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terça-feira, 17 de abril de 2012

Nossas loucuras (Capítulo 45 - Parte 2)


-Não entendi o porquê do Rober e o Max terem ido na nossa frente. Comentei.

Estávamos indo para o aeroporto de Londrina, pegar o bicuço para seguirmos a agenda de shows. O Max e o Rober foram na nossa frente, mas eu não entendi o porquê, mais sabia que tinha sido depois de uma partida no vídeo game, e eles estavam num sussurro só. Eu sabia que eles tinham armado algo, só não sabia o que era. Tentei jogar verde com o Luan, que estava no celular, postando fotos para as meninas.

-O Rober ainda ia passar na casa dele, pra pegar um trem que ele esqueceu, e o Max foi acompanhando! Ele falou ainda olhando para o celular.

-E o Anderson e a Dagmar? Continuava o olhando.

-Sei lá! Mais eu sei que o Anderson foi na frente.

-Lú, meu amor, olha pra mim, um segundo? Fiz manha.

-Oi meu amorzinho! Ele me olhou e sorriu.

-Você está falando a verdade neném? O olhei séria.

-Por que, bebê?

-Por que você não olhou pra mim, meu amor!

-Ah! Mor eu to postando as fotos aqui, por isso que não te olhei!

-Agora que você está me olhando, bebê, fala se era verdade!

-Meu amorzinho lindo! Ele me puxou e me abraçou.

Tentei por várias vezes tentar arrancar dele alguma coisa mais ele não dizia, absolutamente, nada. Seguimos até o aeroporto, ele me enrolando com um “papo furado”, e eu fingindo que estava acreditando. Quando chegamos eu esperei ele pôr nossas coisas dentro do avião e entrei.

-Luan cadê todo mundo? Saí perguntando a ele.

-Como assim? Ele me olhou e sorriu.

-Você está aprontando o que Luan Rafael?

-Nada! A Dada e o Rober não estam ai ainda? Ele riu.

-Luan Rafael Domingos Santana, me diz agora! Parei na frente dele e bati meu pé.

-Caramba, calma! Eu não aprontei nada! Mais olha a nossa volta. Não tem ninguém, até o cara da van foi embora, nenhum pessoal do aeroporto. Ninguém está aqui, percebeu? Ele se aproximou de mim.

-Percebi! E percebi também que foi tudo armado por você! Bati no braço dele.

-Ai! Mor pára sério! –Ele segurou meu braço. –Só queria fazer as pazes com você, do nosso jeito! Ele me puxou e me beijou.

-Se eu te disser que eu pensei em fazer uma surpresa pra você quando a gente chegasse no hotel, você iria acreditar? Sorri, enquanto nos beijávamos.

-Sério?

-Sério! Tinha pensado em viajar para o nosso mundo. Só você e eu, sem ninguém para atrapalhar, mas não tinha pensado em encaixar o bicuço nesse meio não! Ri.

-Eu sim! Ele riu.

-Você me surpreende a cada segundo sabia? Sorri.

-Você sabe que eu era louco pra fazer isso! Ele deu um sorriso safado.

-Sei, mas eu vou ri demais! Ri.

-Por quê? Ele me olhou sorrindo.

-Por que vai ser, no mínimo, estranho! Eu e você, dois lerdos no bicuço, pequeno, isso não tem espaço, não! Olhei para o avião.

-A gente dá o nosso jeitinho! Ele me abraçou por trás e começou a beijar meu pescoço.

Ele me guiou até o bicuço e quando entramos ele fechou a porta. Quando sentei e olhei em volta, e percebi o que iríamos fazer eu comecei a ri muito. Ele sentou ao meu lado e riu, contagiado pela minha risada.

-Estou com vergonha, sério! Olhei para ele.

-De mim? Ele arregalou os olhos.

-Não! É que todo mundo está sabendo disso aqui!

-Não! Eu disse que a gente ia pra outro lugar, antes de São Paulo. Só o Rober que sabe mesmo! Ele me olhou.

-Ah! O Rober sempre sabe de tudo, coitado! Ri.

-Vem aqui, ser só minha, vem! Ele me estendeu a mão, e eu sorri.

Levantei e sentei em seu colo, começamos a nos beijar, e o mundo já não mais importava para nós dois. Foi a mesma incrível sensação de sempre, mas essa tinha um gosto a mais, o gosto do perdão. Era muito bom fazer as pazes, eu adorava quando, mesmo em uma briga pequena, fazíamos as pazes, era como se tudo voltasse à primeira vez.

Eu não ri apenas me entreguei a ele e o deixei me guiar. Estava matando o desejo dele, ele sempre quis fazer aquilo, mas nunca tinha uma oportunidade boa para acontecer. Ele transformava cada segundo em pura mágica. Nunca mais tínhamos feito amor, daquela maneira, talvez precisássemos de um toque especial, ou de uma loucura daquelas.

-Te vivo, meu amor! Ele sussurrou em meu ouvido.

-Por que você consegue me convencer a fazer essas loucuras? Sorri o olhando.

Estávamos de mãos dadas, um ao lado do outro, em nossas poltronas. O Luan tinha chamado os pilotos, e estávamos os esperando.

-Por que você me ama?! Ele sorriu.

-Não! Por que eu sou louca por você, além de ser louca também! Ri.

-É pode ser! Ele brincou.

