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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quer casar?

Em meio a agitação daquele dia eu cheguei no hotel e dormir. Acordei com o Luan me olhando.

-Que foi? Perguntei.

-Casa comigo?

O Luan me pediu aquilo de um jeito sério. De um jeito que ele nunca havia pedido, normalmente era em um tom de brincadeira.

-Por que isso agora? Perguntei assustada.

-Por que você se assusta ainda?

-Luan eu já te disse o por que!

-Mor o que impede? Nada! Eu acho que você não quer.

-Achou errado! Luan borá mudar de assusto, ou a gente vai acaba brigando.

-Me diz o por que então? Ele levantou da cadeira, onde ele estava, e veio sentar ao meu lado na cama.

-Por quê? Ta digo! Amor você ainda tem muita coisa pra fazer, pra conhecer, pra experimentar! Sua carreira só esta começando, Luan. Olha; eu não quero te prender a nada, nem a mim. Ta, bom do jeito que ta.

-Me prender?

-É Luan! Se a gente casar você vai ficar, de certa forma, preso. Terminar um namoro é mais fácil!

-E quem disse que eu vou terminar?

-Eu não estou dizendo que você vai terminar... A gente nunca sabe o amanhã!

-Mais o que você quer?

-Eu quero o que? Que a gente continue assim! Acariciei o rosto dele e ele me olhou.

-Eu quero muito!

-Por que isso?

-To ficando velho! Ele piscou.

Eu ri.

-Você ta o que? Luan pára, você só tem vinte anos!

-Quer que eu fale o porquê, mesmo?

-Quero!

-Por que quando a gente achou que você estava grávida veio em mim uma sensação maravilhosa e uma alegria inexplicável. Uma sensação que nunca tinha sentido. Foi como se eu tivesse plena certeza do que eu estava fazendo e que não era em vão o que eu estava sentindo. Você é a mulher que eu quero ter uma família e envelhecer junto!

Eu não falei nada, simplesmente, levantei e dei um beijo nele.

-E ai? Casa com eu? Ele perguntou.

-Minha resposta vai ser sempre sim!

-Então... (O Luan levantou da cama, em um pulo e pegou o celular)

-Luan você vai ligar pra quem? Perguntei assustada.

Ele começou a ri.

-Ah! Luan sem graça!

-Amor, foi brincando vem cá!

Ele foi até mim e me deu um beijo.

-Não gostei mesmo!

-Eu gostei da resposta! Ele deu um sorriso.

-Legal!

-Ah! Vai ficar brava comigo? Ele me perguntou.

-Vou pensar! Dei um sorriso e me enrolei no lençol.

Ele me abraçou.

A desconfiança

Depois de muitos shows pelo Brasil voltamos a São Paulo, as apresentações dele já estavam esgotadas há quase um mês. A família foi acompanhar. Vieram a Bru, a mãe e o pai.

-Oi Bru!

Falei com a Bruna assim que ela entrou no meu quarto e do Luan. Eu estava assistindo TV e o Luan havia ido ver os pais.

-Cunha por que você não foi lá?

-To meio mal, enjoada! Expliquei.

-Sabe o que é? A mãe do Luan entrou com ele. Estavam abraçados.

-Não! Acho que foi a comida sogrinha.

-Ela ta assim tem um tempo. O Luan respondeu.

-Quanto tempo? A mãe dele perguntou desconfiada.

-Desde ontem! Mais nada de mais, tomei um remédio. Sorri.

Ficamos no quarto conversando. A Bru eu e o Luan conversamos muito e rimos também.

-Amor você ta melhor? O Luan me perguntou no ensaio, no local do show.

-To sim meu amor! Acho que foi a comida mesmo.

-Tem certeza?

-Tenho, relaxa!

Na hora do show, estava lotado. No Diário entrevistei uma apresentadora de TV que foi fazer uma matéria como Luan e entrevista-lo. Tiveram alguns famosos presentes. Pela primeira vez a Bruna ajudou no Diário, as fãs amaram. Nós, eu e a Bru, estávamos de preto, ela com um vestido e eu com uma calça jeans escura uma blusa preta só o salto que era rosa claro.

