16 de março de 2016
terça-feira, 2 de outubro de 2012
FIM...?!
Tudo corria bem com a nossa família, eu e o Luan sempre nos desdobrávamos para ficar com o Rafa e satisfazer alguns desejos dele, que ele sempre nos pedia com aquele jeitinho dengoso e cheio de biquinhos lindos, que tinha herdado do pai. A cada segundo que passávamos juntos percebia que tudo na minha vida tinha dado certo e não me arrependia em nenhum momento de ter largado tudo, desde o começo, para viver o amor. O amor que sentia por uma pessoa, que era tão forte que não suportaria viver sem. Um amor que me ensinou a amar de outra forma, uma forma ainda mais pura; me ensinou a amar como mãe.
Desde o começo, desde que éramos pequenos que meus pais viviam viajando eu sabia que um dia eu o encontraria de novo, o Luan tinha marcado muito e isso tinha se confirmado com o nosso reencontro, onde tudo, realmente, começou a acontecer. Cada momento ao lado dele marcava demais e somente fazia o meu amor por ele aumentar, e eu o agradecia muito por ter insistido em nós dois. Foi com ele que descobri o que, realmente gostava de fazer o que me fazia feliz. Foi por ele e para ele que tomei forças para encarar todas as dificuldades e seguir minha vida.
Tudo o que eu passei com ele; cada momento, segundo, sorrisos, lembranças, brigas, saudade, beijos, ficarão pra sempre marcados em mim. Ao lado dele cresci, amadureci, me modifiquei e tudo por ele, para agradá-lo e para amá-lo a cada dia mais. Me enquadrei a vida dele para conseguir ser feliz e fazê-lo feliz, por que eu só me sentia completa quando ele estava ao meu lado e só ficava feliz ao ver o sorriso em seu rosto. E eu nunca vou esquecer dois dos seus sorrisos mais bonitos: um quando lhe contei sobre o Rafa e o outro quando nos casamos.
A minha vida era ele, na verdade eles; o Luan e o Rafa, os meus dois Rafa's. Faria tudo de novo, erraria e acertaria, tudo de novo, por que o resultado seria o mesmo: nós dois. Tudo o que eu acompanhei ao lado dele suas conquistas, suas lutas, seus momentos tristes e felizes, todos eles eu pudi perceber o quanto éramos ligados por que permanecemos juntos firmes e eu estava onde queria; ao lado dele. O Luan me via daquela forma, o porto seguro dele, onde ele podia se apoiar e eu tinha muito orgulho de representar aquilo para ele.
Sabia que pra ele eu significava muito mais que um ponto de apoio por tudo o que ele fazia e os esforços que ele fazia para me orgulhar e para me fazer sentir a mulher mais amada e feliz do mundo. E depois que o Rafa nasceu eu sorria, sempre, quando ele queria mostrar que estava presente e que também conseguia fazer tudo o que eu fazia. Quando ele ficava o dia inteiro com o Rafa, por que ele dizia que eu precisava descansar deixava, mas o Rafa já sabia que tinha que ajudá-lo e sempre ríamos quando eles voltavam e o Rafa me contava todas as trapalhadas do pai e eu chegava a conclusão que, por diversas vezes, o Rafa que tomou conta deles dois, o que me fazia ri.
O Luan continuou fazendo o mesmo sucesso orgulhando a mim, o Rafa, sua família e todas as suas negas. Sempre o ajudava e quando o Rafa nos acompanhava, sempre muito curioso, enxia o pai de perguntas e sempre reforçava o quanto queria seguir os mesmos passos do pai, o que deixava, ainda mais, o Luan cheio de orgulho. Ele já estava preparando outro DVD deixando o Rafa tão animado quanto ele e vivia revendo os planos e projetos no escritório.
Em uma das noites que ele estava revendo os projetos no escritório, depois de cantar pra me fazer dormir, ele seguiu para os projetos. Levantei, depois que me mexi e percebi que ele não estava ao meu lado, fui atrás dele, para fazê-lo voltar para cama e ir dormir. Passei pelo quarto do Rafa e o ajeitei na cama, rindo do que ele falar ao dormir, e o cobri direito lhe dando um beijo na testa. Ele estava lindo aos dez anos de idade, e iria puxar ao pai não só nos gestos e no seu jeito como no tamanho, o Rafa estava enorme. Fui para o escritório e como esperado ele estava lá.
-Mô vem dormir! Me aproximei dele.
-Já estou indo mô! Ele me olhou.
-Vem, mô! Eu disse pra você não trazer trabalho pra casa...! Sentei no colo dele.
-Pequena é rapidinho, prometo! Ele me olhou alisando minha coxa.
-Foi aqui que te dei a notícia sobre o Rafa, lembra? Sorri o olhando, pousando sua mão em minha barriga.
-Lembro! Claro que lembro! Ele sorriu.
-Então... Acho que aqui é um bom lugar para uma outra notícia importante! Sorri.
-O que...? Ele olhou pra sua mão sobre minha barriga.
-Parabéns papai! Sorri o olhando.
-Sério? Sério mesmo? Ele sorriu com os olhos cheios de lágrima.
-Tá duvidando da mamãe papai? O dei vários selinhos.