Os pilotos não demoraram a chegar, e eu não consegui olhar para eles, eu estava com muita vergonha. Mesmo ninguém, além de nós e o Rober, saber o que tinha acontecido, eu estava sem graça, só de pensar. Chegamos em São Paulo e o Luan foi receber as fãs mais não demorou muito tempo, tínhamos que chegar no horário, o Luan teria uma entrevista para fazer.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Voltando a rotina... (Capítulo 44 - Parte 2)


No dia seguinte, eu levantei cedo para fazer o café da manhã. Ele desceu um tempo depois e deitou no sofá, depois de me dá um beijo de “bom dia”, para ficar no twitter com as “negas”. Tomamos café, e depois nos arrumamos para irmos à médica.

-Você sabe que vai ter que trocar de carro de novo, né? O olhei quando entramos no carro.

-Por que? Ele me olhou assustado.     

-Seu filho não vai nascer dirigindo com você, né! Ri.

-Ai eu compro outro... Você não disse que queria comprar um? Ele me olhou.

-Disse... Isso é pra não se desfazer do carro é? Bati no braço dele.

-Leia meus pensamentos! Ele riu.

-Homens! Respirei fundo.

No caminho, a gente foi escutando Zezé, como sempre. Ele seguiu dirigindo sério, de óculos e com uma calça jeans, com uma blusa xadrez e...

-De chinelo Luan Rafael? Reclamei.

-Que susto vida! –Ele me olhou. –O que tem meu chinelo?

-Desculpa! Mais eu pedi pra você colocar seu tênis, eu até peguei o tênis e deixei do seu lado lá no sofá!

-Nem vi!

-Ah! Claro, estava jogando no vídeo game! Esqueci que você esquece do mundo, quando está lá naquele trem!

-Naquele trem? Vida você está puxando o sotaque, já reparou que você tá falando puxando o “r” também? Ele riu.

-Já! E to doida pra voltar pra Salvador! Eu e ele rimos quando eu puxei o sotaque, ao falar “Salvador” puxando o “r”.

-Coisa mais linda meu amor! Ele me deu um selinho, quando paramos no sinal.

-Lindo mesmo é o meu sotaque! Ah! Nosso filho vai nascer onde?

-Aqui uai!

-Não! Vai ser soteropolitano, como a mãe!

-Mais a gente mora aqui!

-Vou pra casa da minha mãe, resolvido!

-Nem começa!

-Mais é o lógico!

-O lógico é ele nascer em Londrina, por que não é meu estado, e nem o seu! Fica mais justo!

-Deixa ele decidir! Eu ri.

-Achei que já estivesse decidido isso! Ele prestava atenção no caminho.

-A gente acabou de sair de uma briga, vamo terminar essa conversa aqui!

-É melhor! Ele sorriu.

Chegamos e a médica nos recebeu, como sempre, com um sorriso. Fiz alguns exames e a ultrassom, e o Luan aproveitou para pedir para escutar o coração do filho, mais uma vez. Os olhos dele brilhavam, ao escutar e ele ficava quieto, tão quieto que era de se estranhar. Eu o olhava e sorria, era uma reação que ninguém iria conseguir fazer ele ter, nenhuma outra pessoa além do filho.

-Pega leve nas viagens e no trabalho, em mocinha? Mês que vem vocês descobrem o sexo! A médica me orientava.

-Pego, pode deixar! É um menino! Sorri e a cumprimentei.

-Ela vai pegar, pode deixar! O Luan a cumprimentou e saímos do escritório de mãos dadas.

-Vamos viajar que horas? Perguntei a ele.

-Não sei, a Dada não me disse nada ainda, por que? Ele me olhou.

-Quero tomar soverte! Sorri.

-Bora logo, se não nosso filho nasce com cara de sorvete! Rimos e ele me abraçou. Fomos até ao carro, abraçados.

Fomos até uma sorveteria que ficava perto do condomínio e muitas pessoas nos olhavam. Eu peguei uma taça, enorme, de sorvete de chocolate, além de colocar várias coisas de complemento no sorvete. O Luan me olhava e ria, ele não estava acreditando que eu aguentaria tomar aquele sorvete todo.

-Mor você vai conseguir? Ele me olhou.

Sentamos em um lugar, mais afastado para não chamar mais atenção ainda.

-Vou! Sorri.

-Toda suja! Ele sorriu e limpou minha bochecha.

-Dá beijo? Sorri.

-Dou! Ele sorriu e me deu vários selinhos.

-Que lindos!

Vimos um fleche, e olhamos para trás. Vimos algumas fãs, ao lado de fora, nos observando e sorrindo. Corei envergonhada e acenei para elas, o Luan fez coração com as mãos soltando um beijo.

-Vem aqui fora! Uma delas pediu.

-Deixa a gente terminar amores, espera! O Luan pediu.

Terminamos e fomos atender aos fãs. Alguns o Luan e eu reconhecemos, por sempre estarem atrás do Luan quando ele vinha para Londrina. Conversamos um pouco com eles e as meninas disseram que a minha barriga estava maior.

-Tá né?! Sorri alisando a minha barriga.

-Vão saber o sexo quando B?

-Mês que vem! Mês do meu niver! Sorri.

-É mesmo mor! O Luan me olhou.

-Presentão!

-Vocês acham que é o que? O Luan perguntou a eles.

A maioria respondeu “menino”, eu sorri e disse que eu achava o mesmo. Fomos para casa, para pegarmos as malas, para seguirmos viagem. São Paulo seria o destino, passaríamos dias indo para algumas cidades do estado.

