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terça-feira, 24 de abril de 2012

Desligado? (Capítulo 55 - Parte 2)


Subimos e quando chegamos ao quarto ele foi direto fazer terere, até ele terminou ficando com vontade de tomar. Enquanto ele fazia eu o abracei por trás e fiquei grudada a ele. Ele ria enquanto eu não desgrudava.

-To suado mor! Ele falou.

-Tem nada não! Sorri.

-Sonhou com algo pra te fazer ficar com desejo? Ele perguntou.

-Não! Eu levantei e vi a garrafinha que você coloca a água e fiquei com vontade!

-Espera, deixa eu virar! –O soltei e ele ficou de frente pra mim. –Por que você não gosta do Gutão mor? Ele me entregou o terere.

-Eu? Por que essa pergunta? Peguei o terere e saí andando até a cama.

-B não esconde nada de mim! Ele me virou, para ficar de frente para ele.

-É que eu pensei que você ficaria com ciúmes, só isso! O olhei, e tomei um gole do terere.

-Tem certeza? Ele me olhou desconfiado.

-O que teria mais? Disfarcei.

-Não sei, conta você!

-Nada?! Sentei na cama, ligando a TV.

-Amor, sério, me conta! Ele sentou ao meu lado, e virou meu rosto para ele.

-Poxa, Lú! Eu disse que não é nada! –O olhei e entreguei o terere para ele. –Perdi até a vontade de beber o terere!

-Desculpa! Toma vai! –Ele me entregou o terere. –É que você nunca tratou ninguém, assim. Você finge que ele nem existe, e você estava toda empolgadinha no começo! Ele me olhou sério.

-É que eu preferi ficar assim, para você não pensar algo e ficar com ciúmes. Sei lá!

-É só isso mesmo? Ele perguntou, desconfiado.

-É! Iria ter mais o que?

-Não sei!

-Então, se você não sabe imagine eu! Deitei na cama.

Ele foi tomar banho, e eu sabia que ele já desconfiava de algo. Fechei os olhos e preferi continuar não demonstrando nada. Ele demorou no banho, mais que o normal, e eu acabei dormindo. Senti que ele deitou ao meu lado e me abraçando ficou a me observar.

-Por isso que você me perguntou aquelas coisa? Que você está insegura? Ele me perguntou.

-Hã? Abri os olhos. Estávamos deitados, um de frente para o outro.

-Me conta, logo, o que está acontecendo, antes que eu descubra por outra pessoa! Me conta amor!

-Amor não tem nada! Nada mesmo! Pára com isso!

-Amanhã tem o show, da Lacta e quero você do meu lado. Não quero você trabalhando!

-Tá! Sorri.

-Te amo! Ele beijou minha testa e me abraçou, ficando quieto.

Estava com medo de contar a ele algo, e a reação dele ser a pior. Senti medo de causar algo que pudesse prejudicar alguém, senti medo de perdê-lo. Iria continuar a agir daquela forma, sem causar nenhum tipo de clima ou aproximação. Iria continuar andando sempre acompanhada, por pessoas que o Luan confiava que não pudesse me causar nenhum tipo de problema. Seria melhor daquela forma, mas o medo insistia, e quando não aguentasse mais ou se ficasse explicito algo eu contaria a ele.  

Durante a noite ele levantou e foi para a varanda do quarto, e ficou observando o céu. Eu acordei e o vi, ali quieto perdido nos pensamentos. Assim como eu, ele estava com medo de que algo acontecesse. O Luan não era tão desligado, o quanto muitos pensavam, ele enxergava, às vezes, o que muitos não viam e eu sabia que comigo, em relação a nós dois, não era diferente.

Esperei ele voltar para cama, e quando ele voltou, ele tomou um susto quando eu o abracei. Ele retribuiu o abraço, porém um pouco mais forte. Eu senti o cheiro dele, e ouvi as batidas do seu coração, fechei meus olhos e desejei, pedi que nada acontecesse, que nada de ruim nos atingisse naquele instante. Naquele momento, eu precisava dele ao meu lado mais que do que em qualquer outro momento.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Complicou (Capítulo 54 - Parte 2)


O dia seguinte foi agitado, o Luan tinha entrevistas e um programa para gravar, seria o lançamento do novo CD, em um programa de domingo. Depois de ter passado quase duas horas no celular com a minha mãe, tinha muito tempo sem ver ela e meu pai. O Luan tinha ido malhar, mais cedo, e eu evitei ir com ele e fiquei com o Max e a Dagmar, para não ficar sozinha.

