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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Primeira pista? (Capítulo 78 - Parte 2)


Senti ele deitar ao meu lado e me abraçar. Ele começou a beijar meu pescoço e me chamou baixinho no meu ouvido.

-Vida vou sair por aí com o carro, quer ir? 

-Não vai malhar? 

-Não! Quero sair sem rumo, vamo? 

-Pega meu casaco?

-Pego, mas levanta logo! 

-Levantei, chato! Sorri levantando.

Deixamos nossas mães conversando e fomos sem rumo nem direção, com o Luan dirigindo, por Londrina. Ele colocou o CD do Zezé, no som do carro, e seguimos cantando e conversando. Depois de um tempo o Rober ligou para o Luan e disse que estava sem fazer nada em casa e nos convidou para ir até lá. Não ficamos por muito tempo, mas demos boas risadas. Chegamos em casa já pela noite e ao som do CD "Quando chega a noite", e assim que ele estacionou o celular dele tocou, era um dos amigos dele.

-B chegou isso pra você! A Bruna me entregou um envelope assim que entrei em casa.

-O que é isso? Ela me deu um abraço.

-São as coleções novas de vestidos de noiva que as lojas de Londrina mandaram, ai o porteiro juntou todos nesse envelope. Tem um mais lindo que o outro! Ela sorriu.

-Que isso mor? O Luan perguntou assim que desligou o celular.

-Vestidos de casamento! Vai sair? Entreguei o envelope a ele.

-Não! Vou ficar em casa! Quem mandou piroca? Ele deu um beijo na Bruna.

-As lojas de noiva de Londrina! 

-Filha olha esse! Minha mãe se aproximou me mostrando um.

-Vai ficar lindão amor em você! Eu e o Luan nos olhamos e rimos.

-Não entendi a risada! Minha mãe nos olhou.

-Simples; eu não vou casar assim e nem vai ter festão! Fui até a cozinha pegar água e a elas ficaram me olhando.

-Eu e a B decidimos fazer tudo bem simples! O Luan veio atrás de mim.

-Eu nem acredito! Cunha você iria ficar perfeita dentro de um desses e não quer? A Bruna me olhou.

-Não gosto dessas coisas! 

-Vocês podiam casar no sítio! A Dona Marizete sugeriu.

-Não mamusca, a gente vai casar lá na em Campo Grande, perto daquele rio que tem lá na casa da vó! O Luan sentou.

-Vamo? Me assustei.

-Pensei que você quisesse casar lá! Ele me olhou.

-Quero, mas... Amor que lindo! Adorei! Lá que a gente brincava quando eramos pequenos! Sentei ao lado dele e o dei um selinho.

-Tá! Mais cadê a minha filha vestida de princesa? Minha mãe me olhou.

-Mãe a senhora sempre soube que eu não gosto dessas coisas! 

-O importante é que sejam felizes! A Dona Marizete sorriu.

-Brigada mamusca! O Luan sorriu.

-Cunha os vestidos são lindos! 

-Eu sei Bubu, eu sei! Sorri. 

Uma surpresa boa! (Capítulo 77 - Parte 2)


Pela noite o Luan me ajudou a tomar banho e ele não perdia o bom humor me fez ri cantando "Quando chega a noite", só por que havia escurecido. A médica apareceu confirmando que eu voltaria para casa pela manhã, o que fez o Luan fazer algumas ligações para que o avião estivesse pronto bem cedo, ele queria que eu fosse o mais rápido possível para casa. 

-Vou te dar uma notícia que você vai amar! Ele me olhou, enquanto mudava o canal da TV.

-Fala, mas fica quieto! Tomei o controle dele.

-Poxa vida! -Ele fez bico. -Não conto mais! 

-Ai que bebê dengoso que eu tenho! -Sorri apertando a bochecha dele. -Fala logo! 

-Devolve o controle amor! Ele fez voz de dengo.

-Toma, mas fala e pára de me irritar mudando de canal! Ri.

-Vou fazer show, no São João, em Amargosa! 

-Mentira! Sério? Que tudo! Sorri.

-Quando vi só lembrei de você! Ele sorriu.

Depois de um tempo eu acabei dormindo e ele ficou mais algum tempo assistindo TV, logo ele dormiu em uma poltrona que havia ao lado da minha cama. Bem cedo ele acordou e junto a minha médica trouxe meu café da manhã para irmos para casa. 

