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segunda-feira, 18 de junho de 2012

A cena se repete (Capítulo 135 - Parte 2)


Na manhã seguinte, ele e eu acordamos e percebemos que estávamos abraçados. Levantamos e tomamos café, depois de tomarmos banho juntos. Ele me pediu para me arrumar, por que iríamos a um lugar, onde eu iria descobrir o porquê dele ter me levado para Bonito.

Coloquei um short jeans, uma bata floral, bem soltinha, com um casaquinho por cima, e uma sapatilha, confortável. Ele vestia uma bermuda, uma blusa e colocou um de seus tênis.

Seguimos por uma trilha que começava no hotel, e o funcionário nos falou que dava em um lugar lindo. Fomos trocando carinhos e beijos. No meio do caminho ele pegou uma flor e me entregou. Caminhávamos e ele cantava algumas músicas e eu o acompanhava.

-Mô tá ficando boa na cantoria, em?!

-A fono tá me ajudando! Ri.

-Por que você não continua com as aulas de piano? Você fica linda tocando! Ele sorriu.

-To pensando nisso. Vou falar com o Fernandinho e com o Peixe! Sorri.

-Isso! Assim toca comigo no DVD!

-É vem ele! Rimos.

Continuamos conversando e tirávamos fotos de alguns lugares e de nós mesmos. Eu e ele andávamos bem relaxados, sem nada pra pensar e se preocupar. Senti o Rafa inquieto, se mexia por várias vezes, talvez ele já estivesse acostumado com a agitação do nosso dia, ele estava reclamando por eu está mais relaxada.  

-Mô a gente veio pra cá quando a gente era pequeno, né? Lembrei agora! Sorri.

-Foi, sim meu amor! Ele sorriu e continuou a me guiar pela mão.

O Luan me guiava pela mão, por aquele lugar lindo. Tudo estava rodeado de muito verde e o barulho da correnteza do rio, que passava entre pedras, acalmava. Bonito era, na verdade, lindo e foi cenário de uma das viagens que fizemos, ainda pequenos, com os nossos pais e familiares.

Ele me levou até uma ponte de madeira, que ficava em uma parte onde o rio era mais estreito, parando no meio dela. Ele me olhou nos olhos e respirou fundo.

-Lembra desse lugar? Ele me olhou segurando minha mão.

-Desse lugar, exatamente, não! Mais sei que foi aqui a última vez que nos vimos. Última viagem que as nossas famílias fizeram juntas... Última vez que a gente se viu e que você...! Foi aqui? Sorri.

-Eu também não lembrei, tive ajuda das nossas mães, pra relembrar isso. Elas observaram a cena, inteira, de longe! Ele sorriu alisando meu rosto.

-Nossa! Sério? Foi aqui, nesse lugar? Sorri, com lágrimas nos olhos.

-Então, foi aqui, exatamente, nesse lugar! Lembra? Eu peguei a sua mão e muito tímido e nervoso te roubei um selinho... É! Foi nosso primeiro beijo! Ele sorriu.

-Lembrei! Sorri e uma lágrima escorreu dos meus olhos.

-Amor, eu quero fazer isso de novo, não menos nervoso mais muito mais apaixonado! Ele segurou minha mão e me beijou.

O beijo foi o mais apaixonado que já havíamos dado. Tudo estava delicado, parecia que o beijo tinha voltado a ter a inocência de quando éramos criança. Lágrimas caíram dos meus olhos, enquanto ele me beijava, mas eram de felicidade por tudo o que estava acontecendo em minha vida. Desejei que todos no mundo, bons ou ruins, tivessem um amor como o nosso, fossem felizes como nós... Tudo o que eu queria era nunca mais desgrudar dele, queria envelhecer ao lado dele, talvez vendo o Rafa ser um cantor de sucesso também.

Quando o beijo terminou ele alisou meu rosto e sem falarmos nada nos abraçamos. Ele me abraçou forte e ficamos em silêncio, por um tempo, ouvindo o barulho da água correr desviando das pedras.