Seguíamos na van entre conversas e risos, e eu tentava me concentrar no que eu iria fazer no Diário. Estava com a blusa da equipe do Diário e com uma calça jeans, o Luan reclamou e disse que eu deveria ter ido com outra roupa, mas eu iria para trabalhar e não para participar de algo. Ele insistiu e eu coloquei um salto e caprichei na maquiagem, mas não tirei a farda.

Quando chegamos, na porta da emissora onde tinham fãs a espera do Luan. Saímos eu, o Rober e a Dagmar para acalmarmos as fãs e organizarmos elas. Tudo estava tranquilo, iam de duas em duas para tirar foto com o Luan e dar nele um abraço, algumas aproveitaram para falar comigo e eu acabei distraída com algumas delas. Até que o Rober me puxou para a van, me assustando.

-O que foi Rober? Perguntei a ele sem entender.

-Depois explico, vem! Ele continuava a me puxar.

Olhei para trás e vi que uma das meninas não queria, de forma alguma, soltar o Luan. Ela o abraçava forte e as outras pediam, juntamente ao Wellington e a Dagmar, para que ela o soltasse. Ela puxava o cabelo e a blusa do Luan, e o Well teve que intervir puxando o Luan e o conduzindo a van, novamente, assim como o Rober fazia comigo.

-Nossa! Que confusão! Sentei na van.

-Nem fale! O Luan pediu para que eu te trouxesse de volta, parecia que ele já desconfiava disso! O Rober sentou, também.

-Tá tudo bem Lú? O olhei quando ele entrou, e rapidamente a van seguiu.

-Tá! Ela puxou meu cabelo, mas tudo bem! –Ele sorriu ajeitando o cabelo. –Queria ficar pra atender todas, mas...

-Tudo bem! Sorri.

Gravamos o programa, e ele cantou algumas musicas novas do CD. Ele comentou sobre algumas delas, e vimos à matéria “24 horas com o Luan Santana”, no dia que ele recebeu o título de cidadão honorário de Londrina. Nesse dia eu não fiquei com ele por está trabalhando, e eu não fiquei nada à vontade ao ver aquele vídeo, por que nesse dia a gente brigou.

-Cadê a Bia, Luan? O apresentador perguntou me procurando na plateia.

-Ali! O Luan apontou para mim, que estava escondida atrás dos câmeras.

-Onde você estava na hora da gravação? Ele se aproximou de mim.

-Oi gente! –Cumprimentei a plateia. –Estava trabalhando, é a vida! Sorri.

-É isso ai! Alguém tem que trabalhar! Ele saiu rindo e eu ri também.

Depois que saímos da emissora, ele me olhou e respirou fundo, pareceu lembrar aquele dia da nossa briga, mas logo abriu um sorriso e me abraçou. Seguimos para a van e iríamos para São Paulo, teríamos shows lá e logo partiríamos para alguns shows no Nordeste, e eu estava feliz por isso.

Cheguei ao hotel e o cansaço tomou conta do meu corpo. Deitei na cama e dormi, o Luan deitou ao meu lado, e começou assistir algo na TV, enquanto fazia carinho em minha cabeça. O sono estava pesado, nunca mais tinha ficado cansada daquele jeito, a gravidez estava dando sinais, novamente. Virei na cama, para me ajeitar e percebi que ele não estava mais ali. Abri os olhos assustada e levantei, preguiçosamente, da cama indo até o banheiro molhar meu rosto.

Saí do quarto, de chinelo, depois de ter lido um bilhete dele, dizendo que estava na academia. Fui atrás dele, por que eu queria tomar terere, um desejo enorme tinha me feito querer tomar, e eu queria que o Luan, somente, o Luan fizesse para mim. Encontrei com o Rober no corredor e ele me acompanhou até a academia.