-Já te falei que você é a mulher da minha vida? Ele sorriu.
-Já! Mais é sempre bom escutar! Sorri.
-Brigada amor! Ele me olhou nos olhos.
-Brigada você por mais um presente e por ter compartilhado comigo todos os seus momentos! Lhe beijei.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A rotina maluca só está no começo... (Capítulo 220 - Parte 2)
-Mô o que você
acha dele tocar comigo, hoje? O Luan me perguntou quando estávamos no hotel.
-Não sei! E se
ele se assustar? Ele vai ficar muito exposto! Luan a gente tem que ir com
calma, e você sabe disso! Ele já é conhecido por ser seu filho, e pela
semelhança, agora isso? O olhei séria. O Rafa estava com o Roberval e o Max na
hora.
-A música dele é
muito boa! Ele só vai tocar comigo, eu prometo!
-Não insiste!
Você está deslumbrado com o Rafa, amor eu acho ele muito novo, não é fácil
fazer o que você faz, e você sabe disso!
-Só vão ser cinco
minutos amor!
-O Rafael não
vai...!
-Eu não vou o
que? Ele chegou perto de nós.
-Nada não...!
-Filho quer
cantar com o papai, hoje? Subir no palco e mostrar pra todo mundo a música que
você fez! Você quer? O Luan agachou para falar com ele.
-Luan o Rafael
não vai! Falei firme.
-Por que ele não
pode? O Luan levantou me olhando.
-Eu já te disse o
por quê! Meu filho não vai!
-Mais mãe eu
quero muito cantar com o papai!
-Viu ele quer!
Quando eu era mais novo os meus pais sempre me apoiaram!
Olhei para ele,
eu estava com medo pelo Rafael, pra ele tudo não passava de um sonho, mas eu
conhecia as dificuldades e de como ele se sacrificaria por isso. O Luan tinha
razão, eu era a mãe eu tinha que apoiar, mas meu medo de perdê-lo era maior.
-Você quer isso
pra você¿ Olhei para o Rafa.
-Quero ser que
nem o papai! Os olhos dele brilhavam, e o Luan sorriu.
-Quer mesmo, tudo
isso¿ Todo isso que o seu pai conquistou¿ De verdade¿!
-Quero! Ele falou
firme.
-Tá! Ele vai!
Respirei fundo.
Eu estava aflita,
não queria que o Rafa, desse um passo muito longo, eu sabia o que ele
enfrentaria e o Luan também, eu estava com medo dele se machucar, não ter
forças, isso poderia ser só uma fase, ele era muito pequeno.
O Luan estava
empolgado e passou o dia com a banda e o Rafa ensaiando a música do filho. Eu
estava observando eles e era impressionante como o Rafa queria que eles
tocassem, ele estava decidido de como ele queria a música e os gestos que ele
fazia eram idênticos aos do pai.
Eu não consegui
me concentrar com o Diário e muito menos na assistência a imprensa, eu estava
nervosa com o que o Luan iria fazer. Fomos juntos ao show e quando saímos
juntos da van foi uma chuva de fleches, todos queriam fotografar a família
junta, normalmente o Rafa saía longe do tumulto e acompanhado por seguranças e
pelo Roberval.
-Filho você quer
fazer isso mesmo? O olhei.
-Amor, por favor!
O Luan me olhou.
-Luan não enche!
-Mãe eu quero ir
com o papai! Ele segurou meu rosto para que eu o olhasse.
-É por que a
mamãe tá com medo do que pode acontecer depois, e o seu pai sabe muito bem do
que eu estou falando! Olhei séria para o Luan.
-Ele quer, ele
vai! O Luan falou firme.
-Luan já vamos
começar...! A Dag entrou no camarim.
-Dag dá um tempo
pra gente? Leva o Rafa com você! Levei o Rafa até ela.
-Mãe não briga
com o papai! Ele me olhou.
-Só vou conversar
com ele, vai com a Dada meu amor!
-Vamo, Rafinha! B
dez minutos! Ela saiu do camarim.
-O que foi? O
Luan me olhou.
-O que foi? Luan
eu sei que ele quer isso, mas e depois? A imprensa é dura, e você sabe disso
mais do que qualquer um! Quando o Rafael subir naquele palco não vão achar
bonitinho e nem vão considerar ele como uma criança, simplesmente vão tratar
ele como o filho do Luan Santana! O Rafael não vai poder desafinar, não vai poder
errar e muito menos ser fofinho! Ele é o filho do Luan Santana, do Gurizinho,
do Meteoro. Filho do menino que conquistou o Brasil cantando sertanejo solo e
mudando totalmente a cara do público e do visual sertanejo. Do menino que
cresceu quebrando recordes de vendas e de público, de prêmios. Vão enxergar
você lá em cima e não ele! É por isso que eu estou com medo, me entende e
pensa! Isso pode ser pra ele brincadeira mais você sabe que não é! Falei firme.