-Pára Luan! Ele beijava meu pescoço, sem parar. Eu estava fazendo a comida.

-E se eu disser que não quero?

-Vai levar uma colherada na cabeça! –Ri. –Pára amor sério, eu preciso terminar aqui, se não a gente vai se atrasar! Virei para pegar mais alguns temperos, e fiquei de frente para ele.

-Só um beijo! Ele me puxou e me beijou. Acabei me encostando à pia, enquanto ele me dava um beijo intenso. Não percebemos o Roberval entrar.

-Tá queimando nada, não B?

-Eita porra! Empurrei o Luan e fui ver a comida.

-Quem te convidou Roberval? O Luan o olhou.

-Rafael, pára com isso! O Rober vai ser muito bem vindo, sempre! E você tem que agradecer a ele, por que ele salvou nosso almoço! Ri.

-Viu Rafael, me agradeça de joelhos! O Rober riu.

-Menos testa, menos!

-É Rober, menos! Ri.

-Cara seu carro tá todo aberto, lá fora! O Max entrou.

-Senti sua falta Max! Sorri o olhando.

-Tá aberto por que a B saiu correndo... Eu ri e o Luan ficou sério.

-Qual é a graça? O Max olhou sem entender.

-Nem queira saber! O Rober sentou de na mesa.

-Não é nada demais! Dei língua para o Rober.

-A B perturbando por causa do Gutão!  

-Vou perguntar a ele se tem exercícios para grávidas, deu vontade de malhar também! Ri.

-Já pedi pra você parar! O Luan me olhou sério.

-Ele chega por esses dias aí você pergunta B! O Rober riu.

-Não enche Testa! Fica quieto aí!

-Ciumento lindo! Dei um selinho nele.

Uma noite fora da rotina (Capítulo 43 - Parte 2)


Senti ele deitando ao meu lado, e a mão dele se aproximou, mas ele desistiu e não me tocou. Estávamos deitados, um ao lado do outro, eu estava virada de costas para ele. Respirei fundo e virei, olhando para o teto. A gente não estava acostumado a dormir sem o abraço do outro.

-Vai ficar assim? Perguntei.

-Não sei! Ele me olhou.

-A gente não sabe brigar! Ri.

-Não mesmo! Ele sorriu.

-Desculpa, eu estava errada mesmo! Eu achei que dava pra fazer tudo. O Soroca e o Fernandinho me perguntaram se não seria melhor outro dia mais... Eu fui teimosa! O olhei.

-Mais eu continuo chateado!

-Eu sei! To me sentindo horrível! Virei para ele.

-Quer alguma coisa? Eu to com fome, vou pegar alguma coisa lá em baixo, quer?

-Não, valeu! O observei levantar e tudo o que eu desejei foi que o tempo voltasse.

Eu desci, ele estava demorando, fui ver o que ele estava fazendo. Quando desci ele estava sentado no sofá, quase deitado. Nunca tinha visto ele daquele jeito, comigo, e isso me fazia ficar mais culpada. Fui para a cozinha e quando peguei água sentei em frente ao balcão. Ele levantou do sofá e foi colocar o copo na pia, passando por mim sem demonstrar nenhum sentimento.

-Vou dormir tá?! Ele avisou.

-Vai comigo na médica amanhã? Perguntei, mesmo sabendo a resposta.

-Vou, claro! Ele subiu, para nosso quarto.

Fui para o quarto, algum tempo depois que ele, e o encontrei deitado com os olhos fechados. Deitei ao seu lado e senti um vazio, ver ele daquele jeito e o clima entre nós, fez com que meu coração parecesse pequeno. Tentei dormir mais não consegui, apesar de estarmos um ao lado do outro, a distância era enorme. Virei para ele, que continuava de costas para mim, e me aproximei o máximo que pude, eu tinha que sentir o cheiro dele. Não resistir e o abracei.

-Te amo, desculpa! Sussurrei em seu ouvido, e o sentir arrepiar.

-Também amo muito! Ele segurou minha mão, para abraça-lo mais forte.

-Desculpa?

Ele não respondeu apenas me abraçou, e meu coração doeu. O abracei forte, e fiquei cheirando o ombro dele, ele fazia carinho em meu cabelo, enquanto uma lágrima caia dos meus olhos. Eu estava arrependida, mas não sabia como desfazer aquela situação. Aquela noite foi ruim pregar os olhos, fiz de tudo mais não conseguia.

Durante a noite ele se mexeu, para mudar a posição, enquanto dormia. E eu o observei, fiquei ao seu lado sem falar nada, apenas o observei. Ele ainda segurava minha mão, e eu sorri. Talvez estivéssemos demonstrando carinho, pelo simples fato de estamos acostumados a dormirmos juntos, porque entre nós, naquele momento, não cabia nada daquilo.

Levantei e o deixei na cama, saí e fui para o quarto ao lado, o do nosso filho, e sentei na poltrona, ao lado do berço, e fiquei perdida nos meus pensamentos. As dores tinham passado, e eu percebi que minha barriga crescia, discretamente, mais crescia. Lembrei-me da canção que ele fez para o nosso filho e comecei a cantarolar, aquela seria a canção de ninar.

-Amor! O Luan gritou do quarto, e eu me assustei.

Saí correndo, voltando para o nosso quarto, a voz dele era a de desespero, parecia ter acontecido algo. Cheguei ao quarto e ele estava sentado na cama, suava frio, e parecia assustado.

-Lú o que foi? Sentei ao lado dele.