Quando chegamos ao aeroporto recebi o carinho de alguns fãs e a médica me orientou para que eu não ficasse muito tempo. Fomos para Londrina e lá aconteceu o mesmo, alguns fãs nos esperavam e tanto eles quando os do Rio estavam preocupados comigo, mas a médica falou que não tinha sido nada demais, apenas cansaço. Eu e o Luan chegamos em casa e minha mãe me recebeu com um abraço muito apertado, ela e Dona Marizete nos esperavam. 

-Mãe está me apertando! Ri.

-Desculpa, mas que susto que você nos deu! Ela reclamou.

-Tá tudo bem, agora!

-Vamo amor! Você vai subir e descansar, vem! O Luan me chamou depois de ter abraçado a mãe.

-Oi sogrinha! Brigada por dar um jeitinho na casa! Abracei ela.

-Tudo bem! Tive ajuda da sua mãe! Está tudo bem né? Ela me olhou.

-Tudo sim! Sorri.

-Vai filha, vai descansar! Minha mãe pediu.

-Vem amor!

-To indo! Segurei na mão do Luan e subimos para o nosso quarto.

Tomei um banho demorado, com o Luan, e deitei na cama. O Luan desceu para ficar, um pouco com a mãe, e a minha subiu. Eu estava cochilando quando senti minha mãe fazer carinho em meu rosto.

-Saudade desse carinho! Olhei pra ela e sorri.

-Se cuida minha filha! Eu não estou ao seu lado o tempo todo e não posso cuidar de você, então se cuida por mim! Eu fico preocupada com você a cada segundo! 

-Pode deixar mãe! Sorri.

-Seu pai mandou um super beijo e disse que o neto dele vai ser jogador de futebol e vai ganhar melhor que o pai! Ver se eu aguento com o seu pai! Ela riu.

-Eu também acho que seja menino, mas ser jogador de futebol... Prefiro que seja cantor! Sorri.

-Vou ficar os três dias que eu tenho de folga com vocês! Será que o Luan vai gostar da sogra aqui? Ela brincou.

-Claro sogrinha! Ainda mais com uma sogra lindona como essa, que eu tenho! O Luan entrou no quarto.

-Que genro perfeito o meu! Sorrimos.

-Amor minha mãe ainda não viu o quarto do neto dela, leva ela lá! Olhei para o Luan.

-Levo! Ele sorriu.  

-A Marizete me falou, mas estava trancado quando a gente foi ver!

-É por que a galera do escritório veio aqui deixar alguns presentes das fãs e eles acabaram trancando, mas a chave tá lá em baixo do lado da TV, que o Júnior disse! Expliquei.

-Vamo sogrinha! O Luan chamou minha mãe e eles saíram.

Fiquei no quarto e o sono, logo, veio. Dormir em casa era sempre muito bom. Abracei o travesseiro dele e fiquei sentindo o seu cheiro, dormi tranquilamente. Ter minha mãe durante os três dias iria ser bom, iria ser paparicada por ela e teria o seu colo a todo tempo, iria matar a saudade dela.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Tudo está bem de novo (Capítulo 76 - Parte 2)

Fechei, forte, meus olhos e os abri, rapidamente, e tomei um grande susto. Eu estava em um quarto sozinha, deitada em uma cama, mas não era qualquer quarto e nem qualquer cama, eu estava em um hospital. Não entendi o por quê que eu estava ali, não achei explicação alguma, eu lembrava que eu tinha dormido ouvindo as batidas do coração do Luan e sentindo os seus carinhos. 

Olhei a minha volta e eu estava, realmente, sozinha. Chamei o Luan por várias vezes, mas ninguém respondeu ou aparaceu. Vi que eu tomava algum medicamento, através do soro que estava ao meu lado. Comecei a ficar nervosa e respirava rapidamente, lembrei que eu não estava sozinha, deveria ter alguém comigo o Luan nunca me deixaria sozinha, ainda mais em um hospital. 

-Well! Gritei. 

Eu sabia que ele estava na porta, o Luan só confiaria no Wellington para ficar cuidando da minha segurança. Fiquei olhando fixamente a porta, esperando que ela abrisse, não demorou muito para que ele abrisse e me desse um sinal que logo chegaria alguém para vir falar comigo. Eu estava agoniada, queria saber o que tinha acontecido. Coloquei minha mão sobre minha barriga e eu fiquei ainda mais nervosa, queria saber do meu filho, do nosso filho. 