-Eu vou ficar do
lado dele, assim como meus pais ficaram do meu. Eu vou está lá em cima com ele,
ao lado dele e não vou sair! Olha pra mim! –Ele segurou meu rosto com suas
mãos. –Ele precisa da gente! Não vou deixar que nada aconteça, mas eu preciso
de você, a gente precisa de você! Eu sei que você quer proteger ele, mas ele só
precisa de um estimulo, se ele não quiser isso tudo bem, mas a gente tem que
mostrar que vamos está ao lado dele sempre. Eu preciso que você fique ao lado
dele, por que ele sempre buscou forças em você assim como eu, também. A gente
vai com ele para o palco tá?
-Tá bom! Desculpa!
Eu só queria proteger ele! O abracei.
-Te vivo! –Ele
beijou meu pescoço. –Me ajuda com a imprensa? Ele sorriu.
-Ajudo! O dei um
selinho.
Depois de o Luan
atender a imprensa e as fãs, no camarim, fomos para o palco, logo depois, de ele
ter rezado com todos da banda e produção.
-Boa sorte! Dei
um selinho nele.
-Brigada amor! –Ele
se benzeu. –Filho já sabe quando entrar né? Ele olhou para o filho.
-Já pai! O Rafa
sorriu.
A banda começou a
tocar a introdução da primeira música e ele apareceu no palco arrancando, como
sempre, gritos das fãs. Ele cantou vários sucessos antigos e novos e uma música
inédita do novo CD que estava por vir, até que ele olhou para gente e fez sinal
para que a banda parasse se voltou para o público e começou a falar.
-Hoje é um dia
muito importante pra mim e para o meu filho. Ele me mostrou ontem uma música
que ele fez, e eu fiquei orgulhoso, demais rapaz! Só não chorei por que a B
chorou por nós dois! –Ele sorriu. –E ele olhou pra mim e disse que queria ser
que nem eu, que queria cantar! Me lembrei quando eu era pequeno e tinha esse
mesmo sonho, só que eu não coloquei tanta responsabilidade sobre meu pai
dizendo que eu queria ser que nem ele. Mais eu vou ficar sempre ao lado dele por
que eu amo ele mais que a mim mesmo! Vem pra cá filho! Ele chamou o Rafa.
-Olha meu amor é
tudo uma brincadeira e se sentir medo olha para o papai e lembra de todo mundo
da banda, que todos eles vão sempre está ao seu lado, tá bom? Vai lá! Sorri
dando um beijo na testa dele.
-Tá bom! Ele foi
ao encontro do pai e arrancou aplausos das fãs, atiçando a imprensa.
Quando o Luan o
colocou sentado em um banco com o seu violão no colo, meu coração disparou. O
Luan me olhou e eu pedi para que ele ficasse ao lado do Rafa para que ele se
sentisse seguro. Quando a banda começou a tocar meu coração quase pulou pela
boca, o Rafa começou cantando e ele tinha o mesmo timbre do pai. Eu fiquei ali
observando quieta e com lágrimas nos olhos. A Dagmar me abraçou, também, emocionada.
-Essa nossa vida
só está começando! Ela sorriu.
-Um dia eu ainda
morro do coração! Sorrimos.
Eles cantaram a
canção que o Rafa fez, para mim, lindamente e os dois faziam uma dupla linda.
As críticas foram ótimas, mas sempre tem algum que fala demais. O Rafa foi
incentivado e decidiu de vez que queria ser cantor, mas eu e o Luan fizemos com
que ele acalmasse os ânimos o incentivando a terminar a escola.
Eu e o Luan
continuamos juntos e no mesmo ritmo, entre entrevistas, gravações de programa,
fotos e shows, muitos shows. Apesar do tempo o Luan continuou no mesmo embalo,
só fazia crescer e ocupou seu lugar no cenário musical conseguindo respeito e
surpreender todos com suas ideias e inovações. O Luan não deixava que os fãs
caíssem na rotina, ele nunca padronizava o show, sempre tinha uma nova ideia,
uma nova surpresa. E eu continuei o acompanhando como sempre fiz, mas sabia que
essa "rotina maluca" não iria parar com ele...
"E esse jeitinho...?!" (Capítulo 219 - Parte 2)
-Rafael já pegou
a mochila? Anda, a gente vai se atrasar! O Luan reclamava.
Acordamos, um
pouco, tarde e tivemos que nos arrumar rapidamente. Todos esperavam pela a
gente no aeroporto. A van já tinha chegado e o Luan não parava de olhar no
relógio, estava impaciente com a demora do filho.
-Calma! Pedi,
mexendo no iPad.
-Pede pra esse
menino descer! Já estou sem paciência! Ele me olhou e entrou na van.
-Grosso! –O olhei
e entrei em casa. –Rafael desce logo, anda! Gritei ele.
-To aqui! Fui
pegar meu vídeo game! Ele passou por mim.
-Você está
proibido de usar isso! Me dá, agora! Mandei.
-Mais mãe...!
-Nem mais nem
menos! Ninguém mandou você desobedecer a sua avó ontem! Me dá e rápido! Ele me
entregou e eu tranquei a porta de casa entrando na van.
-Oi B! O Rober me
cumprimentou.
-Oi Rober!
–Sorri. –Já falou com o Roberval, Rafael? O olhei.
-Já! Ele estava
de cara fechada.
-Você sabe o
porquê que eu tomei! O olhei.