-Vem cá! Ele me abraçou forte.

-Pesadelo? Perguntei quando ele desfez o abraço.

-Sim! Você estava onde? Ele perguntou, ainda se acalmando, segurava minha mão muito forte.

-Estava no quarto do nosso filho,... pensando! Baixei a cabeça.

-Está tudo ruim...! Ele ergueu minha cabeça.

-Culpa minha! O olhei.

-Acho que isso está consumindo a gente demais! Ele acariciou meu rosto.

-Me consumindo! Sério se eu pudesse voltar o tempo, mas como eu não posso, infelizmente, eu te prometo nunca mais fazer uma burrada dessas. Você estava certo quando disse que eu sempre quis mostrar a todo mundo que eu consigo fazer tudo sozinha, mostrar que eu sou forte e tal. Eu sou uma estúpida mesmo, uma idiota! Odeio quando meu orgulho fala mais alto que eu, e parece que com a gravidez aumentou... Está tudo mais intenso pra mim, parece que tudo tem mais sentido, que tudo tem um significado a mais, parece que tudo mudou. Eu estou mais sensível e ao mesmo tempo mais chata,... Ele me calou com um beijo.

-Eu te amo chata! Ele sorriu.

-Sério? O olhei.

-Sério! Mais não sei se te desculpo! Ele sorriu.

-Pára Luan sério! Pare de brincar, poxa! Eu estou muito mau com isso!

-Te desculpo, sim, chata! Ele me abraçou.

-Te amo demais, e te machucar me machuca o dobro! O abracei forte. 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um atraso com consequências (Capítulo 42 - Parte 2)


-Eu sei que você está irritado, mas me ouve! O olhei, estávamos no caminho de casa.

-Em casa! Ele não me olhou.

Seguimos o caminho, inteiro sem trocámos uma palavra. Eu olhava para ele, e o dava razão para ficar daquele jeito, mas eu não podia sair no meio da reunião. Ele não mudava a expressão e quando chegamos em casa ele saiu do carro sem olhar para mim. Respirei fundo e saí do carro, entrei em casa e ele já tinha subido para o nosso quarto.

-Luan que horas você vai ter tempo na sua agenda para a nossa conversa? E quantas vezes eu tenho que mandar você colocar seu sapato no lugar? –Ele estava no banheiro, e não me respondeu. Abri a porta e o olhei. –Me responde! E se você falar “depois”, eu me irrito e vai ser sério!

-Bia me deixa aqui, por favor! Ele passou as mãos no cabelo, e eu saí do banheiro.

Desci e sentei na beira da piscina e deitei, no chão, com os pés na água. Comecei a bater na minha testa, e me xingava através do pensamento. Parei colocando as mãos em meu rosto e respirando fundo. Senti um enjoou e, colocando as mãos sobre minha barriga, fiquei quieta.

Eu estava de cabeça quente e ela, pela primeira vez, me fez ficar com raiva de uma atitude dela. Eu perdia a paciência, às vezes, mais nada comparado à raiva que eu estava sentindo. Respirei fundo, vendo ela deitada no chão, com os pés na piscina, tinha que me acalmar. A observei alisando a barriga e sorri, mas minha raiva ainda não tinha passado. Fui em sua direção.

-Vem! Ele me estendeu a mão, para que eu levantasse.

O olhei e levantei sozinha, subi para o quarto e ele veio atrás. Ele segurou o meu braço, e eu me virei, para ficar de frente para ele.

-Agora você quer falar? O olhei.

-Por que você chegou tarde? Ele perguntou.

-Por que eu não sou patroa de ninguém! Respondi com grosseria.

-Eu estou te perguntando com calma!

-Mais eu te respondi com raiva! Virei às costas e comecei a subir as escadas.

-Se você respondesse...

-Se você não enchesse! Bati a porta do quarto com força, e fui tomar banho.

Tomei um banho demorado, como ele havia feito, queria relaxar. Quando estava me secando senti uma dor muito forte, na barriga, me fazendo sair do banheiro. Quando eu saí, para deitar na cama, ele estava sentado.

-B sério responde!

-Por que a reunião atrasou! Satisfeito? Colocava a roupa, para dormir.

-Não estou satisfeito! Poxa era importante você está do meu lado!

-Eu estava lá, não estava? Deitei na cama, a dor insistia.

-Mais eu queria você o tempo todo comigo!

-Tá! Eu sei, mas eu não tive culpa! Tive? O olhei, sentando na cama.

-Eu queria...

-Ai! Coloquei a mão na barriga, tinha sentido uma pontada mais forte.

-Mor o que foi? Ele me olhou.

-Estou com uma dor insuportável! Deitei.

-Vem! Vou te levar para o hospital!

-Não! Chama a médica aqui, por favor! Pedi a ele.

Ele saiu do quarto para pegar o celular e ligou para a médica. Logo a mãe dele apareceu com o pai e a Bruna, vieram preocupados comigo. Eu ainda estava deitada na cama, sentindo dor. A médica chegou, não tinha demorado, e me encheu de perguntas e me examinou.

-São cólicas, devido à acumulação do sangue no útero. Mesmo assim, quero a senhorita amanhã para a gente fazer exames mais precisos. Ela falava, enquanto o Luan a observava.

-Tem certeza? A perguntei.

-Tenho! É normal! Vou indo, mas amanhã quero você no meu consultório! Ela saiu do quarto conduzida por Dona Marizete.

-Está melhor? Ele me olhou.

-Não! Virei na cama e fechei os olhos.