-B! O Anderson entrou no quarto.

-Anderson cadê o Luan? O perguntei. 

-Ele foi gravar um programa, mas pediu que eu ficasse aqui. Ele não vai demorar, muito, ele disse! 

-O que aconteceu? Cadê a médica? 

-Ela já vai chegar, fica tranquila! 

-Tranquila? Eu não sei onde eu estou e nem o que eu estou fazendo aqui! 

-B é melhor a senhorita se acalmar! Minha médica de Londrina entrou no quarto, a Cláudia.

-Vou deixar vocês sozinhas! O Anderson saiu do quarto.

-O que aconteceu? A olhei preocupada. 

-O que aconteceu? Você não sabe? Eu vou explicar, fica tranquila! -Ela me olhou séria e eu sabia que eu estava, totalmente, errada. -A senhorita se envolveu tanto no lançamento do CD do Luan, que não resistiu e trabalhou demais. Sabe o que acontece depois? O corpo fica cansado, sobrecarregado! B você está grávida e seu corpo está trabalhando, a todo o tempo, para gerar essa criança. Entendeu? Seu corpo está ocupado para isso, ele não está preocupado com você e sim com o bebê! Então eu preciso que você cuide de você! Não só eu mais seu filho e até mesmo pra você! E antes que me pergunte, essa criança tá com mais saúde que umas dez pessoas juntas! 

-Eu me empolguei...

-Pois é! Você precisa se segurar! Eu vou voltar com vocês para Londrina e vou garantir que você descanse! O Luan mudou completamente a sua rotina na equipe e eu o ajudei a isso, mas quando ele chegar ele vai te falar. Descansa, e vai se acostumando por que é isso que você vai fazer durante muito tempo! 

-Eu vou sair daqui quando? 

-Amanhã bem cedo! Ela saía do quarto. 

-Tem muito tempo que o Luan saiu? Perguntei antes que ela saísse. 

-Tem mais ou menos uma hora e meia. Mais vá descansar! Ela saiu. 

Fiquei sozinha, novamente, refletindo sobre tudo o que a médica tinha me falado, eu não deveria ter trabalhando tanto, não deveria ter ficado pra cima e pra baixo resolvendo coisas que o Max poderia fazer. O Luan tinha razão; eu sempre encontrava uma desculpa pra fazer as coisas. Fiquei olhando para o teto refletindo sobre tudo, e optei em ficar em casa quieta os dias que teríamos de folga, seria bom para eu organizar o churrasco que todos estavam nos cobrando, o churrasco na nossa casa para comemorarmos essa nova fase, a agenda sempre deixava a gente ocupado. 

-Teimosa! 

-Oi amor! Olhei pra ele e sorri.

-Tá melhor? Ele beijou minha testa. 

-To! O que aconteceu? 

-Deitei com você e pensei que você estava dormindo, mas eu senti que você estava estranha e tentei te acordar, mas você estava desmaiada. Eu entrei em desespero! 

-Desculpa! 

-Mudei todo o seu horário e você vai ficar comigo, não vai fazer nada! No máximo uma reunião e olhe lá! Depois você conversa, está ouvindo? Conversa com o Max, mas agora você vai descansar! 

-Tá bom! Foi bonito assim? O olhei e sorri. 

-Fui! Gostou? Ele deu uma volta. 

-Amei! Tá lindão! Sorri.

O Luan ficou comigo todo tempo, ele ficou brincando comigo ficava mudando o canal da TV.  A notícia se espalhou e a Dagmar teve trabalho para esclarecer tudo, mas os ânimos das fãs só se acalmaram quando eu e ele postamos uma foto juntos. Ele postou uma foto do nosso selinho e eu postei a foto que ele estava beijando minha testa, e as duas com a mesma descrição; "Tudo está bem de novo!". 

Um dia, um sonho ou um pesadelo? (Capítulo 75 - Parte 2)

Voltamos para Londrina, no bicuço, do mesmo jeito de sempre; um ao lado do outro e de mãos dadas, sentados em nossas poltronas. Estávamos conversando e sorríamos, nenhuma dor ou enjoou me incomodava, mas era perceptível a preocupação em sua expressão. Ele me perguntava a todo instante se eu não estava sentindo algumas coisa e chegava a me chamar várias vezes para que eu olhasse para ele, para ele ver se estava, realmente, tudo bem. 