O show foi incrível. Tudo deu mais que certo, foi perfeito.

Entrei no quarto e fui direto pro banheiro, fechei aporta e tranquei. Eu estava muito enjoada, vomitei.

-Vida, abri a porta! O Luan batia na porta.

Abri aporta e abracei-o.

-Mor me ajuda! Falei com ele chorando.

-O que foi vida? Ele falou preocupado.

-Me ajuda mor! To mal de novo!

-Vem cá!

Ele me guiou até o banheiro e me deu um banho, me vestiu e sentou na cama me deixando deitada e fazendo carinho em mim. Dormi. Demorei, mas dormir. Estava me perguntando: “Será que eu to grávida?”

-Mor se eu estiver grávida? Acordei o Luan com essa pergunta.

-Uê! Por que isso?

-Por que eu to assim, sei lá!

Ele me abraçou e olhou em meus olhos.

-Mor você tem que ir ao médico ai a gente ver o que está acontecendo.

-Tem certeza? Perguntei a ele meio assustada.

-Tenho mor! É melhor a gente não pensar em nada antes de saber direitinho. Ele sorriu.

-Ta! Abaixei minha cabeça.

-Mor eu vou está com você não importa o que aconteça, ta bom?

-Ta!

Ele simplesmente beijou minha testa e me abraçou.

-Você ainda ta se sentindo mal? Ele perguntou.

-Não!

Nós tomamos café da manhã, o Luan e a mãe dele me faziam comer tudo. Depois do café subimos para o Luan se arrumar, ele iria participar de um programa de TV.

-Amor você fica! Minha mãe e meu pai com o Max vão comigo, você vai descansar! Ele falou quando viu que eu estava me arrumando.

-Mais Luan...

-Eu já disse! Nem vem discutir! Ele falou pra mim.

Ele foi, ao programa, eu e a Bruna, ficamos assistindo pela TV, era ao vivo. Assistimos a apresentação e cantamos junto com ele. Até que o apresentador fez uma pergunta:

“E a namorada, Luan, por que não veio? As meninas estam perguntando. Aconteceu alguma coisa?”

“Não! Não aconteceu nada! Ela ta no hotel, está meio indisposta, ficou descansando, mas não se preocupem é cansaço mesmo. Beijo mor!” Ele olhou pra câmera e fez um coração com as mãos.

-Que lindo! Eu falei e fazia um coração também.

A Bruna jogou um travesseiro em mim. A gente começou uma guerra de travesseiro. A gente riu e brincou até o Luan chegar, por que eu tive que voltar a minha rotina. Eu e o Max feito doido, no ensaio do show do Luan, revendo tudo que iríamos fazer pro Diário. Lá fora fui abordada pelas fãs que perguntavam: “B você está bem?” e eu respondia que só era cansaço e que eu já estava melhor.

O show, mais uma vez, foi incrível e lotado. Saiu tudo do jeito que imaginamos, até melhor. Eu estava mais disposta e com menos enjôos, estava bem melhor. Dona Marizete não tirava o olho de mim, parecia procurar alguma pista do que eu tinha. Ela andava desconfiada.

Eu e o Luan combinamos de passar em Salvador para irmos a minha médica. Não contei para minha mãe, ela iria entrar em crise. Avisei para a Mi, a Carol e a Ju, que ficaram ansiosas e brigaram comigo, na verdade, me deram conselhos.

Estávamos no carro indo para o consultório. O clima dentro do carro era tenso. Eu estava tensa e o Luan, dirigindo, tentando me fazer relaxar. Fomos os primeiros, do dia, atendidos, para evitar tumulto. Chegamos e foi à médica que nos atendeu, nem a secretária dela havia chegado.

-Oi Bia! Luan... Ela nos recebeu.

-Oi! Eu e o Luan respondemos juntos.

-Então vamos saber a verdade.

“Como ela pode falar isso com um sorriso no rosto?” Eu pensei.

Eu e o Luan entramos. Eu deitei na “cama” e a médica passou um gel na minha barriga, nessa hora segurei a mão do Luan, que sorriu pra mim.