-Eu só queria você comigo, lá! Caramba! Eu tenho motivos para ficar assim, chateado! Você sempre esteve do meu lado, e até parece que você não sabia que era importante para mim...

-Luan não interessa! Eu não fui por que estava trabalhando, eu não estava brincando! E daqui a alguns meses você vai ter que se acostumar a ficar sozinho, sabia? Seu filho vai obrigar a gente ficar separado! O olhei.

-Eu sei mais é diferente! Custava sair de lá...

-Até parece que você largaria uma reunião para me ver! Você quando está trabalhando esquece o mundo esquece até o aniversário da sua mãe! Você esquece de mim, da gente, de todos! Você se entoca nas suas coisas e nem olha para o lado, e eu nunca reclamei!

-Tudo bem! A gente está de cabeça quente, não vou continuar esse assunto! Ele levantou da cama.

Quando eu fui falar mais alguma coisa a Dona Marizete apareceu.

-B a gente está indo! Luan vem aqui!

-Ok, sogrinha! Dá um beijo na Bruna e no sogrinho! Brigada pela preocupação. Sorri.

-Que isso! Meu neto que está ai! Ela sorriu e saiu com o Luan.

-Que foi mãe? Ele perguntou, quando ela o parou no meio do corredor.

-Eu sei que você está chateado, mas não a irrita ainda mais. Ela não está bem, olha o que aconteceu! Deixa essa conversa para depois, promete? Ela o olhou.

-Tudo bem! Ele a abraçou, e logo desceu para levar os pais e a irmã até a porta.  

Cidadão Honorário (Capítulo 41 - Parte 2)


Depois de cumprirmos a agenda de shows, estava chegando o dia da cerimônia de cidadão honorário, que a cidade de Londrina conferia a todas as pessoas que apresentavam ajuda ao social da cidade, além de levar o nome da cidade em todos os lugares.

Chegamos em Londrina e fomos direto para a nossa casa, a roupa que ele usaria já estava separada e a minha ainda iria decidir. Eu não estava tendo muito tempo para pensar na cerimônia, eu estava atolada com o site do Diário, com o do Fernando e Sorocaba, além de apresentar algum projeto para o site do Luan, estava ajudando o pessoal da Central de Fãs, que cuidavam desse assunto.

Eu e o Junior estávamos à frente das promoções que estavam rolando a todo o momento, para as fãs. Eu e ele estávamos organizando tudo para o lançamento do CD em uma boate em São Paulo e o Churrasco, onde as meninas iriam passar o dia todo com o Luan, banda, equipe e produção.

Todos os dias eu chegava tarde em casa, normalmente, depois do Luan. Estava atolada de coisas para fazer, e o que mais me preocupava era o site do Fernando e Sorocaba, queria agradar eles da melhor forma, e me fazia levar trabalho para casa e o Luan ficava irritado.

-Mor eu jantei sozinho, desistir de te esperar! Ele passou pela porta do escritório, resmungando.

-Por que não chamou? Falei alto para ele ouvir.

-Eu chamei, mas você só escuta o computador! Ele reclamou do quarto.

Era o dia da cerimônia do cidadão honorário, e eu estava na minha sala atolada de coisas para fazer. Ele estava na sala da frente em uma reunião sobre assuntos para mais tarde na câmera municipal, de Londrina. Eu estava preparando o relatório para a reunião que eu teria com o Fernando e Sorocaba, no mesmo dia mais tarde.

-To indo! Vê se não esquece que dia é hoje! Ele abriu a porta da minha sala.

-Também te amo! Brinquei.                                         

-Tô falando sério! Ele saiu da sala.

-Reunião que horas B? A Dagmar me perguntou, assim que o Luan saiu.

-No final da tarde! A olhei.

-A cerimônia é as...

-Oito! Eu sei!

-Não se atrasa que você tem que chegar com o Luan!

-Relaxa!

O dia passou rápido e eu saí correndo para a reunião com os meninos. Cheguei, em um escritório que eles combinaram comigo, antes da reunião a gente conversou, riu e esperamos uma das representantes deles, que estava atrasada. Eu olhava no relógio a todo o momento, não podia atrasar para a cerimônia. Quando, finalmente, a representante deles chegou, começamos a reunião. Na reunião surgiram várias ideias e acabei me empolgando, modificando no mesmo instante algumas coisas, no site. Coloquei meu celular no modo silencioso e esqueci, completamente, as horas, não vi o tempo passar.

-Por mim fechou! O Sorocaba falou.

-Por mim também! O Fernando concordou.

-Então, to indo! Beijos, amanhã passo tudo pronto para vocês. Vocês só vão ter o trabalho de por no ar. Sorri, pegando minhas coisas e me dirigindo à porta.

-B brigadão! O Sorocaba falava comigo.

-Que isso, foi uma honra! Meninos não vou ficar muito por que eu estou atrasada, beijos! Saí, andando rápido, para o carro.

Entrei no carro e peguei o celular, tinham muitas ligações do Luan e da Dagmar. Eram seis e meia e eu ainda tinha que me arrumar pior escolher uma roupa para eu ir. Cheguei em casa e não tinha mais ninguém, cheguei sete da noite e constatei que o Luan estava com muita raiva, de mim. Me arrumei, rápido, vesti uma calça saruel social, preta, com uma blusa branca e um blazer, também, preto, estava social. Saí às presas e quando entrava no carro para ir à cerimônia o celular tocou.