-Não sai mais da minha vida, por favor! Eu preciso de você, até pra respirar! Ele falou me olhando, ainda abraçado a mim.

-Então promete nunca me deixar também, por que se não morremos junto! Sorri.

-Te vivo mesmo! Ele sorriu.

-Te respiro é mais que te vivo? Ele riu e me beijou.

-E o Rafa, como tá? Ele me olhou alisando minha barriga.

-Tá se mexendo, aqui! To ficando até enjoada! Sorri.

-Então, vamos voltar e ficar abraçadinhos, lá no quarto!

-Mô! Brigada, por tudo! Sorri e o dei um selinho.

-Minha pequena, faço tudo por você! Ele sorriu.

Voltamos para o hotel e quando subimos para o quarto, passamos o dia abraçados, na cama, assistindo filmes. O Rafa ficou mais quieto e o Luan cuidou para que eu comesse direito, ele cuidava de mim a cada segundo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A noite perfeita... (Capítulo 134 - Parte 2)


Ele estava extremamente carinhoso e me acompanhou no banho, me enchendo de carinhos e me cobrindo de beijos, delicados, por meu corpo. Saímos do banho e eu fui até a minha mala, pegar algo para eu vesti.

-Amor! Ele me chamou.

-Que foi...? Luan o que é isso? O vi segurando uma caixa, parecia um presente pra mim.

-Veste pra mim?! Ele se aproximou me dando a caixa.

-Deixa eu ver o que é! Sorri abrindo a caixa, e uma lingerie branca.

-Veste? Ele me olhou alisando meu cabelo, mordendo o lábio.

-Mais você não vai tirar? Sorri mordendo, levemente, seu lábio.

-Mais eu quero ver como você fica, vestida assim... Pra mim! Ele passou os lábios em meu pescoço me fazendo arrepiar.

-Tá! Vou colocar pra você! Sorri e o dei um selinho.

Fui até o banheiro e coloquei e soltei meu cabelo, que estava com um rabo de cavalo, saí do banheiro e o vi tirando o edredom da cama. Ele olhou pra mim, assim que percebeu que eu estava encostada na porta, do banheiro, o observando.

-Nossa! É minha?

-Claro! E de mais ninguém! Sorri.

Ele veio em minha direção e me beijou, colando nossos corpos, me encostando à parede. Ele segurava firme meu cabelo, com uma das mãos e com a outra percorreu meu corpo até minha coxa e a levantou, apertando.

Eu sorri beijando ele, quando ele me carregou até a cama, deitando sobre meu corpo. Ele beijava meu corpo, enquanto tirava a lingerie que ele havia me dado. Foi tudo tão intenso que não percebemos as horas passarem.

O movimento do corpo dele, sobre mim, era devagar me fazendo arrepiar. Ele fez tudo do jeito que nós gostávamos, deixando tudo mais prazeroso. Nosso suor se misturava, e ele ainda sobre mim, depois de nossos corpos se derem por satisfeitos, beijava meu pescoço, delicadamente.

-Te amo, tanto! Ele sussurrou em meu ouvido.

-Te quero tanto! Alisava sua nuca.

-Quero ficar aqui assim com você, o resto da vida! Ele me olhou.

-Então fica! Eu também quero muito! Sorri.

Ele pousou a cabeça sobre meu peito e ficou escutando as batidas do meu coração, fazendo carinho em minha barriga. Fiquei fazendo carinho em seu cabelo, até que, dormimos cansados da nossa noite maravilhosa.

Lua de mel... (Capítulo 133 - Parte 2)


Nos viramos para todos e todos nos aplaudiram. Eu esperava que jogassem arroz, em nós, mas foram pétalas de rosa branca, achei lindo aquilo. Depois todos vieram nos cumprimentar, chorei ao abraçar minha mãe, ela me disse coisas lindas e, logo, a mãe do Luan me abraçou e eu chorei ainda mais.

Ele preparou uma pequena recepção para todos os convidados e ficamos por alguns minutos entre todos e sorríamos sem perceber, estávamos sentindo uma felicidade enorme.

-Vem cá! Ele me puxou para um lugar mais reservado.