Quando chegamos, vi o Luan e o Gutão sorrindo e conversando algo, como amigos. Era de se esperar que eles se tornassem amigos, o Guto era muito brincalhão e uma pessoas ótima, gostava de conversar e era muito profissional, em certos momentos. Olhei para o Rober e ele percebeu o que eu queria falar com o meu olhar.

-Complicou! Ele riu.

-Deixa quieto! Ri.

Olhei os dois, e meu olhar encontrou com o do Guto, fiquei sem graça e o Luan percebeu que o Guto tinha se distraído com algo ou alguém, e olhou na mesma direção. O Luan sorriu para mim, e eu pisquei para ele.

-Vem aqui mor! Ele indicou a sua perna para que eu sentasse.

-Estamos atrapalhando? Eu e o Rober entramos.

-Não! Jamais irá! O Guto respondeu com um sorriso.

-Mor faz terere para mim? To com desejo! Sorri, ignorando o Guto, sentando no colo do Luan.

-Desejo? Eita! Ele sorriu.

-Corre Luan, se não vai nascer com cara de terere! O Rober brincou.

-Corre mor! O Luan brincou.

-Vamo sério! Levantei o puxando pela mão.

-Vamo! Ele levantou e cumprimentou os meninos e saímos de mãos dadas.

-Acho que ela não gosta de mim! O Guto comentou com o Roberval.

-Por que será né? O Roberval saiu o deixando sozinho.

Quase ... (Capítulo 53 - Parte 2)


Depois do show, enquanto voltávamos para o hotel na van, fiquei o olhando e imaginando como seria ruim passar por uma briga ou separação, naquele momento. Eu não aguentaria outra separação envolvendo armações de uma terceira pessoa. Nada era como antes, eu sabia, que estávamos mais maduros e que estávamos em uma fase muito boa, estávamos curtindo a chegada do nosso filho.

Deitei minha cabeça em seu ombro, e em seguida ele me abraçou, me envolvendo em seu abraço. Me sentia, ao lado dele e nos braços dele, a mulher mais amada e protegida do mundo, nenhum outro conseguia me sentir daquele jeito. Ele acariciava meu cabelo, enquanto conversava com o Rober e o Max. Os observava e sentia que podia contar com eles três, com eles três nada no mundo me atingiria.

Chegamos ao hotel, e eu permanecia calada, só demonstrava algo com carinhos e olhares para o Luan. Ele me guiava pela mão, ele me conduzia a todo tempo, de mãos dadas comigo. Tive uma imensa vontade de tê-lo em meus braços, fazer ele viajar para o nosso mundo particular, me deu vontade de quebrar a aposta.

-Tá calada mor! O que foi? Ele me perguntou quando chegamos ao quarto.

-Lú senta aqui! O conduzi até a cama o fazendo sentar ao meu lado.

-Que foi? Ele me perguntou assustado.

-A gente se ama demais né? E nada no mundo, agora que estamos mais maduros, vai fazer com que a gente se separe né? Alisava o seu rosto.

-Por que isso agora? Aconteceu algo?

-Não! Não aconteceu nada! É que eu me lembrei de umas coisas que aconteceram antes e eu fiquei assim. Me promete?

-Claro meu amor! Eu te vivo, e nada no mundo vai separar a gente! Ele sorriu.

-Te amo muito! Sem você não vivo, você sabe né? Dava selinhos nele.

-Quer quebrar a aposta? A gente finge que nada aconteceu! Ele sorriu.

-Não se aproveite do momento, por favor! Ri.

-Só um pouquinho, prometo! Ele me beijava.

-Não! Pára mor sério!

Ele deitou o corpo sobre o meu e me beijava intensamente. Sentir ele me tocando, me beijando e me desejando de novo, era renovador. Eu precisava sentir ele só meu, seguir com a aposta estava ficando cada vez mais difícil. Ele me tocava e a respiração dele falhava, me fazendo querer ele a cada segundo. Eu tentava resistir, mais a minha insegurança, meu medo, me faziam fraca. Ele percebeu e começou a tirar minha roupa, beijando, delicadamente, meu corpo. Minha respiração falhava e eu já não tinha mais controle sobre mim mesma, me entreguei a ele.