-Oi Dag! To indo, to indo! Atendi.

-Vem logo! O Luan atrasou aqui, esperando você em casa... B você tem que chegar aqui voando!

-Pode começar! Eu já estou no caminho, prometo! Vou desligar! Desliguei.

Segui o caminho, e fui recebida pelas fãs que assistiam ao lado de fora, não tinha espaço para acomodar todas. Elas me deram presentes, pediram fotos, e eu as atendi, mas prestava atenção no telão. O Luan já tinha entrado e um homem falava, já tinham cantado o hino.

-Amores preciso ir! To muito atrasada! Beijos.

-B pelo amor de Deus! O que você estava pensando? O Rober me encontrou no corredor.

-Me distraí completamente! O Luan está bravo né?! Olhei para ele, lhe entregando os presentes, das fãs.

-Ele está furioso!

-Brigada por me ajudar Roberval! O olhei e a Dagmar surgiu, do nada, me guiando até onde eu deveria sentar.

Quando eu entrei, o vi e ele prestava atenção ao que falavam. Não queria chamar a atenção, mas não deu os fãs presentes me viram e fizeram barulho. Eu acenei, sorrindo, e fiz gestos para que elas ficassem quietas. Sentei ao lado da Bruna e o Luan me olhou com raiva.

-Cunha o que aconteceu? O Lú está furioso!

-Eu sei, eu sei! A reunião atrasou! Perdi muita coisa?

-Não muito, mas perdeu!

Eu o olhava, na esperança que ele retribuísse o olhar. Não demorou para que ele me olhasse, eu fiz um gesto para que ele ajeitasse a gravata, que estava um pouco torta, e pisquei para ele, ele simplesmente virou a cara ajeitando a gravata. Respirei fundo e prestei atenção na cerimônia.

Em um determinado momento, chamaram a Dona Marizete para homenageá-la, entregaram a ela flores e logo tiraram fotos. Ela sentou, no lugar e foi aplaudida com um coro de: “Sogra, sogra, sogra!”, eu sorri, e ela acenou para as meninas agradecendo. Me chamaram e eu me assustei, ele me olhou pela primeira vez com menos raiva e piscou, eu não esperava que fizessem o mesmo comigo. Levantei e fui receber as flores, e as meninas aplaudiam.

-Futuramente teremos um Londrinense! O prefeito brincou.

-Não! Um baiano! O olhei e sorri.

Sentei e agradeci a todos o carinho acenando e posando para as fotos, que as fãs pediam. Seguiu-se a cerimônia e o Luan, para delírio das fãs, levantou para falar. Ele brincou, ajeitando o paletó e a gravata, perguntando se ele estava bonito, e eu ria. As meninas gritaram quando ele começou a falar, depois de ter pedido a elas para falar.

-Boa noite a todos! –Ele olhou para todos. –Oi meus amores!... Como você estam? -As meninas foram ao delírio. Ele continuou o discurso e foi lindo o que ele falou, ao termino ele cantou “Incondicional”, junto com os fãs.

-Desculpa, desculpa! Falava ao seu lado, mas ele não ligou muito.

Esperei para sair junto com o Luan, enquanto acenávamos para os fãs, ele me olhou e eu sabia o que me esperava. Fui para uma sala, que cederam para o Luan, onde era um camarim, improvisado, fiquei esperando ele, com o Junior que me passava tudo. A equipe do Diário tirou fotos, e passou a cerimônia no site da câmara, e ele tinha passado o link do site no twitter da CF e no do Diário, além de ter postado no site do Diário, também.

-Junior dá uma licença para a gente, pode ser? O Luan entrou na sala, depois de ter dado algumas entrevistas.

-Claro Luan! O Junior saiu da sala, nos deixando a sós.

-Em casa a gente conversa sobre o seu atraso! Agora, só quero te perguntar uma coisa; veio com meu carro? Ele me perguntou depois que o Junior saiu da sala.

-Vim! Desculpa eu... Levantei e fui em sua direção.

-Aqui não! Ele virou as costas e abriu a porta.

-Luan, sério...

-Aqui não, já falei! Em casa a gente conversa! Ele segurou em minha mão e fomos para o carro.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O primeiro show, da nova fase ( Capítulo 40 - Parte 2)


-To nervoso! Quero que tudo dê certo!

Eu e ele saíamos de mãos dadas para a van que ia nos levar para o primeiro show da nova turnê. A turnê “Quando chega a noite” estava com cara nova, e mostrando um lado muito maduro do Luan. As meninas já tinham tido acesso a algumas fotos, que eu publiquei no site, mas elas só sabiam que o palco tinha, agora, dois andares.

Chegamos e fomos muito bem recebidos, como sempre, por todas as fãs. Desejos de boa sorte, brotavam de cada uma, de forma natural. Todas com o novo CD nas mãos o que fez com que o Luan se sentisse orgulhoso. Seguimos para o local do camarim, o Luan deu algumas entrevistas, dessa vez o Diário não foi o primeiro, porém a equipe estava no pé do Luan, as meninas estavam vendo em casa, cada passo do Luan.

Entrei no camarim, como já estava pronta não precisei trocar a roupa. Estava nervosa eu teria, pela primeira vez, um papel importante no show. Antes de entrar no camarim muitos tiraram fotos e as fãs elogiavam a minha roupa, fui com a jaqueta azul, e o Luan estava com a dele, estávamos combinando, o que chamou a tenção da imprensa e das fãs.