-Você é louco! Sorri o olhando.

-Gostou? Olha, eu to tremendo! Ele mostrou as mãos que tremiam.

-Eu amei! Foi tudo lindo meu amor, e nem precisava disso tudo, se você me levasse pra um cartório para assinar só um papel, já seria perfeito...

-Não mais eu queria que...!

-Lú me escuta! –Coloquei um de meus dedos sobre seus lábios, o impedindo de falar. –Tudo, com você, é perfeito! Me ouviu? Eu te amo de uma forma que é inexplicável... Às vezes eu não sei nem sentir, por que é maior que eu! –Sorri com os olhos cheios de lágrimas. –Tudo foi lindo, discreto e nosso! Foi do nosso jeitinho, tudo preparado por você e isso deu o detalhe mais especial, em tudo! Eu sou e sinto isso todos os dias, a mulher mais amada do mundo, você me mostra isso a todo o tempo! Eu estou muito feliz e sou muito feliz! Eu amo seu jeito, seus defeitos e acordar com você ao meu, é o meu presente... Te vivo meu dengo! Sorri e ele me abraçou forte.

-E eu sou feliz em saber que te faço feliz, e que te tenho ao meu lado! Ele falou beijando meu pescoço.

-Tá agora chega de chorar! –Ri enxugando minhas lágrimas, com a ajuda dele. –Vamos voltar pra a nossa festa de casamento? Nossa! To casada! Sorri.

-Não! A gente vai pra nossa lua de mel, agora! A parte mais esperada por mim! Ele sorriu.

-Vamo pra onde? Ah! Tem que avisar as meninas que a gente casou! Sorri.

-No bicuço eu te falo! Já publicaram uma foto da troca de alianças pra elas...

-Vamo tirar a gente mô! Pega seu celular!

-Pronto! Ele pegou o celular.

-Me dá sua mão! Colei nossas mãos e tirei a foto, com as nossas alianças à mostra. 


Postei no twitter com a descrição: "Em minhas digitais já tem um pouco de você...! Melhor presente da minha vida foi ele! Deixa eu dizer; o Luan um dia me mata do coração! Acordei, hoje, e vim para o meu casamento, pois é, casamento surpresa...! Nos completamos, mas sem vocês nada teria o mesmo gosto! ;D"

Voltamos para a festa e logo nos despedimos de todos, iriamos passar três dias em um lugar que eu ainda não sabia, mas dessa vez ele me contaria. Sabia que não era um lugar tão longe, mas sabia que seria maravilhoso. Eu estava sentindo uma felicidade imensa, não sabia explicar.

Seguimos de carro para o aeroporto, ele dirigia. O carro dele estava todo pintado, a galera da banda escreveu, por todo ele; Recém Casados, com uma tinta branca. Eu ri da cara que o Luan fez ao olhar o carro e segurei sua mão e entramos no carro para a nossa lua de mel.

-Posso saber pra onde nós vamos? Perguntei, assim que entramos no bicuço.

-Pra Bonito, Mato Grosso do Sul! Ele sorriu.

-Lá é lindo! Sorri.

-Sabe por que lá? Ele me olhou.

-Não! O olhei sem entender.

-Na hora certa você vai saber!

Seguimos viagem e quando pousamos um carro já nos esperava, para irmos ao hotel, fazenda no meio de um lugar lindo, rodeado de verde. Árvores, enormes, davam o charme daquele lugar, fora tantas outras coisas que nos reservavam.

O hotel era lindo, me encantou a decoração, era simples porém aconchegante. Ele pegou o cartão do quarto e subimos.

-Espera amor! Ele me parou antes que eu entrasse no quarto e me carregou no colo.

-Luan me solta, seu maluco! Sorri.

-Olha, pé direito! Ele entrou no quarto e o funcionário que trazia as nossas malas sorriu ao nos ver.

-Amor, o moço! Olhei para o funcionário, sem graça, depois que o Luan me colocou na cama, sentada.

-Valeu cara! O Luan o ajudou a colocar as malas em um canto e lhe deu uma gorjeta, quando ele saiu.