-Só hoje! Prometo que não contar a ninguém! Ele mordeu minha orelha.

Ele ter falado aquilo em meu ouvido me fez despertar, por instantes. Eu queria ganhar a aposta, não queria dar aquele gostinho a ele. Me perdi por instantes, no momento, novamente, mais logo comecei a resistir.

-Lú pára amor! Pedia a ele, o empurrando.

-Não! Fica aqui, pra ser só minha! Eu to com saudades do seu corpo, da sua pele, do seu calor. To com saudades da gente dizendo declarações ao pé do ouvido, um do outro, nesse nosso momento. To com saudades de você por inteira! Ele me olhou nos olhos.

-Não faz isso! Sorri.

Ele começou a me beijar, novamente. Quando eu estava me entregando, completamente, a ele, o celular dele tocou me fazendo despertar. Virei de lado, e levantei rapidamente da cama pegando o celular dele, e vendo quem era eu sorri. O Luan tentou me puxar de volta, mas não conseguiu, eu atendi seu celular.

-Sogrinha! Que bom ter ligado, agora! Sorri.

-Aconteceu algo? Ela perguntou sem entender minha empolgação.

-Nada de mais! Então... estam todos bem por aí? Disfarcei.

-Estam sim! Ela riu.

-Vou passar para o Luan! Beijos! –Olhei para ele e ri. Ele me olhava com raiva. –Sua Mamusca! Não seja um menino mau! Brinquei colocando o celular na mão dele.

-Oi Mamusca! Ele atendeu me olhando feio.

-Te amo! Soltei um beijo para ele, entrando no banheiro para tomar um banho gelado.

-Não vai ficar assim! Me aguarde! Ele me abraçou, quando deitou na cama para dormirmos.

-Ameaçando? Nossa! Ri.

-Não começa!

-Bebê, eu te amo! Dei um beijo em seu rosto.

-Nem vem! Ele fez bico.

-Fica assim não meu amor! O abracei.

-Sério! Está me torturando amor! Ele me acariciou.

-Nem te peguei, pra de torturar! Ri.

-Essa é a tortura! Rimos e eu o beijei.

sábado, 21 de abril de 2012

Nossa amizade vai muito além dos palcos (Capítulo 52 - Parte 2)


Fomos para o local do show, e fizemos tudo como sempre fazíamos. Eu fui até a grade falar com as meninas, pegar alguns presentes e tirar fotos, assim como o Luan, mas ele não ficava muito tempo, para atender a imprensa. Como viemos na van gravando para o Diário, sobrou tempo livre para eu ajudar a organizar as fãs, junto ao Rober e a Dagmar com a imprensa.

-Vem mor, tirar foto para postar pras nega! Ele me puxou, para frente do espelho e tiramos a foto.

-Ajeita essa blusa! Comecei a arrumar a roupa dele.

-Queria que você desarrumasse isso sim! Ele falou baixo, para que só eu escutasse.

-Pelo visto, eu vou ganhar a greve! Sorri.

-Você pegou pesado! Ele cruzou os braços.

-Você também! O olhei.

-Mais é uma surpresa, se eu contar perde a graça!

-Pois é! Mais imagina uma noiva que não sabe nada, eu disse nada, sobre o casamento?!

-Mais eu quero que dê tudo certo! Um beijo eu ganho? Ele me abraçou.

-Ganha! –Sorri e o beijei. –Boa sorte! Sorri.

Seguimos de mãos dadas até o palco, depois de ele ter se reunido com a banda para orarem, onde nos separamos para que ele fosse fazer o show. Aproveitava o show quando eu senti alguém me puxar pelo braço e me guiar até o camarim, novamente. Vi que era o Max e segui com ele. Quando chegamos ao camarim ele fechou a porta e me olhou sério.

-B você sabe o que eu vou te falar né? Ele começou.

-Tenho uma leve ideia!

-Cara toma cuidado com quem está por perto, de vocês dois. Eu andei ouvindo que tem gente de olho em vocês e que pode fazer algo contra vocês. Eu sei que o amor de vocês é forte, mas uma simples vírgula pode se transformar em um complexo verbo!