Ele entrou no camarim e me viu sentada quieta, esperava ele entrar com a câmera do Diário, para fazer as perguntas.

-Vou ficar com a mesma roupa que você! Ele sorriu e sentou ao meu lado.

-Todo mundo olhando para a gente, eu coloquei uma foto nossa no twitter, as meninas estam desconfiadas de que a gente vá fazer algo. Sorri e alisei o rosto dele.

-Vai dá tudo certo! Ele sorriu e me deu um selinho.

-Não quero errar, não quero te decepcionar! O olhei nos olhos.

-Faz assim, -Ele segurou minha mão. –quando você subir no palco olha só pra mim. Esquece tudo e olha só pra mim! Eu vou está lá, como sempre estive, com você te apoiando do seu lado!

-Tá! Eu te amo! Sorri.

-Também te amo muito! Ele me beijou.

-Vamos gravar as perguntas? Sorri.

-Vamos!

Gravamos as perguntas e logo ele recebeu as fãs, dessa vez eu não fiquei no camarim com ele, e as fãs sentiram minha falta. Eu fui para o camarim da banda repassar algumas coisas com o Peixola, e foi bom, assim eu me distrair e ri junto com todos.

-Bia tudo certo! Boa sorte! O Formigão me desejou.

-Brigada! Respirei fundo.

Eu estava esperando a minha hora, enquanto ele estava no palco cantando. Eu estava muito nervosa, e quando comecei a entrar no palco meu coração disparou. Minha boca secou, o meu olhar procurou o dele e quando o vi, a me esperar, ele sorriu feito bobo. Fiz o sinal da cruz, e comecei. As meninas não me viam devido a fumaça que a galera dos efeitos tinham colocado no palco. Comecei a tocar no piano; “Te Vivo”.

Quando a fumaça começou a baixar, que as fãs me viram sentada no piano elas gritaram, em aprovação. Eu a todo o momento o olhava e ele mantinha o olhar conectado ao meu. Ele cantava a música, se declarando. Ele ia chegando mais perto de mim e cantava lindamente. Ele apoiou os cotovelos no piano e olhando, profundamente, em meus olhos sorriu. Eu tinha esquecido, completamente, de tudo a minha volta. Ele indicou o público com os olhos e eu olhei, as meninas, algumas, choravam e eu sorri ao ver tanto carinho.

-Eu te amo! Falei olhando para ele e ele sorriu.

-Te vivo... Ele finalizou a canção e eu a melodia no piano.

Ele me estendeu a mão, eu segurei firme na mão dele, e sorrindo para mim me levou até a frente do palco, fazendo as meninas aplaudirem. Eu tremia, e meu coração quase pulava pela boca, eu estava feliz, tinha dado tudo certo, ele havia gostado e o público também. Saí do palco mais antes dele me juntou me dando um beijo, para felicidade das meninas. Depois que saí ele sentou no piano tocando e cantando “Amar não é Pecado”.

-Foi lindo B! A Dagmar me abraçou.

-Brigada! Sorri.

Fiquei a observar o show, tudo estava indo bem. Alguns efeitos não deram certo, porém não foram necessários para apagar o efeito que o olhar e o sorriso dele causava, no palco. Ele cantou “Vou voar”, e nessa nova turnê ele se locomoveria para os lados e não mais para frente e para trás. Eu estava vendo alguns vídeos e fotos da equipe do Diário quando levei um susto.

-Segura, segura! O Formigão gritou e o Rober foi ajudar.

Eu virei e eles foram ajudar o operador do cabo, que sustentava o Luan, para ele voar. Eu levei um susto, junto a Dagmar. Os meninos seguraram o cabo e o Luan bateu o braço na estrutura do palco.

-Agora ele aprende a ficar quieto! Olhei feio pra ele despois do susto. Mais mesmo assim ele se fez de “homem aranha” escalando a estrutura, ele brincava.

Depois do show nos encontramos no camarim. Quando ele entrou eu comecei a dar tapas em seu braço, ele me olhava sem entender.

-Ai mor! O que foi? Ele esfregava o braço.

-Sua brincadeira lá no palco! Viu no que deu? Você quase se batia lá na estrutura! Pare com essas brincadeiras, pelo amor de Deus! Reclamei com ele.

-Tá! Mais não me bate mais muié! Ele riu.

-Não ri! To falando sério!

-“Preciso desse amor te amar a noite inteira. Se você me quer saiba eu também te quero...” Ele cantou, arrancando de mim um sorriso, e me abraçou. 

Melhor do Ano (Capítulo 39 - Parte 2 )


-Nossa Senhora! Você está linda, amor! Ele me olhava, assim que me viu pronta.

-Sério? Brigada! Sorri.

-Sério! Isso tudo é meu? Ele me abraçou e me deu um selinho.

-É sim, senhor! Sorri.

-E eu, como estou? Ele perguntou dando uma voltinha.

-Está lindo! Mais lindo que isso, impossível! Sorri.

-Vamos casal! A Dagmar nos chamou e seguimos.

Chegada à noite dos “Melhores do Ano” e, dessa vez, o Luan concorria na categoria de melhor cantor. Chegamos e fomos recebidos, muito bem, por todos que estavam lá. Como sempre, havia, muitos famosos. Cantores, cantoras, atrizes, atores, estavam entre jornalistas e todos se falavam e se cumprimentavam.