-Esse lugar é lindo! Levantei indo até a varanda.

-Hoje a gente descansa, pra você ficar bem, e amanhã a gente vai fazer um passeio, bem tranquilo, tá? Ele me abraçou por trás.

-Tá bom! Sorri.

-Vem! Vou cuidar da minha mulher!  

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Uma linda manhã... (Capítulo 132 - Parte 2)


Acordei assustada, com uma mensagem dele, que fez meu celular vibrar, em baixo do meu travesseiro. Peguei meu celular, ainda de olhos fechados, e ao me ajeitar na cama derrubei algo. Achei estranho, mas acabei achando que era algo que ele havia esquecido. Li a mensagem e estranhei.

“Amor vem para o escritório, e coloca o vestido que eu te dei! Rafa”

-Vestido? Que vestido? -Sentei na cama e vi que no lugar dele tinha um buquê de rosas. Levantei sem entender, e vi que eu tinha derrubado uma caixa de presente. –É o vestido! Peguei rápido e vi que o vestido era lindo.

O vestido era banco e rendado. Ele era tomara que caia e parecia ir até o joelho, eu sorri e lembrei que aquele vestido, eu tinha visto em uma revista com a Bruna e havia comentado que era lindo. Não estava acreditando no que ele estava aprontando. Tomei um banho demorado e quando saí vesti o vestido e coloquei um salto, bege, com detalhes em brilho. Coloquei uma maquiagem leve, mas marcando os olhos, deixei meu cabelo solto, o colocando para um lado só, como ele gostava.
Desci, com o buquê nas mãos, e me distraí cheirando as flores. Quando cheguei à cozinha, comi algo, para não ficar com fome e olhei para o sofá e vi um bilhete dele.

“Esse dia vai ficar marcado para sempre em nós dois! Te vivo! Rafa”

Sorri pegando a chave do carro, e quando o abri vi um buquê, pequeno, parecia de noiva, de girassóis no banco do carona. Meu coração disparou, sorri, feito boba, e comecei a tremer. Estava nervosa e muito ansiosa para ver como ele estava e o que ele tinha aprontado, para mim, para nós dois. Segui o caminha, até o escritório, nervosa e procurando palavras para dizer, mas achei que o “sim” já estava de bom tamanho, por que eu não saberia o que dizer mesmo com um discurso em minhas mãos.

Quando cheguei ao escritório meu pai me aguardava, junto ao meu irmão, no estacionamento. Sorri, quando desci do carro e eles vieram ao meu encontro, me dando um abraço apertado. Eles estavam de paletó, bonitos e elegantes.

-Nossa que lindos! Sorri.

-O Luan é louco! Meu irmão sorriu.

-Filha e o buquê? Não pode esquecer mocinha! Meu pai me lembrou.

-É mesmo! –Voltei até o carro pegando o buquê, eu estava tão nervosa que estava mais esquecida que o normal. –Como ele está? O que ele aprontou? Vocês já sabiam de tudo? Disparei em perguntas.

-Ele está nervoso, mas todo mundo está falando que não precisa ele ficar assim, você vai dizer “sim”, mesmo! Meu irmão brincou.

-É mais ele está assim por que ele quer te agradar! Quer que você goste de tudo! A gente só soube há uma semana, atrás! Meu pai completou.

-Eu vou gostar, e ele sabe disso! Vamos? Segurei a mão do meu pai.

Seguimos para o elevador e quando chegamos ao andar, eu respirei fundo. Era o térreo de onde o escritório ficava. Quando a porta do elevador abriu, eu vi que tudo tinha sido transformado de uma forma linda, para acomodar todos. Girassóis enfeitavam o caminho onde eu iria passar, conjuntamente com o tapete vermelho. As cadeiras eram de acrílico transparente e vi todos da equipe e banda, além de nossos familiares e amigos mais próximos. Quando o vi a me esperar, ao lado do juiz, que celebraria a cerimonia, e ele estava lindo. Ele trajava um paletó e era nítido que ele estava nervoso. Quando me viu, deixou escapar “você está linda!”, e eu sorri.