-Sei! Ele cruzou
os braços.
-Por que ele está
assim? O Luan e o Rober perguntaram na mesma hora.
-Desobedeceu a
avó ontem, né Rafa? Conta pra o seu pai! Ajeitei a blusa dele.
-Só por que eu
não quis comer àquela hora! Mais a senhora chegou e eu comi! Poxa mãe! Ele me
olhou com cara de choro.
-Mô ele fica
assim quando a gente está pra chegar em casa, você ouviu o que a médica disse naquele dia...!
-Não interessa!
Ele tinha que ter comido! E se o meu voo atrasasse, ele iria ficar sem comer
até que horas? Interrompi o Luan.
-Dá o vídeo game
pra ele!
-Luan não começa!
Não vou dá e acabou!
-Não adianta! Pai
ela sempre faz isso! O Rafael abraçou o Luan.
-Se não fosse por
mim esse menino iria ser estragado a vida inteira! –Olhei feio para o Luan e
virei para o Rober. –O Max já chegou lá?
-Já! Ah! Avisei a
professora do Rafinha que você ligaria mais tarde, ela disse que estava
esperando a sua ligação!
-Ok! Luan pode
fazer esse favor pra mim?! O olhei.
-Posso! Quando
chegar ao hotel a gente liga! Ele sorriu.
-Já contou a
novidade para o seu pai? Olhei para o Rafa.
-Não precisa você
já contou! Ele virou o rosto, para não olhar pra mim.
-Rafael você está
querendo me tirar do sério hoje, né? Já basta à comida que você derrubou em cima
dos meus papeis!
-Mãe eu não
queria que você contasse a ele!
-Por que não? Perguntei.
-Por que eu só contei a você! Ele fez bico.
-Vem cá, vai?! Puxei ele para sentar em meu colo.
-Vai ficar essa semana comigo? Ele encostou as costas no meu peito.
-Estou pensando no seu caso...! Sorri beijando a bochecha dele.
-Fica mamãe, to com saudade, essa semana a senhora só ficou com o papai! Ele falou dengoso entrelaçando as nossas mãos.
-Eu fico meu pequeno! Beijei a mão dele o abraçando.
-Papai, vai ficar com a gente? Ele olhou para o Luan.
-Vou! Mais só na quarta! O Luan o olhou.
-E vai ficar até que dia?
-Até segunda! Olhei para o Luan.
-Desmarcou a reunião? O Luan me olhou.
-Não! Eu adiantei, fui sozinha! Sorri.
-Então a gente vai ficar juntinho até segunda cara! O Luan sorriu beijando a cabeça do Rafa.
-Vamo pra o sítio e depois a gente pode ir pra Salvador! O Rafa me olhou.
-Depois a gente ver o que faz, tem a semana toda! Apertei o nariz dele.
-Mais eu quero ir pra Salvador mamãe! Ele fez dengo.
-Mais que dengoso esse bebê, olha mô! Beijei a testa do Rafa.
-Será que a gente deve ir pra Salvador mô? O Luan me olhou sorrindo.
-Não sei mô! Sorri.
-Mamãe por favor! Ele fez bico.
-Nós vamos pequeno, mais lindo da mamãe! Abracei ele.
-Brigado! Ele sorriu.
-E esse jeitinho...?! O Luan sorriu.
-E esse denguinho?! Né meu bebê? Beijei a bochecha do Rafa.
Seguimos e quando
chegamos ao aeroporto algumas fãs estavam a nossa espera, o Rafael nos
acompanhava, sempre, ele adorava as fãs. Recebemos presente, e o Luan
autografou algumas coisas, o Rafael recebeu presentes também. Era
impressionante como ele sabia lidar com todas elas, e como ele sabia até onde
podia chegar e falar. Entramos no bicuço e a Dagmar o abraçou forte. O lugar do
Rafael era na poltrona que ficava na minha frente, ele entrava e ia direto para
o seu lugar, era involuntário que nem eu e o Luan. Eles acabaram dormindo a
viagem toda, e eu ajeitava algumas coisas para o Diário.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Era tudo o que eu queria... (Capítulo 218 - Parte 2)
-Quero que você
escute tá? Ele olhou para o Luan.
-Tá! O Luan
estava bobo, e orgulhoso.
-É que eu fiz
pensando na mãe, o senhor sempre faz música pra ela, e eu queria a sua opinião!
O Rafa se aproximou do pai e pareceu contar um segredo, fazendo o Luan sorrir e
balançar positivamente a cabeça.
O Rafael segurou
o violão, e com os mesmos gestos do Luan, começou a tocar uma melodia linda. A
música parecia ser lenta, parecia música romântica. Quando ele começou a
cantar, parecia que se fazia de calmante a voz dele, não era mais a voz do Luan
que me acalmava e sim a do Rafa. Ele tinha o mesmo tom do Luan, na voz, e não
desafinava em nenhum momento.
“Era tudo o que eu
queria; abandonar o mundo e seguir ao teu lado, eu iria. Eu iria além da vida,
e seguiria sem me importar com mais nada! Eu queria que você viesse e me
levasse. Me tirasse de todos os problemas. Eu teria coragem, sim, de largar
tudo e seguir o meu mundo que é você." Ele terminou de cantar e me olhou.