Durante a viagem eu fiz mil perguntas ao Luan, do tipo; “E nossos pais?” “E a gente?” “Amor promete?” eu estava insegura quanto a isso, mas estava feliz, também, afinal, iria ter um filho do amor da minha vida. Mil coisas se passavam em minha cabeça, eu estava preocupada.

O Luan se mostrava mais tranqüilo e sempre me acalmando. Me dizia pra eu esquecer os outros e pensar na gente. “Amor eu vou está com você! A gente vai criar essa criança com muito amor e não irá faltar nada pra ela. Eu sei que nossas famílias irão nos dar bronca mais depois os corações amolecem!” ele sempre me ajudava e me tranqüilizava. Era só ele dizer que me amava que eu ficava tranquila.

A médica colocou o parelho de ultra-som em minha barriga e meu coração disparou.

-Vamos procurar! A médica sorriu.

“Ela ta demorando!” pensei.

A médica variava as caras e bocas que ela fazia e eu sem saber de nada. A tensão só aumentava.

-Então doutora? Eu perguntei impaciente.

-Bia eu achei uma coisa aqui...

Eu arregalei os olhos e o Luan sorriu.

-...seu estomago, fígado, útero, mas nada que chegue perto de um óvulo fecundado.

Quando ela falou aquilo o Luan se acabou na risada, eu o belisquei. Senti-me mais aliviada e ao mesmo tempo faltava algo em mim, acho que já tinha me acostumado a idéia de ter alguém dentro de mim.

-Tem certeza? Perguntei.

-Tenho, mas mesmo assim quero que faça um exame de sangue. A médica me respondeu enquanto limpava minha barriga.

-Viu? Eu disse pra não entrar em desespero antes da hora. O Luan falou quando estávamos no carro.

Eu sorri. Liguei para as meninas e avisei que não era gravidez e que estava indo em uma clínica ver o que era realmente. Na clínica o médico disse que pelos sintomas era uma pequena virose e que eu tive sorte de não ter evoluído, pelo tempo que eu estava sentindo isso. Ele passou um remédio se os sintomas voltassem e me liberou.

Na clínica demos um susto na recepcionista e nos pacientes. Eu e o Luan ficamos esperando nossa vez como qualquer outra pessoa. No tempo que esperamos tenho certeza que o Luan curou umas três meninas, ele cantou pra elas a pedido delas.

Ao final desse dia agitado, fomos para o aeroporto, depois de ter deixado o carro da minha mãe em casa, meus pais estavam viajando por causa do trabalho, o Luan iria grava um programa de TV.

Fotógrafos...

-Mor? Ele me chamou.

Já era dia. E eu estava mais feliz e mais leve que nunca.

-Oi! Respondi, mas permaneci deitada.

-Você tem explicação pra ontem? Ele falou com um sorriso e com um tom assustado.

-Por quê? Virei pra ele.

-Ontem foi diferente, foi mais...

-Incrível? Mágico? Especial?

-Ainda não são essas palavras, mas servem. Ele sorriu e me deu um beijo.

-Já tomou banho? Perguntei.

-Já! A Dada me chamou cedo, pra fazer uma entrevista.

-E que horas são? Perguntei assustada.

-São quase onze da manhã. Ele riu.

-E você não me acordou?

Levantei, catei a toalha e fui pro banheiro.

-Calma amor!

-E o Diário?

Estava no banho.

-O Max foi comigo! O Luan entrou no banheiro.

-E porque não me chamou?

-Porque você estava tão linda dormindo, deu pena de te acordar. Ele sorriu.

-Ah! E por isso me deixou aqui?

-Foi! O fotógrafo, que estava tirando umas fotos durante a entrevista, queria te ver e ainda disse que quer marcar uma seção com você.

-Oxe! Por quê?

-Por que ele disse que você tem um olhar marcante e é fotogênica. Os olhos do Luan brilhavam.

-E você?

-Ah! Fiquei todo orgulhoso da minha namorada. Sugeri uma seção eu e você dia dos namorados o que você acha?

-Gostei! Devolve minha toalha Luan Rafael! Não começa!

-Eu vou tomar banho!

-E minha toalha tem o que haver?

-Assim a dona não sai do banheiro e toma banho comigo. Ele deu um sorriso safado e entrou no banheiro.