Ele sentou em uma cadeira, quando um dos membros da equipe do Diário, surgiu para filmar e o outro fotografar a minha entrada. Quando dei o primeiro passo ele começou a cantar “Incondicional”. Sorria ao ver cada um que estava presente, ao passar, acompanhada com meu pai e meu irmão, cada um de um lado. Ver minha mãe foi o mais emocionante, por que ela chorava e me deu vontade de chorar também, falei a ela mexendo os lábios “te amo mãe!”, e ela sorriu.

Quando o Luan terminou de cantar veio até a frente do altar, onde o Max, o Rober, a Milena e a Bruna nos esperavam, os nossos padrinhos. Meu irmão beijou minha testa e meu pai fez o mesmo, porém me abraçou, em seguida.

-Eu sei que você vai ser muito feliz ao lado dele, mas eu quero que saiba que eu te amo e vou está sempre torcendo por vocês! Ele vai cuidar de vocês. –Ele me olhou e alisou minha barriga. –E eu desejo toda a felicidade do mundo para você, minha pequena, e sua família! Ele sorriu e entregou minha mão ao Luan.

-Gostou? Ele me olhou e sorriu, misturava nervosismo e insegurança, em sua feição.

-Amei! Sorri e segurei forte sua mão. Viramos para o juiz e todos sentaram.

-Eu nunca fui de fazer discursos, mas quando soube da história de vocês me emocionei, e olha que eu sou difícil para isso! –O juiz começou. –A história de vocês nasceu, não quando eram crianças, mais quando ainda estavam se formando na barriga da mãe de vocês, por que é muito forte para ter sido criado aqui, esse sentimento, esse amor é muito além do que qualquer um possa explicar! Vocês souberam ou o amor soube fazer de vocês pessoas mais maduras por que sustentar esse sentimento tem que ter muita coragem e sabedoria. Você Bia, teve que enfrentar sua família e deixar seus planos, que um dia você planejou, para ir atrás da sua vida, como eu soube, que você diz. Luan, você soube correr atrás e segurar essa mulher maravilhosa, que você formou. Colocou muita responsabilidade nas mãos dela, ela cuida de você e da vida de vocês, além de saber lidar, muito bem, com suas fãs, que não são poucas, e soube compreender sua rotina! –Ele sorriu. –O amor de vocês é tão forte que soube se sustentar e quase adormecer dentro de vocês para um futuro reencontro, que ninguém esperava mais, nem vocês! Esse reencontro emocionou e fez com que vocês relembrassem o quanto ele era forte, desde quando pequenos. Esse reencontro lhes rendeu brigas, choros, risos, beijos, abraços, desconfianças, ciúmes, declarações e principalmente; amor, amor e mais amor! E desse amor irá nascer um fruto que com certeza só fez com que ele aumentasse de uma forma que vocês se perguntaram; “Meu Deus! Como pode ter crescido a minha admiração, meu carinho e meu respeito, por ela, por ele?” –Nos olhamos e confirmamos com a cabeça. –E estamos aqui, hoje, eu estou aqui hoje com muito orgulho e satisfação, para vermos esse amor ser provado perante a sociedade, perante todos, mesmo todos já sabendo! –Ele sorriu. –Então Luan Rafael Domingos Santana aceita Beatriz Santana Ferreira, como sua legitima esposa?

-Sim! O Luan me olhou segurando minha mão.

-Beatriz Santana Ferreira aceita o Luan Rafael Domingos Santana como o seu legítimo esposo?

-Claro, que sim! Sorri com lágrimas nos olhos de felicidade.

-Então o nome eu já mudei, só falta vocês trocarem as alianças e se beijarem! Todos riram.

-Amor além da vida! –Ele falou colocando a aliança em meu dedo. –É o que tem escrito e o que eu sei que vai acontecer! Ele sorriu.

-Te vivo, meu amor eterno! Sorri colocando a aliança em seu dedo.

-Beija logo cara! O Max falou, e todos riram.