Eu estava
encostada a porta chorava, as lágrimas eram incontroláveis, naquele momento. Eu
percebi que eu não iria largar a minha “rotina maluca”, tão cedo. O Luan me
olhou, e sorriu, logo depois abraçou o filho e segurou, firme, as lágrimas que
inundavam seus olhos, naquele instante.
-Nem eu faria uma
música tão linda assim pra ela! Vai abraçar ela, é o que eu faço depois! O Luan
sussurrou no ouvido do filho.
-Mãe, foi pra
você! Ele me olhou e eu fiquei parada sem reação.
-Pra mim? Sorri.
-Pra você! –Ele
levantou e veio me dar um abraço forte. –Eu te amo muito! Não gosto quando vai
embora. Por mim eu ia junto! Ele sussurrou em meu ouvido.
-Eu também te amo
meu amor! Também não gosto quando eu tenho que ir e te deixar aqui, mas pelo o
que eu vi, daqui a uns dias a gente vai viajar juntos, mas eu vou está
acompanhando você e não o Luan Santana! Sorri o olhando.
-Escreveu quando
filho, a música? O Luan perguntou.
-Semana passada
quando a mamãe dormia, eu fiquei olhando ela! Ele sorriu.
-Sabia que eu
também faço assim?
-Sabia! Ele
sorriu.
-Agora chega, né? To cansada de chorar já! –Ri. –Amanhã a gente vai viajar e eu quero todo mundo
descansado, principalmente você amor! Dei um beijo na testa do Luan.
-Pra cama Rafa! O
Luan o colocou na cama, eu o cobri e logo demos boa noite a ele e saímos
abraçados do quarto, entrando no nosso.
-Incrível! Será
que ele vai seguir o mesmo caminho que o seu? Por que agora você é o exemplo
pra ele, nunca se sabe o futuro! Olhei para o Luan.
-Não sei! Mais a
moda é muito boa! Amor acho que a gente caprichou demais na hora de fazer ele!
O Luan me puxou e me beijou.
-Caprichou mesmo!
Sorri.
-Quero você! –O
Luan trancou a porta e me deitou na cama, me beijando intensamente. –Te amo
demais! Ele sussurrou em meu ouvido, enquanto tirava a minha roupa.
Uma incrível surpresa... (Capítulo 217 - parte 2)
O Luan entrou em
casa, e viu que tudo estava quieto. Olhou a sala e o controle do vídeo game
estava no sofá, sorriu ao perceber que o filho estava jogando, foi na cozinha,
estava morrendo de fome e pegou algo para comer. Subiu as escadas, estava
morrendo de saudade dos dois, mas estava muito cansado, ele tinha viajado
depois do show, não tinha dormido direito.
Passou pelo
quarto do filho e viu que ele não estava na cama, abriu a porta do quarto e o
cheiro dela invadiu o ar, o fazendo respirar profundamente, e sentir calma. Ele
viu que eles dormiam juntos e foi para o banheiro, tomar banho.
-Mô? Ele estava
agachado ao meu lado.
-Oi meu amor!
Sorri e o dei um beijo.
-Chega pra lá! O
Rafa está no meu lugar! Ele sorriu.
Me afastei e o
Luan deitou, o Rafael se mexeu, e eu e o Luan rimos, baixo, não queríamos
acordá-lo. Ele ficou de frente para mim, e me beijou.
-Ele está
apaixonado! Sorri, falando para o Luan.
-Sério? Por quem? O Luan perguntou baixo.
-Pela Laís,
lembra? Falei baixo.
-Ah! Sei quem é!
–Ele sorriu, levantando o corpo para ver o filho. –Eu te quero muito! Ele me
beijou.
-O Rafa está
aqui! Sorri, falávamos cochichando.
-Eu sei! Ele
disse que queria me mostrar uma coisa, sabe o que é?
-Não sei, não!
-Mãe, me abraça!
O Rafael pegou a mão do Luan, pensando ser a minha, eu e o Luan rimos.
-Abraço meu amor!
O Luan brincou rindo.
-Pai?! O Rafa
acordou assustado.
-Oi filho! O Luan
sorriu.
-Mais você disse
que não viria...!
-Queria que eu
ficasse lá? Eu volto!
-Não! Vem cá, quero te mostrar uma coisa! O Rafael levantou rapidamente, e saiu do quarto
puxando o Luan.
Fui atrás e
quando vi, ele tinha colocado o Luan sentado, na cama dele, e estava pegando o
violão. Eu e o Luan nos olhamos, e nenhum dos dois acreditou no que iria
acontecer. O Rafa sempre tocou as músicas do pai no violão, mas dessa vez seria
diferente. Ele sentou na cama, ao lado do pai, e me olhou sorrindo. Era
incrível o quanto os dois eram parecidos, no jeito de sorrir, de andar, de
falar ou de fazer algum gesto. Às vezes eu enxergava o Luan no Rafael,
facilmente. Até o jeito de me olhar ou de procurar apoio, em mim, os dois se
pareciam, mas claro que com suas diferenças.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A saudade do pai... (Capítulo 216 - Parte 2)
-Mãe! O Rafa me
chamou quando ele me viu.