Os shows no Sul foram ótimos. Depois fomos pra São Paulo fazer uma seção de fotos pra uma revista, para o dia dos namorados. O fotografo era o mesmo que tinha me elogiado.

-Nossa! Eu vou te fotografar! Ele sorriu.

-Ah! Acho que sim! Respondi sem graça.

-Eu acho você bem fotogênica...

Ele ia me elogiando e eu ia me escondendo atrás do Luan de vergonha. Eu e o Luan, todos diziam, éramos bonitinhos, ele com seus 1,75 de altura e eu com apenas 1,60. Quando eu ficava envergonhada eu me escondia atrás dele.

-Mor você ta linda! O Luan falou depois que eu apareci arrumada.

-Amor pára! To sem graça já!

Ele chegou perto, alisou meu rosto e me disse:

-Te amo!

Eu sorri.

O fotografo estava tirando fotos desse momento. Durante a seção ele deixou a gente bem à vontade e as fotos saíram lindas.

-Eu disse que você estava linda! O Luan falou.

Depois da seção fomos almoçar em um restaurante e os fotógrafos se aproveitaram. Eu e o Luan nunca tínhamos saído pra almoçar ou jantar, assim, em um restaurante, por falta de tempo. Até eu me surpreendi quando ele me chamou.

-Nossa! Esse milagre aconteceu por quê? Eu perguntei.

-Você não sabe? Ele perguntou.

-Eu não!

-Normal amor você nunca lembra datas!

Eu olhei pra cara dele e me perguntei: “que data é hoje?”

-Nossa! Bate em minha testa.

-Se tocou? Ele perguntou.

-Amor desculpas! Hoje fazem...

-Seis meses juntos! Ele completou.

-É... Esqueci!

-Normal vida! Ele me deu um selinho.

Almoçamos e o clima foi romântico. Eu e ele trocamos olhares e carinhos, o tempo todo.

-Comemoração? De que Luan? Uma repórter perguntou.

-Seis meses de namoro! Ele sorriu e entramos no carro.

-E o casamento? Eu perguntei a ele, brincando.

Ele sorriu.

-Quando você quiser! Ele respondeu com um sorriso.

-Ta parei!

-Que milagre é esse você tocando nesse assunto? Ele me perguntou desconfiado.

-Ah! Deu vontade!

-Isso significa...?

-Nada! Só uma brincadeira, nem se empolgue! 

-E eu cheio de esperança! Ele fez uma cara triste. 

-Mor não fica assim! A gente já é casado... Aqui! Eu apontei pro coração dele.

Ele sorriu e me beijou. 

Chega de sofrer

-Amor você vai pra Bahia fazer show no São João e não vai aprender a dançar?

Estávamos no hotel teríamos dois shows no Rio Grade do Sul.

-Vou ter?

-Vai, acho! Sorri.

-Fiz uma música enquanto você estava longe de mim. Ele pegou o violão e começou a cantar:

“Você só sabe me esnobar, mas fica o tempo todo querendo me encontrar. Você só sabe me enrolar, mas fica com ciúmes se alguém me paquerar. Se te pego por aí! Arrastando sua asa querendo se divertir, fico grilado e sem noção, a nossa brincadeira acaba virando paixão. To viciado em você! E eu já fiz de tudo pra tentar te esquecer, mas quando eu te vejo bate forte o coração. Acho que a gente tem parar de bobeira e se entregar de vez nessa paixão. Sofro sem querer só você tem o poder, só pra você entrego o meu coração. Chega de sofrer! É só você querer, você não vê que eu estou afim?”

-Só eu tenho o poder é?

-Só você! Ele falou.

Aproximei-me dele e o beijei. Aquele beijo nos fez viajar em todos os momentos que passamos e nos fez sentir com mais intensidade tudo o que sentíamos um pelo outro.

Aquela noite foi mais que incrível foi especial. Em cada toque dele eu me sentia mais leve e mais amada. Lembrei de cada momento, passei por todos eles, e percebi, mais uma vez, que ele era a pessoa que meu coração escolheu pra mim.