Quando chegamos em Londrina o Luan decidiu me levar a um lugar, ao nosso lugar encantado. O jardim que ficava na casa de uma senhora cuja a história ele já havia me contado antes, todos os casais de londrinenses ou visitantes passavam por lá. O jardim estava morrendo junto a sua dona e quando as cinzas dela foram jogadas nele, o jardim renasceu e nunca mais morreu. O Luan disse que me levando para lá eu iria me sentir bem e iria ficar mais calma. 

Fomos para o jardim e ele, mais uma vez, estava lindo e impecavelmente encantador. O Luan a todo o momento se demonstrava preocupado comigo, mas logo ele, também, relaxou e segurando a minha mão seguimos andando, por aquele lugar lindo. Nunca mais tínhamos ido ali e eu adorei a ideia dele de me levar para passarmos um tempo juntos sem o que se preocupar, eu estava precisando de um momento tranquilo. 

Andamos juntos e entre muitos olhares sobre nós, mas nenhum pedido para fotos ou autógrafo, estávamos tão colados, andando abraçados, que pareceu que ninguém quisesse nos atrapalhar. Ficamos um ao lado do outro de mãos dadas, abraçados e entre sorrisos e declarações. Paramos para sentar em um dos bancos e ele fazia carinho em meu rosto a todo instante e me olhava com um olhar carinhoso e no fundo ainda estava preocupado. 

Depois de um tempo, quando o Luan viu que eu estava bem, fomos andando, devagar, até a saída do jardim, para irmos pra casa. No caminho ele me fez rir, mais uma vez, e ao avistar uma flor arrancou-a e me entregou. Eu o abracei e agradeci, a flor tinha um cheiro agradável e eu fechei meus olhos para sentir melhor aquele cheiro, enquanto ele alisava, delicadamente, meu rosto. 

-Eu tenho que ir, vai ficar tudo bem! Ele falava. 

Eu o olhei sem entender o por que dele falar aquilo, fiquei assustada com aquelas palavras. Ele estava indo e iria sozinho? Eu queria ir com ele. Eu e ele iriamos para casa, para a nossa casa. O Luan só poderia está brincando. Senti ele soltar a minha mão e o vi sair andando, quando eu ia atrás dele alguém me chamou, olhei para ver quem era e não vi ninguém. Virei, novamente, para falar com o Luan e ele tinha sumido. Só podia ser mais uma brincadeira dele.Saí a sua procura e não o achei em parte alguma fiquei nervosa e já estava escurecendo, estava desesperada e gritei seu nome. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Um dia tranquilo? (Capítulo 74 - Parte 2)

Dormi tranquilamente, com ele abraçado a mim. Meu sonho foi lindo, sonhei com nós dois e nosso filho na praia brincando, talvez por isso tenha dormido sorrindo. Virei e o vi dormindo, com uma careta linda, o rosto dele estava amassado no travesseiro, sorri e me controlei para não ri. Peguei o celular e vi que eram quase três da tarde, ele se mexeu e pousou seu braço sobre mim. Peguei sua mão devagar e a beijei, o fazendo sorrir.

-Pára mor faz cócegas! Ele falou com os olhos fechados com voz sonolenta.

-Você estava engraçado dormindo! Sorri virando pra ele.

-Engraçado por quê? Que horas são? Ele me olhou sem entender.

-Estava com a cara amaçada no travesseiro! São quase três da tarde! Sorri e o abracei.

-To com fome! Ele entrelaçou nossas mãos.

-Também! Sabe o que eu quero comer?

-O que?

-Frango com quiabo! Ri.

-Que milagre é esse? Você nunca gostou de quiabo! Ele estranhou.

-Pois é! Acho que é a gravidez! -Sentei na cama. -Me acompanha?

-Claro! Quero ver isso! Ele sorriu.

Levantamos e tomamos banho juntos, eu queria ficar com ele o dia todo, coladinha. A gente brincou no banho, ele fazia palhaçadas no banheiro e saímos dando risada, ele fez a famosa dança, dele, de toalha arrancando de mim mais risadas. Depois que nos arrumamos pedimos o frango com quiabo para comer, ele ficou me olhando comer e ria. Eu comia com gosto, eu não gostava de quiabo, mas eu comia como se fosse a coisa mais gostosa do mundo, com certeza era por causa da gravidez. Comi tudo e queria repetir, mas o Luan disse que não, se não eu não ia parar mais, que era pra eu seguir a alimentação que a médica tinha me passado. 