Em uma mesa se reuniram; Ivete Sangalo, Fernando e Sorocaba, o Luan, Michel Teló, Paula Fernandes, além de algumas atrizes que passavam por lá, amigas da Ivete e admiradoras do trabalho dos meninos. Eu estava ao lado da Ivete e ela me perguntava sobre o nosso filho, e comentava o quanto o Luan estava mais maduro, entre fofocas de mulheres entre eu, ela e a Paula.

A gente se separou, por que o Luan rodou todas as mesas conversando com todos, e eu também. O Luan dava entrevistas, para o site do programa e para outros programas da emissora. Ele tentava esconder, mas ele estava nervoso, eu, assim como na premiação do ano anterior, estava segura de que ele iria ganhar.

-Está todo mundo elogiando a roupa que você escolheu pra mim! Ele sorriu, ao me abraçar por trás.

-Viu! Eu disse que você estava lindo! Sua namorada tem bom gosto! Sorri.

-Estou nervoso!

-Você fica assim atoa!

-Mor eu confio nas minhas fãs, sei o esforço delas, mas tem os outros artistas também!

-Eu sei! E até parece que você não sabe que a Família Luan Santana não gosta de perder! Rimos.

Quando ele teve que ir para outra parte do estúdio, para esperar o resultado da premiação, o dei um beijo e lhe desejei sorte. Ele foi junto com o Michel e o Seu Jorge. Antes de o Faustão dizer o resultado ele perguntou algumas coisas, aos candidatos, e brincou.

-Atenção Brasil! Chegando aqui a Fernanda com o envelope. Esses três escolhidos pelos funcionários da Globo, Seu Jorge, Luan Santana e Michel Teló... O Brasil escolheu, pelo telefone, pelo site do Faustão... O troféu, por esse ano, cantor do ano, vai pra Luan Rafael Domingos Santana! –Quando Faustão falou dei um quase grito, que foi abafado pelos gritos das meninas, que estavam na plateia. –Segundo ano consecutivo, quarto troféu. Revelação Musical em dois mil e nove, Música do ano em dois mil e dez. Recebeu o carinho de Seu Jorge, de Michel Teló... De Campo Grande, vem aí, o irmão da Bruna, o filho da Marizete e do Amarildo Santana, marido da Beatriz e, por que não dizer pai, é hora galera de Luan Santana!

Ele entrou para receber o troféu, e cantou Amar não é pecado, mas antes soltou beijos e agradeceu aos fãs. Cantou muito alegre, a música e, mais uma vez, me encantou, e com certeza as fãs também, com aquele lindo brilho no olhar e um sorriso encantador de felicidade.

Depois que cantou a música conversou um pouco com o apresentador, com o mesmo sorriso, o sorriso que não saia do seu rosto.

-Seis anos de carreira, cara... Ali atrás eu tava tremendo! Ali atrás, Faustão, rapaz, é um momento, que eu acho, que é unanime, passa tudo na cabeça da gente! Passa desde o cara que monta palco, lá na nossa equipe, que hoje são mais de oitenta pessoas trabalhando, pra gente... Cara umas quarenta! Eu falo oitenta contando o escritório e a galera da estrada. Estão são oitenta pessoas, é... trabalhando! E vai desde esse cara até o fã que virou noite lá votando, que eu sei que tem muita gente que vira noite votando em mim. Então, é aquilo que o Leo falou, agora a pouco, rapaz, é uma troca de energia, muito boa, e... Caramba, às vezes me bate uma coisa na cabeça, “pô será que eu to retribuindo da melhor forma?”, da um desespero às vezes! Pô, a galera tem um carinho enorme, por mim, e será que eu to dando o meu melhor, eu to me esforçando?! E com esses prêmios, rapaz, eu acho que... é a Família Luan Santana inteira tá na frente da televisão, agora, -As meninas gritaram, em aprovação ao discurso dele, e eu sorria feito boba, enquanto ouvia e o via por um telão. –É de vocês, essa é minha forma de retribuir! Fazer música, com carinho e com amor, pra vocês!

-Agora você está nessa nova fase. Uma fase muito importante, a de ser pai, e eu acho que não foi só por isso que você tem apresentado esse amadurecimento. Mais o que mudou por conta disso? Até por que todo mundo ver, que você e a B, que está lá atrás agora te vendo... –Eu apareci no telão, para a plateia e o Luan me verem. –Vocês dois cresceram muito um com o outro, e vivem juntos há muito tempo. Dá pra se ver o quanto vocês se gostam e o quanto um admira o outro. As fãs também têm esse carinho por vocês. O apresentador perguntou.

-Então, cara,... ela está linda né? -O Luan soltou um beijo para mim e eu sorri, mandando outro para ele. –Então, Faustão, eu e a B vivemos tudo muito intensamente e isso contribuiu, desde o começo, para esse nosso amadurecimento. A gente não só se admira a gente se respeita, e isso, tanto pra mim quanto pra ela, é o essencial. Claro que nessa fase, pai... –Ele sorriu e as meninas aplaudiram. –mudanças vieram, é normal amadurecer. E ficar mais feliz também! Mais é isso o que eu falei antes, os fãs respeitam muito a gente e a gente fica com medo de não está retribuindo da mesma forma.

Depois de comemorar no palco, com o troféu na mão, ele saiu e veio para onde eu o esperava, mas antes deu mais uma entrevista, respondendo mais perguntas sobre “ser pai” e depois, veio até mim e me abraçou forte. Recebeu o carinho e os parabéns de todos, e seguimos esperando a premiação acabar. Depois voltamos para o hotel e comemoramos da melhor forma.