Cada sorriso dele me renovava. Cada beijo que ele dava em meu corpo eu percebia o carinho e o respeito que ele tinha por mim. Ele me amava do jeito que ele dizia. Daquele jeito que só ele tinha. Daquele jeito que misturava o de menino com um home maduro. Esse menino que não tinha medo de correr atrás dos sonhos e que mostrou pra todos pro que veio e que não estava brincando.

Cada momento de prazer me mostrava que com ele eu queria ir além. Além de mim, além do chão, além do mundo. Com ele me guiando eu iria de olhos fechados, era só ele dizer à hora, que eu ia.

Cada suspiro dele me lembrava o carinho de cada fã. As declarações que elas faziam a ele e o quanto elas cuidavam dele. Elas cuidavam de mim pra não o ver sofrer. Elas me aceitaram por ele.

-Eu te amo! Ele sussurrava em meu ouvido.

Quando ele me dizia isso eu me arrepiava. Me arrepiava por que eu não sabia mais como e nem onde iria guardar tanto amor. Eu iria sofrer demais se um dia ele me deixasse. Se um dia eu perdesse ele.

Amiga?

-Nem vale!

-Claro que vale!

Eu e o Luan estávamos pescando. O Luan teve uma folga e ele resolveu me ensinar a pescar. Ele queria que eu pegasse em umas minhocas.

-Luan isso é nojento! Eu não vou pegar nesse bicho, não!

-E o que é que tem demais?

-E nem vem pegar em mim depois!

-Vocês não vão pegar nenhum peixe desse jeito, se não ficarem quietos! O seu Amarildo falou.

-É a B!

-Eu? Você acha que fazer isso é coisa de gente normal? Indiquei as minhocas com a cabeça.

-E eu sou o que? Anormal?

-É!

-E você?

-Eu o que?

-Lembrada primeira vez? Você se jogou e fingiu se afogar!

Comecei a ri.

-Ta rindo de que? Ele perguntou.

-Lembrei da cara que você fez!

-Muito engraçada! (O Luan falou ironicamente) Toma! O Luan me deu a vara de pesca.

-Ai! Grosso! Te amo viu bebê! Dei um sorriso e apertei o nariz dele.

-Fazer o que né? Te amo também!

-Ah! É? Se você continuar fazendo charminho eu vou bagunçar seu cabelo. Ri.

-Parei! Ele riu.

Agente ficou um tempo parado sem fazer nada, esperando a boa vontade do peixe de fisgar a isca.

-Esses peixes são tudo esperto! Sabem que se eles fisgarem a gente vai comer eles. Eu comentei.

O Luan se acabou de ri.

-São adestrados né mor? Ele brincou.

-Ta parecendo! Falei com cara de tédio.

-Ta tão bonitinha, com essa carinha de tédio. Ele veio e me deu um selinho.

Depois de um tempo eu já tinha desistido. Eu e o Luan estávamos conversando.

-Ah! Dei um grito.

-O que foi maluca? O Luan se assustou.

-Maluca?

-O que foi amor? Ele sorriu.

-Ta, vou relevar por que eu pesquei um peixe e você não! Ri.

-Pescou?

-Você acha que esse grito foi por quê?

-Nem acredito!

-Puxa isso ai, logo, Luan!

O Luan puxou o peixe, pra dentro do barco. Era um pintado, enorme.

-Ah! Maior que o seu! Eu estava me gabando.

-Sorte de principiante!

-Não foi nada! Dei língua a ele.

-Vem cá! Ele me puxou e me deu um beijo.

-Minha norinha ta melhor que eu e você Luan! O pai do Luan apareceu, em outro barco e brincou.

-Até o senhor?

Demos risada.

Chegamos à casa de uma das tias do Luan, depois da pesca, e todo mundo ficou brincando falando do peixe que eu pesquei.

-Poxa! Todo mundo ta tirando com a minha cara! O Luan falou e fez bico, estava tão bonitinho.

-Ah! Bebê faz essa carinha não! Dei um beijo nele.

Estávamos entre família e amigos, aquela menina estava lá, novamente.

-B desculpas ela apareceu lá em casa! A Jeny veio falar comigo.

-Tudo bem meu amor! Falei pra ela.

Fiquei com o Luan o tempo todo, mas não foi por ciúmes ou nada do tipo. Eu e ele estávamos melhor que nunca e não queríamos desgrudar um do outro.