-Calma! O Luan o olhou e em seguida me beijou depois de ter dado um beijo em minha testa.

-Te amo seu louco! Sorri, após o beijo.

Últimos minutos... (Capítulo 131 - Parte 2)


Estávamos no início de Junho e eu estava nervosa e anciosa para o nosso casamento. Eu havia sonhado com esse dia durante todas as noites dos ultimos dias do mês de Maio. Eu esperava por tudo e que a qualquer momento o Luan fosse me levar pra alguma Igreja, cartório ou qualquer outro lugar para que disséssemos o tão esperado "sim".

Voltamos para Londrina, depois de uma semana repleta de shows. Eu estava mais aflita que o normal, por que estando em Londrina, ainda mais no início de Junho, já representava que eu podia esperar por tudo, vindo do Luan.

Assim que pousamos fomos direto para o consultório, da médica, para mais um ultrasom. Iríamos ver como o Rafa estava no começo do quinto mês da minha gestação. A médica nos recebeu muito bem e depois de nos dizer que o Rafa estava bem e de me elogiar quanto aos meus cuidados, maiores, com descanso e alimentação, fomos direto para casa.

-Vai pra onde? Olhei pra ele quando vi que ele estava seguindo um outro caminho.

-Vou te levar para um lugar! Ele sorriu.

Eu estava nervosa, já imaginei o casamento. Mais meu coração, logo, acalmou quando ele parou o carro em frente a um dos melhores salões de beleza da cidade. O olhei e não entendi o que ele queria.

-O que você...?

-Você vai ficar aqui o dia inteiro! Quero que você descanse e que vá linda pra casa. Você não tem tempo para fazer essas coisas, sempre se vira nas viagens e eu quero que fique aqui, hoje! Vai descansar, recebendo massagens, enquanto cuida do cabelo e da sua pele. Amor, quero você ainda mais linda do que já é, mesmo eu não merecendo! Ele alisou meu rosto, com carinho, e sorriu.

-Você não existe! -Sorri. -Você merece, sim, que eu fique bonita pra você! Dei um selinho nele.

-Agora vai lá e aproveita! Ele destrancou o carro e, depois de me dá um beijo, eu saí.

Quando saí fui bem recebida por manicures, cabeleireiras, masagistas e até mesmo uma maquiadora que me deu muitas dicas para eu me maquiar sozinha.

Tive um dia de princesa; o melhor presente que uma mulher poderia ganhar. Mais eu sabia que tinha algo por trás disso. Iríamos ficar cinco dias em Londrina e o Luan se aproveitaria da sua folga, eu tinha certeza disso.

Quando ele foi me buscar do salão, já era noite. Ele deixou um vestido lindo e um sapato, igualmente lindo, para que vestisse depois de um banho relaxante, ao final daquele dia perfeito. Ele foi me buscar no salão me cobrindo de elogios e disse que eu estava muito linda. Me levou para um jantar a luz de velas, no restaurante que eu mais gostava. E reservou uma mesa para nós dois em um lugar mais discreto e ficamos trocando declarações.

Voltamos para casa sorrindo e eu sentia que estava pronta e segura para dizer o meu "sim" para ele, independentemente do lugar, da hora, do dia, do mês ou do ano; tínhamos nascido um para o outro.

Dormimos do jeito que gostávamos; abraçados. Ele cantava músicas ao pé do meu ouvido me embalando a um sono gostoso. Ele me ninou com sua voz macia e com seus carinhos, me envolvendo em seus braços. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Últumos preparativos (Capítulo 130 - Parte 2)


Com o passar dos dias, eu vi o Luan feito doido entre muitas ligações, que ele fazia e que recebia, entrevistas e shows. Eu observava tudo de longe, eu sabia que as ligações que ele fazia era para resolver coisas para o nosso casamento. Eu ficava observando de longe, para que ele não percebesse o quanto eu estava nervosa e que eu queria, muito, ajudar ele, com os preparativos.