-Nossa filosofou, agora! –Ri. –EU sei bem de quem você está falando. Relaxa! Eu não quero nada com ele, eu não estou nem aí. Quem eu amo está lá no palco cantando para aquelas pessoas e encantando várias outras. A gente está bem agora, estamos em outra fase, estamos bem, e você sabe! O olhei.

-Mais vocês já passaram por isso e você levou na boa, como agora, e deu no que deu, né?! Então eu, na verdade eu e o Rober estamos preocupados...

-Vocês são meus anjos! O abracei.

-A gente só gosta e admira muito tudo o que vocês passaram e o que vocês sentem, um pelo outro. Amigo é para isso! Ele me abraçou.

-Você não queria que ele soubesse né?! O olhei.

-É! O Luan quando fica com ciúmes ele se irrita fácil!

-É eu sei! Mais você acha que é melhor contar ou...

-Relaxa! Dele eu e o Rober cuidamos! Só te alertei, caso houver algo, para você saber que eu e o Rober estaremos ao seu lado! Ele sorriu.

-Brigada Macaco! –Rimos. –Vamos ver o show! Saí de mãos dadas com o Max, para vermos o resto do show.

Quando voltamos ao palco, ficamos um ao lado do outro, e o Max sabia que eu iria evitar qualquer confusão ou qualquer outra coisa que atrapalhasse a melhor fase do nosso namoro-noivado. Eu iria andar sempre perto do Max e do Rober, duas pessoas que o Luan sempre confiava, para afastar dele qualquer tipo de desconfiança. Eu sabia que podia contar com os dois, e em um clima de total descontração, juntamos nossos rostos, eu no meio deles, e o Rober tirou uma foto postando no twitter para as meninas verem. A nossa amizade ia muito além dos palcos e trabalho.  

A brincadeira é séria! (Capítulo 51 - Parte 2)


Ficamos o dia no quarto, e ele me olhava rindo. Fiquei o dia, de cara fechada e fazendo manha. Não consegui arrancar dele nada, ele não contava de jeito nenhum. Eu deitei na cama, e ele me observou, deitei ao lado dele, enquanto ele mexia no celular. Ele me olhou e sorriu me abraçando e beijou meu pescoço.

-Nem começa! Falei.

-Você vai ficar assim o dia todo? Ele perguntou.

-Vou!

-Te vivo!

-Não vai consegui nada! O olhei.

-Nada?

-Nada!

Pela tarde, antes de seguimos ao local do show, fomos gravar uma entrevista. Ele estava levando aquele assunto na brincadeira, enquanto eu estava irritada e queria mesmo saber de tudo. Enquanto ele dava a entrevista eu vistoriava a equipe do Diário, junto com o Max e a Dagmar, além de nos ajudar, ficava de olho na entrevista.

-O Luan depois vai à academia? O Gutão chegou ao meu lado.

-Não sei Guto! Prestava atenção na câmera que o filmava.

-O Luan está seguindo aquela alimentação direito? Hoje ele não malhou e...

-Guto depois a gente conversa pode ser? -O olhei. –É que to ocupada agora! O Rober, pergunta pra ele. Ele que é o secretário do Luan. Ele pode te ajudar! Passei por ele e fui até o fotógrafo da equipe.

Olhava as coisas e vi o Guto me observar, ele não foi até o Roberval para saber o que ele queria, e ficou no mesmo lugar me observando. Vi o Roberval se aproximar dele e falar algo, que pela expressão, ele não gostou. Olhei para o Luan e o vi me observar, fiz um gesto para que ele ajeitasse o corpo, ele estava torto sentado, ele sorriu e se ajeitou. Eu sabia que ele tinha notado o que havia acabado de acontecer, mas eu preferi mostrá-lo que nada iria acontecer, eu amava ele,  ou como ele preferia, vivia ele.

-Eu estava bonito mor? Ele ficou em minha frente, e ficou com a cabeça inclinada.

-Estava, lindão! Sorri e o dei um selinho.

-Cadê o meu boné? Ele perguntou, com uma das mãos em minha cintura.

-Dei para o Rober amor, ver onde ele está! O olhei tirando um cisco de seu rosto.

-Vou ver onde ele está, espera aqui! Ele me olhou e eu sorri.