-Eu acho que aquele quiabo não me fez bem, não! Reclamei passando a mão na minha barriga, enquanto jogávamos no vídeo game. 

-Tá sentindo o que? Ele parou o jogo me olhando.

-To enjoada! Olhei pra ele com cara feia. 

-Vem cá! 

Ele me ajudou a levantar e deitou na cama me fazendo deitar junto. Coloquei minha cabeça em seu peito e fiquei ouvindo seu coração bater, sentindo o seu carinho em meu cabelo. Dormi após alguns minutos, sentindo o enjoou passar aos poucos. 


Trabalho dobrado... (Capítulo 73 - Parte 2)

Depois do show fomos para o hotel, mas ninguém estava muito no clima de sono e a banda nos chamou para um luau na área da piscina do hotel. Ficamos em roda de viola, entre conversas e muitas risadas em um clima bem descontraído. Eu e o Luan estávamos juntos, mas cada um conversando com pessoas diferentes, mas de mãos dadas e trocávamos carinhas sem perceber. 

-Amor eu vou subir, vai ficar ai? Falei no ouvido dele.

-Vai amor, eu vou ficar aqui mais um pouquinho. Se importa? Ele me olhou.

-Tudo bem! Sorri levantando.

Saí, acompanhada da Bruna, me despedindo de todos. Fomos conversando, no elevador, e comentando alguns momentos do show, principalmente a surpresa que o Luan tinha feito para mim. Quando chegamos no andar dos nossos quartos, ela e os pais dele ficaram no mesmo andar que nós, fomos em direções opostas, fui para o quarto tomei banho e deitei na cama. Assitia a um filme na TV, abraçada a um travesseiro, e não percebi os meus olhos fecharem. 

Senti ele beijar meu pescoço, acariciando, levemente, a minha cintura. Ele beijou meu pescoço indo até meu ombro, me fazendo arrepiar. Ele me virou, olhando para o teto, e eu sorri. Ele me beijou delicadamente, com uma das mãos por dentro da minha camisola, que subiu da minha coxa até a minha cintura. Tirei a camisa dele, enquanto nos beijávamos intensamente. Ele colocou o seu corpo sobre o meu, quando tirou minha camisola, nos amando intensamente. Nossa noite foi linda e só terminou depois que nossos corpos se deram por satisfeitos. 

-Vem dormir abraçadinho mor! Chamei ele quando ele saiu do banho, já arrumado.

-Vou! -Ele deitou ao meu lado. -Te amo, te amo, te amo...! Ele beijava meu pescoço, enquanto me abraçava. 

-Também te amo! Sorri.

-Tá cansada não? Você não parou hoje! Ele se preocupou.

-Cansada! Quero dormir até tarde, amanhã! 

-Acho bom! Não sentiu nada não?

-Fiquei tonta, hoje, mas nada demais...

-Nada demais? E com certeza não falou com ninguém, né teimosa! Ele sentou na cama. 

-Falei! Eu fiquei quieta, sentei e descansei! Olhei pra ele, ainda deitada.

-Amor sério, tem que diminuir no Diário! Quero você do meu lado o tempo todo! Só quero te ver fazendo a  entrevista no camarim, comigo! Ele falou firme. 

-Luan, o Max não faz nada sem mim e... 

-Não começa! O Max sabe sim, você que fica procurando história! 

-Luan...!

-Não insiste! Já está decidido! 

-Só um pouquinho? Sorri.

-Vida to falando sério! Nosso filho amor, por ele! Ele deitou ao meu lado e alisou minha barriga.

-Tá grandinha, né? A gente já vai descobrir o sexo e eu to ansiosa! Sorri.

-É! -Ele me abraçou. -Mais não me enrola, promete que vai ficar quietinha? 

-Prometo! Amanhã vou ficar grudadinha com você! 

-Sério?

-Sério! Canta no meu ouvidinho pra eu dormir? 