-Oi meu amor!
–Sorri. –Ele está aqui há quanto tempo Bruna? Perguntei olhando para ela.
-Tem um tempo, e
não quis sair para nada, nem comeu!
-Rafael eu não
vou precisar falar com você né?! Reclamei.
-Ah! Mãe eu...
-Agora! O olhei
séria e ele saiu.
-Cadê meu pai? Ele me abraçou.
-Está viajando
e...
-De novo? Ele
saiu batendo o pé e eu fui atrás dele.
-Filho você sabe
que seu pai não pode ficar voltando, para casa sempre! Sabe quem é seu pai né?!
Entrei no quarto, que era do Luan e virou o dele.
-Eu sei! Mais a
gente vai viajar? Ele me olhou sorrindo.
-Não sei! Vai
tomar banho, vai!
Desci e fui
preparar a comida dele, juntamente com a Dona Marizete, ele desceu falando no
celular, com o Luan. Ele sorriu e pareceu triste, tinham três semanas que os
dois não se viam.
-Mãe ele quer
falar com você! Ele me entregou o celular com uma cara triste.
-Oi amor! Atendi.
-Vem com ele,
amanhã!
-Está bem! Sorri.
-Diz a ele que eu
o amo. E eu te amo meu bebê!
-Digo! Também te
amo! –Desliguei. –Filho seu pai disse que te ama! Agora come! Coloquei o prato
na frente dele, na mesa e me sentei ao seu lado.
-Ele só falou
isso? Ele me olhou, enquanto brincava com a comida. Ele tinha a mesma mania
irritante do pai.
-Não, mas depois
eu te digo! Sua professora falou para sua avó que você anda disperso nas aulas,
posso saber o porquê?
-Depois eu te
falo! Ele me olhou envergonhado.
-Come direito que
a gente vai pra casa, depois que você comer!
Ele se despediu
da avó e da tia, entrou no carro e colocou o CD do pai para ouvir. Ele ficou me
olhando.
-Que foi? Perguntei.
-Por que ele não
veio?
-Agenda de shows,
você sabe! Sua mãe não serve¿ Sorri.
-Serve, mas...
-Eu sei! Olha o
que seu pai te mandou! –O entreguei o novo CD, com dedicatória para ele. –É o
primeiro! Sorri.
-Sério? Ele pegou
e leu.
-Sério! Tá com
mais moral que eu, seu pai disse que eu vou ter que comprar o meu! –Sorri, ao
ver ele sorrindo. –Amanhã a gente vai ver seu pai, bestão! Fiz cócegas nele.
-A gente vai no
bicuço né?!
-Vai! Sorri.
Passamos o dia
ouvindo o novo CD por que o Rafael não tirava do som. Quando chegou a noite ele
pediu para que eu fizesse terere para ele beber antes de dormir. Fui deitar
tarde, depois de acertar a aparência do novo site do Diário e do Luan. Subi e
quando terminei de tomar banho, me assustei com o Rafael sentado na cama.
-Tá sem sono? Eu
também! Sorri.
-Não! Quero te
contar uma coisa! Ele fez a mesma cara que o pai fazia quando queria me dizer
algo, que para ele era sério.
-Fala! Sentei ao
seu lado.
-Eu to gostando
de uma menina de lá da minha sala, por isso que eu estou desconcentrado...!
-Quem é a menina? Perguntei curiosa.
-É a Laís!
-A Laís? Ela é
linda! Conheço os pais dela, na verdade eu e seu pai, eles fazem um trabalho
lindo no hospital do câncer aqui de Londrina...!
-Mãe, me fala
como foi com você e o pai?
-Você sabe essa
história de trás pra frente! Ri.
-É que assim eu
acredito que vai dá certo!
-Ai meu Deus!
Você está escutando demais as músicas do seu pai! Rimos e acabamos dormindo
juntos.
Os primeiros e mais importantes momentos (Capítulo 215 - Parte 2)
Ele estava
crescendo rápido, e a primeira palavra dele foi “papa”, apontando o Luan,
quando estávamos no shopping e passamos pela vitrine da “Loja das Estrelas”, a
loja dos produtos licenciados LS.
-É o que Rafa? Eu
passo o dia inteiro com você, troco suas fraudas, te carreguei nove meses e a
primeira palavra é “papa” e ainda aponta para o pai! –O carreguei no colo e
sorri. –Você sabe que seu pai vai ficar completamente besta com isso né¿ Mais
fala “mama” também poxa! Sorri.
O Rafael adorava
viajar com a gente e fazia a festa no bicuço. Era o chamego de todos da banda e
das fãs também. Ele adorava quando recebia presentes delas, mas ele demorou
para ter esse contato direto com os fãs e a imprensa. Eu e o Luan sempre demos
muita atenção para a segurança e privacidade dele, eram muitas cobranças em
cima de uma criança e queríamos que ele aproveitasse ao máximo a infância dele.
Os primeiros
passos dele foram, em casa, quando o Luan entrou pela porta, enquanto ele
brincava com alguns brinquedos. Ele simplesmente levantou, se apoiando no sofá,
e foi em direção ao pai. Eu e o Luan ficamos olhando feito bobos aquela cena.