-Onde eu iria? Ri.

Fiquei com o Max organizando o pessoal do Diário, e aproveitei para pegar a câmera que eu usaria no camarim, para a entrevista com o Luan. O Max ficou brincando com a câmera fotográfica tirando fotos, de todos, espontâneas. Eu o observava e ria, conferindo algumas coisas.

-B quero falar com você depois tá?! O Max me olhou sério.

-Alguma coisa sobre o Diário?

-Não! Coisa mais séria!

Eu olhei para o Max e pudi perceber que ele sabia de algo, a mais, e havia percebido algo que queria dividir comigo. Ele e eu tínhamos nos tornado amigos, e por muitas vezes não parecia que ele era um pouco mais velho, ou tinha o papel de tio do Luan. Ele e eu ficávamos muito tempo juntos e dividíamos o dia, um com o outro. Nele eu sabia que podia confiar, eu sabia que muitas coisas o Luan não ficava sabendo, mesmo o Max querendo muito contar. Ele era um amigo para todas as horas, e um sempre escutava ao outro, mesmo não querendo escutar ninguém. Eu sabia que era algo que ele não queria que o Luan soubesse, se preocupasse. Eu fiquei o olhando e consegui buscar uma resposta para aquela conversa, então eu fiquei um pouco nervosa.

-Vamo mor, eu vou tomar banho e pegar as coisas para o show! O Luan me abraçou por trás.

-Tá! Fiquei olhando para o Max e já sabia o que era, e sobre o que era.

Entrei no elevador com o Luan, e ele conversava ao celular com a mãe. Depois da ligação ele me abraçou e começou a beijar meu pescoço, eu o deixei bem à vontade. Ele parou, do nada, e me olhou, desconfiado.

-O que foi? Perguntei.

-Vai se render assim? Ele sorriu.

-E quem disse que você teria mais que isso? Saí do elevador rindo.

-Vai levar isso a sério mesmo? Ele trancou a porta do quarto.

-Eu disse que eu não estava brincando! O olhei tirando a roupa para tomar banho.

Ele sorriu, e pareceu não levar, novamente, a sério. Ele se aproximou de mim me juntando ao seu corpo e começou a me beijar. Por mais que os toques dele estivessem bons, e os beijos dele me causassem arrepios, inevitáveis, meu orgulho falou mais alto me ajudando a resistir. Era difícil, mas eu precisava.

-Deixa eu ajudar? Ele sussurrou em meu ouvido, tirando minha blusa.

-Obrigada meu amor, pela ajuda. Agora eu vou tomar banho! Me afastei dele.

-Me leva junto?

-Não! Ri entrando no banheiro e tranquei a porta.

-Mor pára com isso! Ele tentou abrir a porta.

-Não! Tomava banho.

-Isso é judiação! –Eu não consegui responder, eu gargalhava do que ele tinha falado. Faltou ar, de tanto ri. –Vai dando risada! Ele desistiu.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um bloqueio na tentativa (Capítulo 50 - Parte 2)


Acordei cedo e fui atrás de respostas. Me arrumei sem fazer muito barulho, para que ele não acordasse e fui atrás do Roberval e do Max, das fontes de segredos do Luan mais confiáveis e provável de saberem de algo que eu não soubesse. Iria tentar arrancar de alguém o que o Luan planejava.

-Rober! O encontrei no corredor, e ele se assustou ao me ver tão cedo acordada.

-Oi! Bom dia! Quanto tempo que não te digo isso, normalmente é; boa tarde! Ele riu.

-Bom dia! É verdade! –Ri. –Então preciso muito de você, mais cadê o Max?

-Está no quarto, vai acordar tarde, ele foi dormir muito tarde ontem! Do que você precisa?

-Sabe de alguma coisa que eu não sei? Eu estou desesperada, eu cheguei a sonhar com isso! E você sabe que eu não posso ficar nervosa, muito menos ansiosa, por causa do bebê, né?! Você não teria coragem de me esconder algo, que o Luan te disse a respeito do nosso casamento, teria Rober? Fui dramática, e segurei o riso para disfarçar bem.

-B, eu... Eu não sei de nada! Ele me olhou e tentava disfarçar algo.