Ele estava se desdobrando para fazer tudo do meu jeito e sozinho. Ele não queria que ninguém o ajudasse, ele queria mostrar que tinha feito tudo sozinho e que lembrou de cada detalhe nosso, das coisas que eu gostava, de cada detalhe que ele pudesse dizer "fiz tudo isso, pra você!", eu sabia que ele me falaria isso.



Estávamos no hotel e eu havia descido para me reunir com a galera da banda, que estavam na área da piscina conversando. Era final de tarde, e eu estava rindo das brincadeiras do Juliano e do Marreta, que a Marla alimentava, fazendo todos rirem mais, o Roberval passou rápido pelo hall do hotel e eu observei. De onde eu estava dava para ver, em que andar ele parou, e foi no andar onde o meu quarto e do Luan, era. Eu sabia que ele estava preparando mais detalhes da cerimonia surpresa, mas o Luan estava nisso havia dias e não dormia direito. Levantei e fui até o quarto.

Subi e abri a porta com cuidado, ouvi ele no celular e parecia falar de algo da decoração. Entrei no quarto e vi o Rober anotando algo, em uma agenda. O Luan me viu e sorriu, disfarçando indo até a varanda terminar de falar, ao celular. Olhei para o Rober e ele sorriu, sem graça, enquanto fechava a agenda, rapidamente. Sentei na cama e peguei o controle da TV, mudando o canal.

-Não precisa desfaçar Roberval, eu sei o que é! 

-Mô você tava lá em baixo com a galera da banda, foi? Ele voltou para o quarto.

-Foi! 

-Testa pode ir, cara! Valeu! Ele olhou para o Roberval.

-Tchau, até mais tarde! O Rober me deu um beijo na testa e saiu.

-Dessa vez estava falando com quem? O olhei.

-Com ninguém amor, com ninguém! Ele me abraçou quando sentou ao meu lado.

Fomos para o show e ele fez mais uma apresentação maravilhosa. Quando voltamos ele fez o que tinha passado a fazer, de uns tempos pra cá, ele me colocou pra tomar banho e me embalou em seus braços, para que eu dormisse; ele estava cuidado de mim, todos os dias. Me mexi na cama, depois de um tempo, percebi que ele não estava na cama e sentei, esfregando meus olhos, sonolenta. Abri e o vi conversando com a Dagmar em uma espécie de sala, que tinha no quarto. Eles estavam sentados no sofá. Levantei indo até eles.

-Dada, dá um tempo?! Tá muito tarde! Fiquei ao lado do sofá.

-Mô vai dormir... A gente te acordou? O Luan me olhou.

-Não! Mais a falta de você comigo, sim! Dada vai dormir, também, vai! A olhei.

-Tudo bem, Lú! A gente fala sobre isso mais tarde, quando o sol aparecer! -Ela riu. -Boa noite! A B tem razão, é melhor ir dormir! Ela saiu do quarto.

-Eu tava resolvendo...! Ele me olhou, levantando.

-Coisa para o nosso casamento... Eu sei disso! O olhei.

-Por que você fica assim, quando me ver resolvendo as coisas, então? 

-Por que eu sei que vai ser tudo perfeito, não vou me arrepender de nada! Mais eu me chateio por que você está esquecendo e você mesmo! Amor, vem dormir, vai! Faz dias que você não faz isso direito. Não quero meu marido desmaiando de sono, na hora de dizer o "sim"! Sorri e o puxei para a cama.

Só não enxerga, quem não quer! (Capítulo 129 - Parte 2)

Fomos para mais um show em São Paulo, depois de alguns dias de folga. Depois de descansar durante todo o dia, ajudei a Dagmar com a imprensa no local do show. Ele atendia a imprensa e eu estava ao lado de fora conversando com o Roberval e tentando atender as meninas, as fãs, que pediam fotos e autógrafos. 

-B vem! A Dagmar me puxou para uma área mais vazia, perto do camarim da banda.

-Tava sem ar lá! Sorri.

-Pega! O Rober me deu água. 

-Vou ver como o Luan tá! A Dagmar se afastou.

-Você está bem? O Rober me perguntou.

-To! Tudo bem, mas você viu...