-Vem para o pai,
vem filhão! O Luan agachou, largando tudo o que ele trazia, nas mãos, no chão.
O Rafa me olhou e
sorriu, parecia que ele queria minha ajuda, procurava apoio.
-Vai filho! Vai
para o papai! Sorri.
Ele olhou para o
Luan e desengonçado deu os primeiros passos sozinho. Lágrimas caíram dos meus
olhos, mas eram de alegria. Ver ele dar os primeiros passos, se aventurar
daquela forma e sozinho, era encantador.
O Rafael já estava com nove anos, e já nos surpreendia e as fãs também, com as semelhanças com o Luan. O jeito, o cabelo, a boca e os gestos que fazia. Ele começou a viajar com a gente quando completou três anos, antes disso, eu sempre voltava para casa para vê-lo e ficar com ele. Ele demonstrava muita personalidade, e amava ficar na casa de praia, em Salvador, além de gostar de sentar na areia e ficar tocando o violão.
O Rafael adorava
pescar, e apostava com o Luan quem iria pegar o primeiro. Às vezes eu ia junto
com eles e acabava pegando primeiro o peixe e maior que o dos dois. Eles
ficavam bravos e eu ria. Ele gostava de muitas coisas que eu também gostava, e
nos dávamos bem, ele me contava tudo e a Dona Marizete falava que lembrava, ela
e o Luan. O Rafa tratava a Bruna como irmã. A Bruna ficava boba com o sobrinho,
dava sempre tudo o que ele queria, a Bruna estava linda e o Rafael sentia mais
ciúmes que o pai, dela.
Eu estava
cansada, e voltei para Londrina, mas o Luan não pode ir passar o final de
semana com a gente devido à agenda. Apesar do tempo o Luan sempre se manteve
quebrando recordes e as fãs aumentavam a cada dia.
-Oi B! A Marizete
me cumprimentou, quando cheguei a casa deles.
-Oi sogrinha!
Cadê o Rafa? Deu trabalho? E a escola? Perguntei a ela.
-Está na piscina
com a Bruna! Não deu trabalho nenhum, ele sabe que tem que se comportar só não
conseguir o fazer comer. Quando vocês estam pra chegar, em casa, ele sempre
fica assim. –Ela sorriu. –Então, tem reunião amanhã e a professora queria muito
falar com vocês, ela acha que ele está desconcentrado...
-Como assim? O
Rafael, sempre foi um bom aluno! A olhei.
-Eu sei, mas ela
acha que ele está gostando de uma amiguinha! Ela sorriu.
-Sério? Ele não
me disse nada! Sorri.
-Sério!
Entrei e fui
direto para a área da piscina. Encontrei a Bruna desenhando novas roupas, para
a marca Luan Santana e para a loja dela que ela iria abrir. A cumprimentei e
fiquei observando o Rafa brincar na piscina. Ele estava grande, e estava na
hora dele ter seu primeiro amor. Lembrei-me de mim e do Luan e torci para que
acontecesse a mesma coisa, para que ele fosse feliz do mesmo jeito.
Tudo seguiu bem... (Capítulo 214 - Parte 2)
Todos ficavam
bobos com o Rafa, ele e o Luan se pareciam muito, exceto pela boquinha, que era
bem carnuda que nem a minha, mas bastante desenhada como a do pai. Até as
caretas que o Rafa fazia, ao levantar a sobrancelha eram idênticas as que o
Luan fazia. Nos dias que o Luan ficava longe o Rafa ficava inquieto e não
desgrudava de mim, rejeitava os avós e a tia e quando eu saia de perto ele
chorava muito; era a saudade do pai. Mais dormia, quando eu colocava o celular
no viva-voz e o Luan começava a cantar.
Em uma das noites
em que o Luan estava viajando deitei o Rafa, que já estava com três meses, ao
meu lado na cama, quando ele dormiu e ele se mexeu colocando a mãozinha em
minha barriga, me arrancando um sorriso. Dormi como Rafa na nossa cama, antes
ele me deu um trabalho enorme para dormir, por que o Luan não ligou, o que me
deixou preocupada, mas logo ele mandou uma mensagem pedindo desculpa.
Já eram três da
manhã, quando eu cheguei na frente da nossa casa, depois de ter feito três
shows seguidos. Eu iria voltar para casa pela manhã, mas eu resolvi antecipar,
estava morrendo de saudades dela e do nosso pequeno. Entrei em casa e fui
direto para a cozinha comer algo, depois que coloquei minhas coisas no sofá. Olhei
toda a nossa casa e respirei fundo, o cheiro dela e do nosso filho estava por
toda ela, fechei meus olhos e aquele cheiro me relaxava.
Subi passando
pelo quarto do Rafa e vi que ele não estava lá, fui para o nosso quarto
sorrindo, sabia que ela estaria deitada com ele. Não tinha cena mais linda; ver
ela e o Rafa dormindo juntos. Tirei uma foto, daquele momento, e sentei ao lado
dela, fazendo carinho em seu rosto. Ela aparentava cansaço, sabia que aqueles
dias que passei fora, mesmo com a ajuda da minha mãe e da Bruna, não foram
fáceis; o Rafa não desgrudava dela, um instante, quando eu não estava em casa.