-Eu sei que você é muito amigo dele, e que vocês sempre confiaram um no outro, mas Rober me entende! Poxa, eu estou grávida e essa história está mexendo comigo! Alisei a barriga.

-B eu não posso te falar nada! Desculpa, mas pára com esse drama, eu te conheço! Ele apertou minha bochecha.

-Te odeio! Mais muito obrigada, pelo menos eu já sei que ele tá armando alguma, e que já está planejado, se não ele não te contava e muito menos você faria essa cara! Sorri e fui até o quarto do Max.

-Ele também não vai contar! O Rober me avisou.

-Eu tenho meus meios! Pisquei e bate na porta.

O Roberval saiu balançando a cabeça negativamente e rindo. Eu fiquei, por um tempo, em frente a porta do Max e depois de muito esperar ele abriu. O Max tinha acabado de acordar e estava com uma cara de sono, mas não liguei entrando no quarto.

-Preciso conver... Nossa desculpa! Parei olhando para a cama dele.

-Patroa também pergunta se pode entrar, sabia? Ele parou ao meu lado.

-Não interessa! Preciso falar com você!

-Max o que é isso? A mulher que estava na cama dele acordou assustada.

-Bom dia pra você também! Desculpa mais a patroa aqui... –Olhei para o Max. – precisa ter uma conversa com o Max! Sorri para ela.

-B depois! To com sono!

-Max é muito sério! Se não seu sobrinho vai nascer com cara de curioso! O olhei.

-Nem vem que eu não vou te contar nada! O Luan me fez prometer e ainda apostou com a gente, grana alta, e eu não vou cair nesse seu joguinho não! Ele me falou.

-O Luan o que? Ele pegou pesado agora!

-Pegou mesmo! Com o meu bolso e o bolso do Rober, além do bolso do... Chega sai! Eu quase ia falando demais aqui! Ele me levou até a porta.

-Com o bolso de quem mais? O olhei segurando a porta, para que ele não fechasse.

-B eu não vou contar!

-Max você é um chato! Saí dando as costas para ele indo em direção ao quarto.

Abri a porta e o Luan ainda dormia, eram onze e meia e eu estava com raiva dele ter apostado com os meninos para que não me contassem. Ele sabia que se eu ficasse sabendo iria atrás dos meninos para saber de algo, e também sabia que eu ira acabar arrancando deles alguma informação do meu jeito, eu sempre conseguia, mas ele foi mais esperto dessa vez.

Fui até a cama e sentei ao lado dele, fiquei o observando dormir e liguei a TV, em um volume alto. Comecei a balançar meu pé, fazendo a cama sacudir para incomodá-lo, propositadamente. Ele me olhou e virou de lado, continuei a provocá-lo.

-Mor quer parar! Ele se irritou e sentou na cama me olhando feio.

-Eu nem acredito que você apostou com os meninos! O olhei séria.

-Ah! É por isso que está assim?! Ele riu.

-Pode falar! Anda, quero saber! Cruzei os braços.

-Não vou! Ele deitou de novo.

-Poxa, Luan! Não saber nada é fo...!

-Olha a boca muié! –Ele me deu um selinho. –To com fome! Pede minha comida? Ele levantou indo para o banheiro.

-Vou fazer greve! O olhei com um sorriso de canto de boca.

-Greve? Greve de que? Ele me olhou assustado.

-Sabe as nossas noites inesquecíveis, com nossas respirações falhas e totalmente dominadas pelo desejo de sermos só um? O olhei com um sorriso de vitória.

-Sei! Nem vem...!

-Pois é, menino! Elas estão suspensas até você me contar o que está aprontando! Ri.

-Nem brinca! Ele veio até mim.

-Não estou! To falando sério!

-Tá! Vamos ver! Ele entrou no banheiro, para tomar banho.

-O que? Levantei rápido da cama, não acreditei na atitude dele.

-Vamos ver, quem é que aguenta! Ele me olhou rindo.

-Ok! Vamos ver! Voltei para a cama com raiva. Pensei que ele me contaria mais ele conseguiu ser mais rápido que eu, e eu fiquei irritada.