-Oi B! Ela falou comigo.

-Oi! Beatriz, por favor. B é muito íntimo! Sorri.

-Letícia prazer!

-É eu sabia! Sorri.

Eu tinha ido me servir na mesa onde estava o almoço e ela veio atrás, ela viu que eu estava sozinha.

-Você é bonita! É de Salvador né?!

-Brigada! Sou sim.

-Largou tudo pelo Luan?

-Por que você está perguntando isso?

-Só estou tentando...

-Olha; vai logo ao assusto por que sei que você não quer saber da minha vida! Virei pra ela e olhei nos olhos dela.

-Como assim?

-A gente não é mais criança e eu não sou idiota! Fala o que você quer! Falei sem paciência.

-Só te avisar pra não deixar o Luan carente daquele jeito, que ele vira alvo fácil. Ela deu uma risada irônica.

-Ele fica carente mais não fica doido...

-Hã?

-De cair na sua laia! Dei um sorriso e sair.

Dei as costas a ela e fui até o Luan, com um sorriso enorme de vitória.

-O que foi que aconteceu? O Luan perguntou.

-Fiquei até com medo desse seu sorriso B! O Max comentou.

Sentei no colo do Luan e falei:

-Não aconteceu nada! Eu e ela viramos amigas. Ela sabe quem eu sou!

-Tenha medo! A Jeny brincou.

Cumprindo o que havia prometido

-Lembra daquela nossa aposta? O Luan me perguntou.

Estávamos no hotel. A aposta que a ele estava falando, foi do dia da transmissão, ao vivo, pro Fantástico, que eu não havia, ainda, cumprido.

-Lembro! Respondi.

Eu estava deitada na cama, já tínhamos tomado banho. Estávamos assistindo a um filme e o Luan lembrou.

-O que você acha? Ele perguntou.

-De que?

Ele virou pra mim, na cama, ainda deitado.

-De cumprir a aposta, hoje!

-Ah! Não sei... To cansada! Cheguei perto dele e dei um selinho.

-Ta cansada?... Sei!

-Sério!... To com sono! Forcei um bocejo.

-Pára de chame vai! Vem cá! Ele me puxou e me beijou.

Aquela noite foi maravilhosa. Matamos a saudade um do outro.

No dia seguinte acordei com o Luan me olhando dormir.

-Nem acredito que você está aqui de novo. Está aqui do meu lado e acordando comigo. Ele sorriu.

-Eu to aqui e daqui não saiu! Eu levantei e abracei-o.

-Quer comer o que? Ele perguntou, enquanto eu estava no banho.

-Sei lá! Pede aí! Com a fome que eu to, eu como tudo! Ri.

-Quando você não ta fome? Me responde! Ele riu.

-Sem graça!... Amor eu como tanto assim é?

-Só um pouquinho! Ele sorriu.

-Sério Rafa!

-Amor se duvidar você come por mim.

-Por você é fácil, já que não gosta de comer.

-Parou o papo por ai! Ele falou.

-Por que eu puxei pro seu lado né?! Ri.

-Amor parou! Vou comer prometo.

-Ta!

Eu voltei!

No outro dia eu iria pra casa de praia da minha tia, mas...

-Filha acorda! Minha mãe me chamou.

Eu estava acordada e pronta, ela se assustou.

-Que disposição é essa? Ela perguntou.

-Mesmo? Nem percebi que estava assim! Dei um sorriso e peguei as malas.

-Você vai pra onde?

-Já tomei café! Boa praia pra vocês!

-Filha você vai pra onde? Meu pai perguntou.

-Pra onde mais? Pra o lugar que eu, jamais deveria ter saído. Pra minha rotina maluca!

Minha mãe, simplesmente, sorriu e me desejou boa viagem.

No aeroporto uma fã me parou e me perguntou:

-Você vai voltar?

-Vou meu amor! Respondi e sorri.

-Ainda bem! O Lubs não estava bem! Ela me falou com um sorriso.

-Fica despreocupada que ele vai ficar melhor agora... E eu também! Pisquei pra ela e fui pro avião.