-Oi mô! Olhei pra
ele.
-Te acordei? Ele
beijou minha testa.
-Não! Tudo bem!
Sorri.
-Vou levar o Rafa
para o quarto, tá?
-Tá!
Levei o Rafa para
o quarto, depois que ela o deu um beijo na cabeça, segurei ele com cuidado em
meus braços e ele abriu os olhos, sorri pra ele. Ele segurou minha blusa, com
força, enquanto eu ninava ele cantando baixinho, pra ele. Quando ele dormiu,
novamente, o deitei no berço e fiquei observando o meu pequeno dormir, se eu
pudesse passaria a vida inteira o vendo dormir. Voltei para o nosso quarto e a
B dormia na cama, fui tomar banho, rápido, para colocá-la em meus braços e
dormir sentindo o cheiro e o calor do corpo dela.
-Que saudade de
você! Senti ele me abraçar.
-Demais! Ele
beijou meu pescoço.
Virei de frente
pra ele e o olhei nos olhos sorrindo, passei minha mão por sua nuca e alisei,
levemente, enquanto ele fechava os olhos para sentir meu carinho. Dava leves
selinhos e mordia seu lábio, estava morrendo de saudade do gosto dele e o
beijei intensamente. Ele me puxou pela cintura juntando nossos corpos e
aumentou a intensidade do beijo. A mão dele deslizou da minha cintura até meu
peito, me fazendo sorrir e sentar na cama. Ele me olhou deitado, ainda, e me
viu tirar a camisola que vestia, ele sorriu e também sentou e me beijou,
inclinando o corpo me fazendo deitar, novamente, colocando o corpo sobre o meu.
Não demorou muito
para que ficássemos sem nada, que nos impedisse de nos amar. Ele me fazia
carinhos pelo corpo e beijava meu pescoço, boca e ombro, mesclando mordidas,
que me faziam arrepiar. Eu fechava meus olhos para sentir aquilo com mais
intensidade quando ele beijava meu corpo, levemente, parecia acariciar minha
pele com sua boca, aumentando meu desejo de está ali.
O movimento que
ele produzia sobre meu corpo estava intenso, estávamos com saudade de nos amar
daquela forma, a maioria das vezes nós dois estávamos cansados demais pelo
trabalho e por nosso papel de pais e nos contentávamos com beijos e carinhos.
Tínhamos esquecido de nós dois, mas a saudade nos fazia lembrar do quanto era
bom aqueles momentos como o que estava acontecendo, naquele instante. Ele
sentou na cama, me puxando junto a ele e eu me encaixei nele, enquanto beijava
o seu pescoço sentindo o nosso cheiro nele e a pele dele arrepiar.
Ele me ajudava
nos movimentos segurando firme minha cintura, mas com cuidado para não me
machucar. Ele mordia meus lábios, quando segurou mais firme meu cabelo e
inclinou minha cabeça, para o lado, cuidadosamente. Ele, então, começou a
beijar meu pescoço passando a língua levemente, enquanto eu aumentava o
movimento do meu corpo, fazendo nosso prazer aumentar.
Tudo estava muito
intenso e a saudade nos fazia esquecer o cansaço dos nossos corpos e a nossa
respiração falha. Quando ele sentiu que os nossos corpos estavam quase exaustos
deitou sobre mim, novamente, na cama. Ele passou a fazer leves movimentos e
beijar minha boca com mais delicadeza. Meu corpo estava mole, eu estava exausta
e ele também. O Luan continuou deitado sobre mim, pousando a cabeça sobre meu
peito, enquanto tentávamos recuperar o fôlego.
-Te amo! Ele me
olhou erguendo, um pouco, a cabeça.
-Te amo mais!
Sorri, ainda, respirando rapidamente.
Ele beijou do meu
peito a minha boca e deitou ao meu lado, nos cobrindo direito. O abracei, pousando minha cabeça sobre o peito dele ouvindo as batidas, ainda aceleradas
do seu coração. Era maravilhoso saber que o coração dele pulsava daquela forma
por minha causa, por causa do momento maravilhoso que tínhamos tido. Ele fazia
carinho em minhas costas quando ouvimos o choro do Rafa.
-Eu vou pegar
ele! Ele levantou vestindo a bermuda e foi pegar o Rafa.
Ele voltou com o
Rafa, chupando a mãozinha se babando todo, e o colocou deitado ao meu lado. Eu
estava enrolada no lençol e o Rafa me olhou com uma carinha de choro e eu já
sabia o que ele estava querendo dizer; ele estava com fome, queria mamar.
Sentei na cama e o Luan me deu ele, e o coloquei para mamar. O Rafa mamava,
enquanto fechava os olhos, parecia brigar com o sono arrancando de mim e do
Luan um sorriso. Ele acabou dormindo e o Luan o levou para o quarto, enquanto
eu fui tomar banho. O Luan entrou no banheiro e tomamos banho juntos, trocando
carinhos, e logo voltamos a nos deitar abraçados, e dormimos trocando carinhos.
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