Uma grande surpresa está por vir (Capítulo 49 - Parte 2)


Ele fez mais um show e, para não sair da rotina, foi maravilhoso. Mais ele apresentou sinais de cansaço e eu fiquei preocupada. Minutos antes do show ele reclamou de uma dor de cabeça, e, eu sabia, para não me preocupar disse que era pequena, que dava para suportar a dor. O observei durante toda a apresentação e vi em seus olhos mais cansaço, o Luan iria ficar doente, mesmo tendo equilibrado a sua alimentação e de está sempre seguindo todas as orientações da nutricionista. Mais era de se esperar devido a movimentação, dele, devido a agenda lotada e de sempre estarmos em lugares diferentes e em contato com diversas pessoas.

-To com sono! Ele falou na van descansando a cabeça em meu ombro.

-Tá sentindo mais alguma coisa? Perguntei acariciando seu cabelo.

-Não, só sono! Ele segurou a minha outra mão e beijou.

Quando chegamos ele preferiu comer algo no quarto, a banda tinha nos convidado para um luau na piscina, mais achamos melhor o Luan ir descansar. Subimos e ele logo foi tomar um banho e eu fui tratar de pedir algo para comermos. Ele saiu do banho e se jogou na cama, de toalha.

-Luan vai se vestir amor, vai! O olhei, entrando no banheiro.

-To com preguiça! Ele sorriu.

-Anda larga de brincadeira!

Entrei no banho e quando sair do banheiro, já vestida, ele continuava no mesmo lugar, de toalha deitado na cama, a única coisa que mudava era o braço em cima da testa, cobrindo os seus olhos. Fui até ele e deitei por cima dele, dei um beijo leve em sua boca e ele sorriu. Me abraçando me deu um beijo e começou a me fazer cócegas.

-Pára! Ria, levantei ficando de pé.

-To cansadão! Ele me olhou sentando.

-A gente come ai depois, eu faço carinho no meu bebê até ele dormir! Sorri sentando em seu colo.

-Gostei! Ele sorriu.

Depois que comemos ficamos deitados, na cama, trocando carinhos. Ele por diversas vezes, brigou para que os olhos não fechassem e eu sorria. Ele brincava passando a mão em meu rosto e me dizia coisas engraçadas no ouvido, ele não queria dormir, mas acabou vencido pelo sono.

-Teimoso, dormiu tá vendo?! Ele sorriu e eu beijei sua testa.

Ele me abraçou e ficou cheirando meu pescoço, logo pousou uma das mãos em minha barriga e ficou acariciando.

-Tá grande já! Ele falou em meu ouvido.

-Também achei! Sorri.

-Se for menino vou ensinar a jogar bola, e a pescar, só não pode ser melhor que eu na pesca!

-Nossa! Nem seu filho pode? Ri.

-Nem ele! Sou bom pra caramba na pescaria!

-Nem se acha a criatura! –Ele riu. –Vou ensinar a ele, não se achar tanto quanto o pai, nesse sentido!

-Se for menina eu vou morrer de ciúmes dela!

-Coitada da minha filha! Sorri.

-Sério! Morro de ciúmes de você, da Bruna e da minha mãe, imagine da minha filha?

-Eu imagino, por isso ela vai ser muito rebelde!

-Mor você me ama muito né? Ele me olhou, sentando na cama.

-Amo, por que isso? O olhei assustada.

-Falaria “sim” se eu armasse uma surpresa pra você?

-Essa história de novo? Quem colocou essa ideia na sua cabeça?

-Falaria? Ele insistiu.

-Eu já te disse “sim” uma vez, diria de novo. Mais olha o que você vai fazer, não apronta nada muito grande não tá?!

-Pode deixar! Ele deitou novamente, sorrindo.

Ele dormiu, em pouco tempo, eu fiquei a pensar o que ele iria aprontar e o que ele estava em mente. Sabia que podia confiar nele, sabia que ele não queria nada muito grandioso, para chamar atenção de todos, mas eu estava nervosa. A ideia de que a qualquer momento eu poderia está de ante de um padre ou um juiz me deixava nervosa, eu não sabia como ia ser meu próprio casamento. Custei a dormir mais dormir, e sonhei com nós dois no altar diante de todos da nossa família dizendo os votos do casamento.