-Canto neném, canto! Ele começou a cantar, baixinho, no meu ouvido e não foi difícil dormir.

sábado, 5 de maio de 2012

O lançamento... (Capítulo 72 - Parte 2)

Fui ao encontro dos pais dele e a Bruna logo me puxou para que a gente assistisse ao show juntas. Esperamos o show começar e eu estava nervosa, torcendo para que tudo desse certo e olhando procurando a equipe do Diário estava toda nos lugares certos, queria que, realmente, tudo desse certo.


“Não foi nada fácil, mas é preciso lutar e vencer. A cada passo, a cada desafio me sentia mais forte. Por que o seu amor me conduzia e o seu sorriso me mostrava o caminho. Vem, traga o seu brilho que eu faço chover estrelas, traga a sua energia que eu transformo em calor, traga o seu grito que eu te dou atenção! Melhores fãs do mundo, a noite chegou. E ela é toda nossa!” O show começa.

As fãs, que lotaram o Villa Country, começaram a gritar e quando ele surgiu no terceiro andar da estrutura, que tinha sido ideia dele, as meninas tiravam fotos e cantavam junto a ele. Eu olhava e sorria, sabia que ele estava feliz por aquilo e que já passava por sua cabeça a gravação do seu terceiro DVD. Ele se divertiu durante o show e se mostrou muito engraçadinho. Ele brincou com a Day e a Marla e rebolou mais que o normal. Ele fazia as gracinhas dele e me olhava soltando um beijo, para mim.

-B vem comigo! O Max me puxou. 

-Que foi? O olhei assustada. 

-Vem! Ele saiu me puxando.

Fui com o Max e ele me levou para o lado do palco e ficou conversando comigo sobre o Diário a transmissão, mas eu não estava muito convencida que era aquilo. Conferi a transmissão, a equipe, a posição de cada um e não achei nenhum problema. 

-Max o que você quer comigo? Fala a verdade! Olhei para ele séria e cruzei os braços. 

-Presta atenção! Ele apontou para o Luan, me virei para olhá-lo.

-Minhas negas queria falar um pouco com vocês! Então, vocês sabem que eu tenho uma nega, a minha nega, que me acompanha, sempre, que cuida de mim e que me dá uns puxões de orelha, as vezes parece até minha mãe. Mais eu entendo por que eu sou teimoso mesmo! -Ele sorriu. -E ela sempre canta uma música pra mim, mas ultimamente ele não cantou mais, e eu senti falta. Até que ela cantarolou esses dias e eu quis fazer isso pra ela. Vem cá amor! -Ele se aproximou de mim e segurou em minha mão, me lavando até o centro do palco. -Acho que você já sabe qual é a música né? -Ele sorriu e eu confirmei com a cabeça. -Então solta a moda ai! Ele olhou para a banda.

Ele começou a cantar "Anjo", a música que eu sempre cantava pra ele e que ele adorava ouvir. Ele tinha razão, eu nunca mais tinha cantado para ele, me senti um pouco culpada mais ele segurou em minha mão, encostou sua testa na minha, e olhou em meus olhos, me fazendo esquecer de tudo. Sorri e acompanhei ele na canção, cantava baixo para não atrapalhar ele e o observava feito boba. 

-Te amo! Repetia a ele a todo o momento arrancando dele sorrisos. 

-Sou seu anjo e o seu amor, tá? Ele terminou a música.

-Tá! Sorri.

-Fala pra elas o poema! Ele sorriu e colocou o microfone na minha boca.

-Boa noite meninas! Se falhar a voz é nervosismo e emoção tá?! -Olhei para o publico. -Hoje eu acordei mais cedo e fiquei te olhando dormir. Imaginei algum suposto medo para que tão logo pudesse te cobrir. Vi você errar, crescer, amar e voar, você sabe onde pousar! Ao acordar já terei partido, ficarei de longe escondida, mais sempre perto de certo, como se fosse um anjo. Vivo, vivendo pra te cuidar, te proteger sem você me ver, sem saber quem sou; se sou anjo ou se sou seu amor! Recitei e arranquei aplausos dos fãs e ele me deu um selinho.

-Te vivo! Você é muito importante pra mim! Ele me abraçou forte.

-Você também é muito importante e você sabe! Sussurrei em seu ouvido. 

Saí do palco e fui assistir o resto do show ao lado do Rober e do Max. Quando cheguei onde eles estavam, fiquei abraçada ao Max o olhando feito boba com lágrimas nos olhos. Ele me olhava e sorria, piscando o olho. O show tinha sido, mais uma vez, perfeito. E muito especial para nós dois.