-Finalmente eu encontrei, a única que conseguiu! 

Uma voz feminina surgiu atrás de mim e eu me virei para olhar quem era, pelo olhar do Roberval eu não iria gostar. Quando vi quem era eu revirei os olhos impaciente. Uma das ex namoradas do Luan, loira, bonita e bem vestida. Pelo o que sabia ela tinha se tornado modelo, era miss e prima do Anderson. Namorou com ele no começo da carreira e as meninas diziam que ela era ciumenta, na época. O Luan tinha uma história com ela que ele não gostava de falar, talvez ele tenha se decepcionado. 

-Não entendi! Foi comigo? A olhei.

-Foi! Prazer, Júlia! Ela estendeu a mão, para me cumprimentar.

-Acho que eu não preciso me apresentar, né? Parece que você sabe quem eu sou! Olhei para a mão dela e não apertei. 

-É não precisa, você é bem famosa! Ela tentava ser simpática. 

-Não sei por que eu levei essa fama, mas o Luan que é a estrela! 

-Não sabe? Você foi a única que conseguiu sobreviver a essa rotina doida que ele tem e a única que as fãs dele aceitou, por que elas são difíceis! Ela sorriu.

-É, pode ser! Mais eu te garanto que não é uma missão fácil! 

-Eu sei, e como sei! Tá grávida né? Vocês vão casar, quando? 

-To sim! É o Rafa que tá aqui! -Alisei a minha barriga. -Não sei quando, ele não falou! 

-Ah! Oi Rober! Ela olhou para o Roberval que a cumprimentou com um aceno de cabeça.

-Agora eu preciso ir...!

-Ele te ama mesmo, por que fala de você sempre! É Deus no céu e a B na terra! Ela falou em tom de deboche. 

-Olha eu não sei o por que você veio falar comigo, não sei mesmo. Mais vou te dizer umas coisas; não se meta na nossa vida, ela não lhe diz respeito e se ele me ama ou não, não é, também, da sua conta, mas eu não admito que fale sobre o que a gente sente nesse seu tom de deboche, nojento! Curta seu show, mas longe de mim! Pode até ir ver ele, até por que ele não te suporta e eu confio de olhos fechados nele... Pessoas como você não se deve levar à sério, já que você não teve a capacidade de fazer o que eu fiz; enfrentar tudo e todos e confiar no talento dele! Agora licença que eu vou trabalhar! Vem Roberval! Virei às costas e saí deixando ela me olhar sem graça e sem palavras.

-Nossa! Ela ficou sem chão, depois do que você disse! O Rober me olhou, enquanto me acompanhava. 

-Eu aturo tudo, menos que debochem do que eu sinto pelo Luan e do que ele sente por mim! A gente se ama, se vive e isso já está explícito pra quem quiser ver. Isso transborda e só não enxerga quem não quer! 

-É! Mais nada a ver ela chegar em você e falar essas coisas! 

-Idiota isso que ela é! Entrei no camarim. 

-Quem é idiota amor? O Luan me olhou.

-Um encosto seu aí! Quando chegar em Londrina a gente vai na Igreja se benzer, rezar e, se puder, tomar um banho de água benta! Ri.

-Encosto meu? Ele me olhou sem entender.

-É cara, a Júlia! O Rober esclareceu.

-Nossa! O que ela fez? -O Roberval contou a ele, por que eu preferi não tocar no assunto e ele fazia uma cara de nada, até chegar na parte que ela falou do que sentíamos um pelo outro e eu percebi indignação no olhar dele, assim como eu fiquei. -Que menina doida, cara! Ele falou assim que o Rober terminou de lhe contar.

-Pois é! Eu me irritei quando ela falou isso! 

-Tá tudo bem! Você sabe o quanto eu te amo, né? O quanto eu amo vocês! Ele alisou minha barriga.

-Sei e não precisa ninguém me provar, nem você! Eu também te amo muito, nós te amamos! Sorri olhando dele para a minha barriga.

-Olha Testa como ela é linda! Ele abraçou e me beijou, levemente, enquanto o Rober sorria ao nos ver.