No avião eu estava tão radiante que era impossível alguém no mundo está sentindo aquela mesma felicidade. Está indo pra perto de quem você ama é muito bom, constatei.

-Anderson?

Liguei pro Anderson assim que cheguei ao aeroporto de São Paulo.

-Oi...

-Não fala meu nome, por favor, se estiver perto dele. Disse mais rápido que pude.

-Ah!... Diz ai! O Anderson disfarçou.

-To em São Paulo vocês estão aonde?

-Vai pro hotel a gente já está chegando lá!

-Ta!

Eu ouvi, ao fundo, a voz do Luan perguntando quem era pro Anderson. O Anderson desconversou disse que era uma repórter de uma emissora de TV que queria uma entrevista.

Cheguei ao hotel e peguei a chave do quarto do Luan, com a recepcionista, o Anderson havia ligado e liberado a chave. Subi e fui tomar banho, pra esperar por ele.

-Mor! Ele falou.

Eu estava ainda no banho quando ele chegou. Ele abriu a porta do banheiro com tudo e me abraçou. Eu estava debaixo do chuveiro e ele de roupa e tudo.

-Luan! Ficou maluco é? Espera!

-Claro que eu estou maluco! Esperar? Esperei tempo demais!

Ele me beijou. Um beijo desconcertante, cheio de carinho e desejo.

-EU TE AMO BEATRIZ FERREIRA! (Ele gritou) Não faz mais isso comigo! Ele sorriu.

Eu o olhei. Ter ele ali comigo novamente, sem distância, sem medo, só com o desejo de querer os beijos dele, o carinho e sentir o calor dele e poder realizar esses desejos era muito bom.

-EU TE AMO LUAN RAFAEL DOMINGOS SANTANA! Disse a ele.

Depois de toarmos banho juntos, ele e eu ficamos, o resto do dia, abraçados e contando tudo o que sentimos e o que pensamos esses dias separados.

Fui ao show e as fãs reclamaram comigo.

-B como é que você deixa o Luan daquele jeito? Uma delas me perguntou.

-De que jeito?

-Todo triste! Nem o anel ele estava usando!

-O de coco?

-É!

-Amores eu estou de volta! E vão ter trabalho de me tirar daqui! Eu sorri.

-Acho bom! O Luan chegou e me abraçou.

Eu estava na grade conversando com as fãs.

-Agora o nosso Luan voltou! Ta usando o anel e ta sorrindo de novo! Uma das fãs gritou.

Eu e ele sorrimos. Fomos pro camarim.

-Você ficou mal assim? Perguntei a ele quando chegamos ao camarim.

-E ela ainda te pergunta isso? Você não sabe a chatice que é ouvir seu nome a cada um segundo!  O Max falou brincando.

Dei um abraço nele e na galera que estava no camarim.

-O Diário sem você não tem graça! (O Max falou enquanto pegava a câmera) Pronta?

-Mais que pronta! Abri um sorriso enorme.

-Então... Três, (Todos ficaram olhando) dois, (O sorriso do Luan era incrível) um, (Meu coração estava disparado) Foi!

-Oi amores! Estou de volta! E ai? Rolou o que? (Ri) Desculpas ter sumido mais eu estou aqui de novo, e vou contar um segredo... Chega mais Max... (Cheguei bem perto da câmera) Eu senti saudades de vocês! Amo vocês demais da conta! (Sorri) Então vamos, nessa, pras perguntas...

Fiz as perguntas pro Luan e logo depois filmarmos ele e a banda rezando e desligamos a câmera.

-Ta feliz? O Luan me perguntou.

-Olha pra mim! O que você me diz?

-Que não está mais feliz que eu! Ele sorriu.

-Luan está na hora! A Dag avisou e saiu do camarim.

-Amor boa sorte! Vai dá tudo certo, como sempre! Dei um beijo nele.

-Hoje vai dá mais que certo! (Ele me abraçou) Eu estou me sentindo mais aliviado, mais feliz e mais seguro que nunca! Sabe por quê?

-Por quê?

-Por que você esta aqui comigo, de novo! Ele sorriu e me beijou.

Vê-lo cantando, novamente, e com aquele sorriso estampado no rosto era incrível e renovador.